Maldito seja

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Apesar da maioria da imprensa brasileira estar de joelhos diante dos governantes e da esquerda que está no poder até hoje, ainda há quem publique dados e informações apesar da autocensura das redações noticiosas. E, ao apresentar o mapa da violência brasileira, com dados oficiais, de 2017, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, li em blogs independentes os dados apresentados pelo IPEA, fartamente comprovados na vida real. Coisas estarrecedoras.
Primeiro foi mostrado o ranking dos estados mais violentos do Brasil.
Isolado em primeiro lugar vem a Região Nordeste. Caramba, destronaram São Paulo!
Coincidência ou não, esses estados são governados por aliados siameses da dupla picareta Lula/Dilma. Tudo a ver.
E lá o destaque negativo é o Rio Grande do Norte, com um crescimento de 232% durante os governos LULA/DILMA. Em 2005, a taxa de homicídios no estado era de 13,5 para cada 100 mil habitantes. Em 2015, esse número passou para 44,9. Só para comparar, no México – o país mais violento da América do Norte tem taxa de 16,35 para cada 100 mil habitantes (fonte a ONU).
Aqui no Nordeste a coisa fica assim: Sergipe (134,7%), Piauí (54,0%) e Maranhão (130,5%) de aumento da violência no período. Enquanto as reduções mais significativas ficaram em estados do Sudeste: em São Paulo, a taxa caiu 44,3% (de 21,9 para 12,2), e, no Rio de Janeiro, 36,4% (de 48,2 para 30,6).
Quando o assunto foi homicídio sem motivo confesso que fiquei possesso com as informações. Altamira, no Pará, é líder na relação dos municípios mais violentos, com uma taxa de homicídio de 107 para cada 100 mil habitantes. Em seguida, entre as 30 cidades mais violentas surgem: Lauro de Freitas, na Bahia (97,7); Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe (96,4); São José de Ribamar, no Maranhão (96,4); e Simões Filho, também na Bahia (92,3).
A vergonha permanece, com as regiões Norte e Nordeste matando mais que todo o restante do Brasil. Entre as cidades mais violentas do país essas regiões somam 22 municípios no ranking dos 30 mais violentos em 2015. Viva a mentira dos dez últimos anos.
Mas, no Brasil, sempre é possível piorar. Se os dados se referirem ao assassinato de jovens pretos a coisa fica tão horrorosa que dá vontade de ressuscitar o cearense Francisco José do Nascimento, o “Dragão Do Mar” para dar um jeito nessa bagaça. Para cada branco assassinado, matam 15 (quinze) jovens negros. Isso mesmo, quinze vezes mais! Agora já é caçada. Tem um neguinho ali? Bala nele. Mete a faca no bucho do “cabra da peste pretinho”. E pior, é preto matando preto! O Nordeste é a região brasileira mais violenta e perigosa hoje.
E, lembro ainda, que o garoto assassinado para entregar o tênis ao ladrãozinho não está computado entre os homicídios, pois esses assassinatos são considerados latrocínio. Nem mesmo os assassinatos das crianças indígenas pelos pais entram nessa conta.
Vamos comemorar a migração da violência do Sudeste para o Nordeste? A maldita autonomia que IPEA, IBGE e as universidades sempre desfrutaram foi enterrada e morta após o aparelhamento estatal pelos petistas. Eles não permitiam trazer problemas nacionais para o debate publico nesses onze anos. Mas, ajoelhados diante da imbecilidade ousada os dirigentes pouco afeitos à democracia varreram para baixo do tapete, por anos, essa prática salutar chamada transparência.
Malditos sejam os que governando o Brasil nos últimos dez anos (2005-2015) empurraram o país para o caos social. Eu já vi esse filme, com o Jango, confesso que foi ruim pacas. Enquanto em São Paulo o índice de homicídios despencou para 12,2 entre 100.000 habitantes, na Bahia a taxa da matança estão em 36 por 100 mil habitantes, ou seja, o triplo do que se mata em São Paulo.
Para os racistas e preconceituosos a noticia é boa, pois os mortos estão concentrados entre pretos nordestinos. Mas, para gente como eu, democrata, pardo e amante desta terra do Oiapoque ao Chuí isso é muito triste. Afinal, jovem morto é futuro interrompido. É a maior estupidez um pai enterrar seu filho. Passou da hora de enterrar esses monstros que governam o Brasil. Maldito seja cada um deles.
O IPEA divulgou também que foram mais de 318.000 jovens com idades entre 15 e 29 anos assassinados no Brasil, entre 2005 e 2015. Isso significa que durante os governos petistas Lula/Dilma todos os habitantes de Uberaba foram assassinados!
Lembro que no estudo do IPEA, em relação às Unidades da Federação, é possível notar uma enorme disparidade: enquanto em São Paulo houve uma redução de 49,4%, nesses onze anos, no Rio Grande do Norte o aumento da taxa de homicídios de jovens foi de 292,3%. Não se contesta número, a diferença entre os dois estados é maior que 340%. É fato, registrado, com o defunto devidamente enterrado.
Duas informações se extraíram do estudo do Instituto: 1ª) A matança de PRETOS É VERGONHOSA, aqui em cada 100 assassinatos 71 são pretos, independente de idade, escolaridade, do sexo, estado civil e bairro de residência. 2º) Já as mortes decorrentes de intervenção policial apresentam 3.320 registros de BO (1,04% do total). Ou seja, é uma falácia dizer que a polícia mata muito. Em onze anos foram registrados em São Paulo 848 mortes decorrentes de intervenção policial, enquanto em um só ano (2017) foram registrados 3.503 assassinatos entre cidadãos paulistas.
Eu me envergonho dessa guerra declarada que vivemos no Brasil. Depois da intervenção na segurança do Rio de Janeiro, é mister expandir a ação para o Nordeste. A Síria não é aqui. Mas, parece.

(*) Professor aposentado da UFMT, que ama o Brasil e a Matemática.

4 COMENTÁRIOS

  1. mais de 60000 por ano, fora outros 50000 vítimas do trânsito. Cirino Martins é um genocídio. Verdade Orlando, só com Educação, saúde, trabalho e salário a gente muda alguma coisa desse quadro.

  2. Com esse horrível índice de criminalidade (homicídios), fico imaginando os números (devem ser estarrecedores), de criminalidade sem morte, tipo assalto, roubo, etc…

  3. Professor Ruy, obrigado pelo brilhante artigo. Que os governos criem meios para uma Educação à altura, segurança, saúde, lazer, trabalho e salários.

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