O festival em que o documentário está inserido concentra exibições de filmes com cunho turístico. Os únicos selecionados do Brasil foram o “Meu Rio Vermelho” e “Trilha Transcarioca”, do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação
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O documentário que retrata o Rio Vermelho, desde Jarudore (quando passa a se chamar assim), seguindo pela Aldeia Tadarimana até o ponto de sua deságua, no Pantanal, será exibido na Europa. A primeira exibição acontece no próximo dia 29 de abril, no Kino Splendid Palace, na cidade de Riga, capital da Letônia. A segunda apresentação será no dia 5 de maio, no teatro Municipal de Sá Miranda, em Viana do Castelo, Portugal. O festival em que o documentário está inserido concentra exibições de filmes com cunho turístico. Os únicos selecionados do Brasil foram o “Meu Rio Vermelho” e “Trilha Transcarioca”, do Rio de Janeiro.
A gravação do documentário aconteceu em março de 2016, e foi lançada no Sesc de Rondonópolis e também em Cuiabá. Do norte ao sul, já conta com mais de 20 exibições em todo Brasil. Recebeu o prêmio de melhor documentário no Festival da Freguesia do Ò em São Paulo, e representará o Estado de Mato Grosso no Circuito Nacional da Amazônia das Artes, além de ser exibido no Museu da Imagem e do Som de São Paulo e ter sido indicado para o prêmio ABC 2017 na categoria estudantil.
O “Meu Rio Vermelho” foi produzido por quatro rondonopolitanos: Rafael Irineu (diretor e câmera), Ayrton Senna (produtor), Vanelli Seller e Bruno Figueiredo (assistentes de produção).

Trabalho aborda história, meio ambiente e vida dos ribeirinhos - Foto: Divulgação
Trabalho aborda história, meio ambiente e vida dos ribeirinhos – Foto: Divulgação

A PRODUÇÃO
Conforme explica Rafael Irineu, um dos produtores do documentário, o curta-metragem convida o público para uma expedição no Rio Vermelho, realçando histórias de personagens com diferentes culturas que foram encontradas ao longo das correntezas.
O rio passa por Jarudore, povoado que sobrevive da pesca. Aldeia Tadarimana, da etnia Bororo e uma das mais antigas do país. Rondonópolis, onde recebe cargas de esgoto a céu aberto. E por fim, com sua deságua, no Pantanal, a maior planície alagada do mundo. Das atividades de pesca, até o lazer e bem estar, o trajeto do Rio é rico em histórias e causos, contados por inúmeros ribeirinhos que vivem em suas margens, com destinos e histórias.
Na produção, temas ambientais foram abordados, como o uso de agrotóxico na beira do rio, a poluição causada por esgotos a céu aberto e a piracema. Já com cunho histórico, em Rondonópolis, o rio foi importante para o desenvolvimento não só da cidade, mas de todo o país. Por ele foram realizadas importantes expedições sob o comando do Marechal Cândido Rondon, que determinou o traçado da linha telegráfica para interligar o estado de Mato Grosso e Amazonas ao resto do país.
“Meu Rio Vermelho’’ contou com o apoio do programa Pró-Cultura, da Pró- Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT e parceria da produtora local Símios Agência & Filmes e R.I Produções.

Foto: Divulgação
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1 COMENTÁRIO

  1. E muito bom que histórias como essas da nossa terra sejam contadas e relembradas cada vez mais com o enfoque e a visão de quem vive no local dos acontecimentos.
    Parabéns a todos os envolvidos que contribuíram para enriquecer ainda mais o rio e também a cidade de Rondonópolis, que precisa de mais incentivos nessa área e deve melhor o cais.
    E a exemplo de Cuiabá, que recentemente não só urbanizou a orla do rio que dá nome à cidade, mas criou um novo ambiente de cultura, lazer e turismo. e agora é um dos novos cartões postais da cidade de Cuiabá.

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