Médicos do Hospital Regional paralisam atendimentos

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Apenas atendimentos de urgência e emergência estão sendo realizados na unidade hospitalar – Foto: Roberto Nunes/ A TRIBUNA

Conforme antecipado pelo A TRIBUNA na edição da última sexta-feira (20), o atendimento dos médicos que atuam no Hospital Regional de Rondonópolis está prejudicado e, desde a manhã de ontem (23), vem acontecendo de forma parcial devido a atrasos salariais. Casos de urgência e emergência estão sendo atendidos de forma normal, mas exames, consultas e cirurgias eletivas (que podem ser agendadas) estão prejudicados.

Os profissionais realizaram uma assembleia na noite de quinta-feira (19) e decidiram comunicar todos os órgãos competentes sobre a decisão de suspender os serviços. Eles não recebem o pagamento pelos atendimentos prestados desde janeiro deste ano, quando somente parte do salário foi quitado. Além disso, reclamam da falta de medicamentos e materiais para o trabalho.

Até a semana passada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Organização Social Instituto Gerir, que administra o Hospital Regional, se negavam a confirmar os problemas envolvendo os salários dos profissionais. Contudo, com a deflagração da paralisação e a suspensão dos atendimentos sendo informada aos pacientes, a administração da unidade confirmou a situação.

Por meio de nota, a diretoria do Hospital Regional Irmã Elza Giovanella disse que “os pagamentos serão regularizados parcialmente nesta semana, de acordo com cronograma de repasses realizados pela SES”. Com relação aos procedimentos que foram suspendidos ontem e aos demais que estão agendados, a direção informou que eles serão repassados à Central de Regulação para um novo agendamento.

Durante o dia de ontem foram vários os relatos de pacientes comunicados sobre a suspensão do atendimento que seria realizado. Em um dos casos que chegou à reportagem, uma mulher teve um exame pré-cirúrgico desmarcado por falta de médico. Ela aguardava pelo procedimento há quase dois anos.

Outras questões já levantadas pelo A TRIBUNA como o término de contrato entre o Governo de Mato Grosso e o Instituto Gerir, bem como o término de contrato entre o Instituto Gerir e os médicos, ainda não tiveram nenhuma posição ofertada por parte da direção do Hospital. A unidade também não comentou a denúncia sobre a falta de medicamentos e materiais.

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