Centro Educacional Antônia Aparecida Garcia, uma das escolas municipais de Pedra Preta – Foto: Mike Alves

Aproximadamente 1,4 mil alunos de Pedra Preta estão sem aulas desde ontem (23), devido a um protesto dos professores da rede municipal de ensino da cidade. A paralisação das atividades deve se estender até a próxima sexta-feira (27) em sete unidades de educação do município vizinho. Os profissionais da educação cobram reajuste salarial, melhores condições de trabalho e estrutura das escolas, bem como a elaboração de um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) no município, projeto que deveria ter sido entregue à Câmara de Vereadores ainda em 2017 para votação.

Com essa nova paralisação, Pedra Preta chega ao terceiro protesto de professores somente em 2018. O primeiro aconteceu em fevereiro, quando as aulas foram suspensas por um dia, e o segundo, no mês de março, quando as atividades foram paralisadas por três dias. Sem acordo mesmo após duas paralisações, os educadores param agora por uma semana.

Conforme o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), a greve em Pedra Preta não está descartada caso a Prefeitura não atenda as exigências ou abra diálogo com os educadores. Um professor em início de carreira na cidade, nível 1, recebe por 40 horas semanais o salário de R$ 1.884,00. Eles cobram que o valor seja reajustado conforme o piso nacional, que é de R$ 2.455,35, estabelecido através de uma portaria assinada no dia 28 de dezembro pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM).

Conforme informado pelo Sintep, a Prefeitura firmou um compromisso de que, até o dia 30 de maio, irá apresentar parte do PCCS aos servidores. Quanto as demais demandas, o orçamento baixo, a burocracia da administração pública e falhas atribuídas a gestão anterior, são apontados como impasses para atender as reivindicações dos educadores.

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