Na mitologia cristã e na egípcia, assim como na babilônica, viking, celtas, incas, astecas e até dos índios brasileiros, aparecem alegorias a barcos como mensageiros de grandes fatos. O mundo atual acabou-se tornando ao longo do tempo num barco azul navegando no cosmo da constelação Via Lactea.
Chegamos até aqui depois de uma longa história que passa pelos 40 mil anos que o Homo Sapiens habita no planeta. Esse homem evoluiu, construiu, destruiu e reconstruiu-se milhares de vezes em guerras, em crises climáticas, em fase de profunda evolução. Neste exato momento ele passa pelo maior de todos esses momentos.
Construiu-se de uma forma avançadíssima. Mas junto às inovações maravilhosas, construiu também poderosas contradições. A soma das duas pontas acabou por levá-lo a perder algumas noções fundamentais. De um lado temos avanços tecnológicos e criações maravilhosas. A perda de identidade na relação com a natureza-mãe e com os seus semelhantes. Gerou desigualdades sociais cruéis. Destruiu parte imensa da natureza.
Construiu as mais severas injustiças sociais, mas construiu também extraordinárias invenções. Matou milhões nas guerras, mas deu saltos depois séculos à frente. Uma estranha equação essa que guia o Homem.
Porém, em todas as tradições percebidas em todas as épocas pelos seus pensadores, desenhou-se que num certo momento a inflexão seria inevitável e começaria um inevitável retorno às origens mais puras do ser. O momento é este. Pode parecer aos céticos que tudo seja uma grande besteira. E se não for?
Em artigos recentes esses temas foram tangenciados sob a ótica de que existe um governo oculto no mundo, gerenciador das grandes linhas estratégicas da civilização. Há estudiosos espiritualistas muito avançados que asseguram: o momento dessa inflexão se define por esses dias atuais. A prova são as quedas sucessivas dos valores da política, da economia, das instituições e de uma infinidade de comportamentos tradicionais. Em certo momento Jesus Cristo disse: “quem viver verá”. Quem sabe se não é de fato agora mesmo?

(*) ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso – [email protected]

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