Foto: Genildo Silveira/A TRIBUNA

A mídia impressa é a forma mais tradicional de comunicação de massa, presente há séculos no dia a dia das pessoas, servindo para divulgar notícias e informações, retratando dessa forma o funcionamento das sociedades e registrando os acontecimentos para a posteridade. Em Rondonópolis, em 7 de junho de 1970, surgia o Jornal Tribuna do Leste, o primeiro jornal com circulação periódica da cidade, com a proposta de narrar os acontecimentos e registrar a história do município, que naquela época era pouco mais que um vilarejo.

A partir de 1978, com a divisão do Estado de Mato Grosso, passa a se chamar apenas A TRIBUNA e, inicialmente, o jornal circulava uma vez por semana, mas conforme foi crescendo e se firmando no mercado, passou a ser bissemanal e depois trissemanal, até se tornar diário, já no ano de 1994. Hoje, é o único jornal de Rondonópolis que circula de forma ininterrupta desde a sua fundação, tendo lançado 9.939 edições até o momento, se tornando testemunha ocular do crescimento da cidade.

Ao longo desses longos 48 anos, a imprensa escrita passou por diversas crises, que serviram para fazer uma depuração no setor, e aqueles jornais impressos que sobreviveram, se tornaram mais fortes e representativos, por conta principalmente da credibilidade que adquiriram nesses anos. Característica primordial da imprensa escrita, mormente dos bons jornais, a apuração a fundo dos fatos e a observação dos mesmos em todas as suas nuances se tornaram um referencial desse jornalismo, que oferece uma informação mais completa para seu leitor, coisa que o formato mais “instantâneo” de outras formas de comunicação, como as redes sociais, não permitem.

Em circulação há quase cinco décadas, o A TRIBUNA se tornou testemunha ocular do crescimento da cidade – Foto: Genildo Silveira/A TRIBUNA

Outro fator que depõe a favor da imprensa escrita é a credibilidade da notícia publicada, o que a torna um artigo valioso para os leitores, principalmente nos dias atuais, em que as notícias falsas, as famosas fake news, campeiam soltas pelas mídias sociais e provocam todos os tipos de danos que uma mentira repetida ao mesmo tempo para milhares e até milhões de pessoas podem provocar. Nesse quadro, ter em mãos um jornal com décadas de tradição de bom jornalismo, com credibilidade e isenção na forma de noticiar os fatos é muito importante e salutar para o cidadão e para toda a sociedade.

Por conta da sua longevidade e do respeito e credibilidade que adquiriu, o Jornal A TRIBUNA é visto por muitos como parte da própria História da cidade e como uma espécie de porta-voz da sociedade local, em suas mais diferentes manifestações, configurando-se como um agente transformador dessa mesma sociedade.

“Eu tenho uma história com o jornal que me dá autoridade para falar que ele é, em Rondonópolis, o que mais tem dado condições para que qualquer acontecimento seja visto por todos”, disse a professora Lindalva Garske – Foto: Denilson Paredes

“Nas experiências que tivemos como professores, nas lutas sindicais, nas lutas políticas e da educação, a mídia impressa tem sido um elemento essencial. Inclusive, estabelecendo uma ligação entre essas lutas políticas e o mundo político, propriamente dito. Não vejo nenhuma condição de realizar movimentos, lutas, busca de melhores condições para a universidade e a transformação desse campus em universidade, se a mídia impressa, escrita, não estivesse do nosso lado, nos dando condições de articulação com o mundo”, afirmou a professora Lindalva Maria Novaes Garske, formada em Pedagogia, com Mestrado em Administração Escolar e Movimentos Sociais, com Doutorado em Trabalho, Educação e Movimentos Sociais, e Pós-Doutorada em Metodologia em Pesquisa e uma das líderes do Comitê Pró-UFR, que lutou pela criação da universidade autônoma em Rondonópolis.

Para ela, o A TRIBUNA teve um papel fundamental na emancipação do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e na consequente criação da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). “Eu conheço o A TRIBUNA desde o seu nascedouro, pois moro em Rondonópolis desde 1959. Eu tenho uma história com o jornal que me dá autoridade para falar que ele é, em Rondonópolis, o que mais tem dado condições para que qualquer acontecimento seja visto por todos. O Jornal tem ajudado a universidade em todos os problemas que nós temos e esteve presente em todas as conquistas que tivemos. Ele é fundamental para a história da cidade, pois sempre que vamos fazer uma pesquisa acerca da história da cidade, a fonte que sempre procuramos é o A TRIBUNA. Porque ele é a memória da cidade, está por dentro de tudo, guarda tudo e nos faz ter condições de saber tudo o que acontece na cidade. Do meu ponto de vista, não se trata de verdades absolutas, mas as informações que o jornal publica a gente pode confiar, por que a gente confia no trabalho desse grupo do jornal, que é fiel a nós e à verdade, principalmente”, afirmou a professora Lindalva Novaes.

