Ponte está interditada em meia pista desde a tarde de anteontem (3) – Foto: Patrícia Cacheffo/ A TRIBUNA

Sem nenhum tipo de serviço paliativo realizado, desde que o muro de contenção da base do aterro de uma das cabeceiras da ponte sobre o Rio Arareau desabou, os condutores que passam pela Rua Dom Pedro II precisam trafegar, desde a tarde de anteontem (3), em meia pista. O problema foi denunciado pelo A TRIBUNA no início de fevereiro e, sem nenhuma intervenção por parte da Prefeitura de Rondonópolis, foi agravado. Agora, além da base estar comprometida, já é possível observar desmoronamento de terra na própria cabeceira. Apesar da área interditada, a gestão municipal não fez nenhum comunicado a população sobre a interdição, orientação para o trânsito e previsão para solucionar o problema.

Aterro da cabeceira está comprometido e continuidade da chuva pode agravar situação

A situação teve início, conforme denunciado pelo jornal A TRIBUNA, em janeiro deste ano. Na ocasião, uma moradora da região procurou a reportagem e relatou que o muro havia desabado. No local, foi constatado o desabamento e os problemas na base da ponte. A Secretaria Municipal de Infraestrutura, na oportunidade, disse ao A TRIBUNA que iria providenciar uma obra paliativa. A gestora da pasta, Nivia Calzolari, informou na semana seguinte a publicação da reportagem que “os engenheiros da Prefeitura estiveram no local para avaliar a situação. No entanto, devido às chuvas e o leito do rio estar alto, ainda não existia a possibilidade de realizar qualquer intervenção. Porém, quando o leito do rio baixasse, seriam providenciados sacos de solo com cimento para formar uma barreira de contenção do aterro, apesar de, no momento, não haver qualquer risco de desabamento da base da ponte.” Passados mais de 40 dias dessa informação, mesmo com dias sem chuva e o leito do rio em nível normal, nenhum serviço foi realizado no local. Como as chuvas se intensificaram nos últimos dias, a situação ficou mais grave do que já estava.

O muro de contenção da terra que dá suporte à cabeceira da ponte foi construído na administração passada, para solucionar o problema de desabamento de terra existente na região. A cabeceira que apresenta problemas, já registrou a mesma situação em outras oportunidades, como em janeiro de 2017, quando parte da terra desabou em uma das laterais da ponte e um buraco formado em uma das pistas na Rua Dom Pedro II mostrava que tudo estava oco por baixo. A Prefeitura realizou serviços para conter esse desabamento, mas os mesmos acabaram desabando em janeiro deste ano.

Em janeiro de 2015, uma erosão destruiu parte da calçada e a área sofreu reparos antes de comprometer a cabeceira da ponte. Como pode ser observado, por anos consecutivos, o mesmo local apresenta problemas, mas nenhum serviço para evitar os danos à cabeceira e base da ponte na Rua Dom Pedro II foi realizado até hoje.

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