Trump e Kim Jong-un fazem encontro histórico

Desmonte do programa nuclear e balístico norte-coreano esteve na pauta da reunião

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O líder da Coreia do Norte Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump – Foto: Reprodução

Denver

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un fizeram uma reunião histórica em Cingapura nesta segunda-feira às 21h (9h de terça-feira, no horário local). Trump e Kim deram um aperto de mãos histórico. O desmonte do programa nuclear e balístico norte-coreano esteve na pauta.

Comitivas dos dois países fizeram ontem um encontro prévio em um hotel. O secretário de estado Mike Pompeo acompanhou o presidente norte-americano em Cingapura e adiantou que os Estados Unidos só aceitarão a “completa, verificável e irreversível” desnuclearização da Coreia do Norte.

Em outras ocasiões, Kim afirmou estar disposto a se comprometer com o desarmamento nuclear, mas ainda há analistas céticos sobre a postura do líder. O encontro de Trump e Kim é o primeiro entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte, inimigos desde a Guerra da Coreia (1950-1953).

Na véspera da reunião histórica, Kim Jong-un fez um passeio para conhecer pontos turísticos de Cingapura. Ele surpreendeu os hóspedes do hotel onde está hospedado ao dar uma caminhada pelas áreas comuns. No domingo, o líder norte-coreano foi recebido pelo primeiro-ministro do país que sedia o encontro histórico, Lee Hsien Loong.

Donald Trump também se encontrou com o líder cingapurense. O norte-americano, que completa 72 anos na quinta-feira (14), ganhou um bolo de aniversário adiantado. Sobre o encontro, disse acreditar que a reunião “vai funcionar muito bem”.

O anúncio do encontro de Kim e Trump marcou uma reviravolta em um discurso, até então, agressivo entre os dois países. Ano passado, Trump ameaçou destruir totalmente a Coreia do Norte e chamou o norte-coreano de “homemzinho do foguete”. Em resposta, Kim xingou o presidente de “ignorante mentalmente perturbado”.

O encontro despertou interesse da imprensa internacional. Mais de 2,5 mil jornalistas estão em Cingapura para acompanhar a reunião.

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