“Desde 1990 que eu assino e ele já faz parte do meu dia a dia. Sair de casa de manhã sem folhear o A TRIBUNA para mim é impossível”, afirmou o contador e professor Ivaldi Nascimento – Foto: Arquivo

Para o contador e professor Ivaldi Nascimento, a longa convivência com o Jornal fez com que o mesmo se tornasse parte do seu dia a dia. “Eu conheci o A TRIBUNA em 1984, logo depois que cheguei na cidade. Desde essa época, eu acompanho o jornal e tudo o que aconteceu de importante na cidade nesse tempo eu fiquei sabendo pelo A TRIBUNA. Desde 1990 que eu assino e ele já faz parte do meu dia a dia. Sair de casa de manhã sem folhear o A TRIBUNA para mim é impossível”, afirmou.

No entender de Ivaldi, nos seus 48 anos de existência, o A TRIBUNA fez mais do que registar a história da cidade, pois se tornou também um agente impulsionador do seu desenvolvimento. “Sempre gostei desse lado do Jornal, de intervir nas questões sociais e comunitárias, não só fazendo reportagens, mas fazendo campanhas em prol da cidade. Graças a uma parceria com o A TRIBUNA, o Comitê Pró-Rodovias conseguiu 80% de tudo que foi reivindicado, numa demonstração que deixa claro a sua proposta de ajudar a cidade de todas as formas. Eu tenho um grande respeito e carinho pelo Jornal”, disse o contador, que é um dos principais líderes do Comitê Pró-Rodovias, que cobrou a duplicação da BR 163/364 e o asfaltamento da MT 040, que liga o distrito de São Lourenço de Fátima ao município de Santo Antônio do Leverger, funcionando como via alternativa para Cuiabá.

“Tem gente que gosta de ler no celular, no computador, mas eu gosto de ler o jornal”, contou o empresário Edson Ferreira – Foto: Arquivo

Outro que diz não abrir mão de começar o seu dia lendo o A TRIBUNA é o diretor da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (Acir), o empresário Edson Ferreira, para quem as mídias digitais não substituem o impresso. “O Jornal A TRIBUNA é o meu café da manhã diário. É a primeira coisa que leio pelas manhãs, para saber as principais notícias do dia. Tem gente que gosta de ler no celular, no computador, mas eu gosto de ler o jornal. Eu acho que o A TRIBUNA faz parte da história da cidade, pois eu cheguei aqui há 32 anos e ele já fazia parte da história da cidade. De lá para cá, sua importância só aumentou”, contou.

Para o empresário, a credibilidade e a confiabilidade das informações publicadas são importantes para nortear o dia a dia dos seus negócios. “É muito importante contar a notícia como ela é de fato. O jornal é muito importante para nós, empresários, pois traz notícias da economia local, estadual e nacional, notícias sobre a política, a cultura, e outras, e isso tudo contribui com a sociedade como um todo”, completou Edson Ferreira.

“Uma das minhas grandes alegrias da minha vida foi ver o nascimento da minha filha ser noticiado no Jornal”, lembrou o funcionário público Roberto Mendonça – Foto: Arquivo

O funcionário público Roberto Mendonça, voluntário do Observatório Social de Rondonópolis (OSR) e uma das pessoas mais engajadas na luta por melhorias no Aeroporto Municipal Marinho Franco, vê o A TRIBUNA como parte do seu cotidiano e como parceiro das lutas da sociedade por melhorias. “Eu lembro até hoje quando li o primeiro A TRIBUNA. Foi em abril de 1983, quando cheguei em Rondonópolis. Pode procurar nos registros que eu sou o assinante número 198 do Jornal. Nunca deixei de ler e minha relação com o Jornal é atávica. Ele é parceiro da sociedade civil na luta por melhorias no nosso aeroporto desde 2007, quando começou a falar a respeito e denunciar o descaso das nossas autoridades com o mesmo e com Rondonópolis. Eu não tenho palavras para dizer o quanto isso foi e é importante para nós, pois o A TRIBUNA é imparcial, ouve todos os lados, todas as correntes políticas”, opinou.

Para Mendonça, que é assinante do A TRIBUNA e um leitor assíduo e voraz do mesmo, apesar da evolução e do crescimento de outros meios de comunicação, principalmente os digitais, ele não abre mão do bom e velho jornal impresso. “O bacana do A TRIBUNA é que ele segue o ritmo dos grandes jornais e mantém a sociedade informada sobre todos os assuntos que nos interessam. Pode ter internet, intranet, paulete, eu nunca vou parar de ler o jornal e, se eu pudesse, daria um prêmio para o A TRIBUNA por essa série sobre as obras paradas, que acho extraordinária. Uma das minhas grandes alegrias da minha vida foi ver o nascimento da minha filha ser noticiado no Jornal. Hoje, ela tem 35 anos e eu ainda guardo até hoje esse exemplar com muito carinho. Nada disso teria o mesmo impacto e significado se fosse em outro tipo de mídia”, ressaltou Roberto.

“Tem jornal de fora, mas aqui em Rondonópolis a referência é o A TRIBUNA, porque ele é bom”, opinou o empresário Antônio Henrique Rosário – Foto: Denilson Paredes

A credibilidade e o respeito conquistados pelo A TRIBUNA ao longo de sua existência são fundamentais para que ele seja bem-aceito pelos leitores, que procuram por ele todas as manhãs em bancas de revistas, supermercados e padarias. “Eu já estou vendendo o A TRIBUNA aqui há 17 anos e já lia ele desde muitos anos antes, há pelo menos uns 25 anos. Eu acho ele um ótimo jornal e é bem-sucedido na praça, bem mesmo, graças ao bom trabalho jornalístico que faz. É um jornal bem-aceito na cidade e no interior, pois muita gente vem de fora e passa por aqui para comprar um exemplar do A TRIBUNA e levar para a sua cidade. O pessoal daqui já está acostumado e todo dia vem aqui comprar o seu jornal. Todos querem ler o A TRIBUNA porque sabem que podem confiar no que está escrito ali”, afiançou o empresário Antônio Henrique Rosário, proprietário da Center Pães, um dos pontos de venda que mais vendem o Jornal na cidade.

Para ele, o Jornal já faz parte do cotidiano de muita gente, que não passa um dia sem ler o periódico. “Tem gente que não consegue passar um dia sem ler o Jornal A TRIBUNA. O Jornal tem um conceito muito bom na sociedade, graças à sua credibilidade e à confiança que as pessoas depositam nele, porque os jornalistas se envolvem a fundo para apurar as notícias, porque tem uma equipe capacitada para isso. Tanto é que não temos um outro jornal na cidade, pois todos que vieram não conseguiram se firmar. Tem jornal de fora, mas aqui em Rondonópolis a referência é o A TRIBUNA, porque ele é bom”, completou o popular Toninho.

“Eu gosto de mostrar para os meus alunos que a leitura do jornal pode ser algo prazeroso”, afirmou a professora Ana Paula Quirino dos Santos, na foto ladeada pelo também professor Pedro Aparecido Barreto de Melo – Foto: Denilson Paredes

Pelos mesmos motivos, o Jornal é referência e fonte de informações para pesquisas, tanto para professores quanto para estudantes de Rondonópolis e das cidades vizinhas, que também usam o periódico como forma de estimular a leitura entre os jovens estudantes. “Eu, como leitora, já tenho contato há muitos anos com o A TRIBUNA. Eu lia sempre as poesias do saudoso Valdir Xavier no Cantinho do Poeta. A partir daí comecei a me interessar por outras partes do Jornal e muito antes de ser professora eu já gostava muito de ler o Jornal. O A TRIBUNA não é importante só porque narra as notícias, mas por que ele serve para estimular as pessoas a gostarem da leitura. Ele mostra muito, dá valor para a cultura da nossa terra, do nosso povo. Eu gosto de mostrar para os meus alunos que a leitura do jornal pode ser algo prazeroso, porque você encontra uma página de entretenimento, que fala da cultura, dos eventos, então, tudo que você precisa está ali. Nós, como professores, mostramos que é importante ler o jornal e mostramos para eles que eles podem ir além, pois ali eles têm uma boa base para começar a serem leitores”, afirmou a professora Ana Paula Quirino dos Santos, que leciona Língua Portuguesa na Escola Pindorama e esteve recentemente com uma de suas turmas visitando e conhecendo as instalações do A TRIBUNA.

“Quando levamos os alunos até o Jornal, a primeira coisa que queríamos é que eles aprendessem a valorizar algo que é nosso, para que vissem que não é algo distante de nós, para que eles vissem como o Jornal é feito, até para valorizarem os jornalistas e, além de servir também para incentivar que esses alunos leiam, até para saberem o que está acontecendo na cidade e no mundo”, completou a professora Ana Paula.

“As mídias são entendidas como artefatos culturais e atuam na formação direta na educação escolar. Então, elas são fundamentais porque vão permitir outras interpretações sobre fatos que muitas vezes estão sendo amplamente discutidos por todos nós. Na escola, é importante a gente refletir um pouco sobre como essas notícias são produzidas e como estão sendo abordados os temas. Eu acho muito importante isso, pois a partir do Jornal as pessoas vão tendo contato com as informações e deixando um pouco de lado o senso comum”, afirmou Pedro Aparecido Barreto de Melo, professor de Geografia na mesma escola.

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