Papo Político

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1 – SENHORES E SENHORAS,
foi como uma bomba em quase toda a classe política de Mato Grosso e, em especial, de Rondonópolis as declarações do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva (sem partido), na ação penal relacionada a “Operação Imperador”, onde ele é acusado de liderar um esquema que teria desviado R$ 62 milhões dos cofres do Legislativo através da compra fictícia de materiais de expediente, quando confessou, em depoimento à juíza Selma Rosane Santos Arruda, na sexta-feira, 31, que 33 ex e deputados estaduais recebiam “mesadas” com dinheiro desviado dos cofres públicos, inclusive citando nomes da política rondonopolitana, sendo o ex-deputado e ex-prefeito Percival Muniz (PPS), os atuais deputados Gilmar Fabris (PSD) e Sebastião Machado Rezende (PSC), este a maior liderança política do meio evangélico da cidade, além do ex-deputado Zeca D´Ávila, que foi um dos grandes fundadores do Parque de Exposição Wilmar Peres de Farias, quando presidente do Sindicato Rural. Porém, as informações reveladas por Riva ainda é só o começo do que está por vir, pois os advogados do ex-deputado já vem declarando publicamente que tais declarações prestadas à juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá ainda não é delação premiada e muito ainda será revelado quando o véu for totalmente rasgado. Tudo leva a crer que será a “Lava Jato de Mato Grosso”.
EM SEU
depoimento vale destacar nesta Coluna, que Riva declarou que recebiam “mesada” da AL: além dos rondonopolitanos Percival Muniz, Zeca D´Avila, Sebastião Machado e Gilmar Fabris, citados acima, o Silval Barbosa, Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Dilceu Dalbosco, Alencar Soares, Campos Neto, Airton Português, Carlão Nascimento, Pedro Satélite, Renê Barbour, José Carlos de Freitas, Eliene Lima, Carlos Brito, Wallace Guimarães, Nataniel de Jesus, Humberto Bosaipo, João Malheiros, José Domingos, Wagner Ramos, Adalto de Freitas, Nilson Santos, Juarez Costa, Walter Rabello (falecido), Chica Nunes, Guilherme Maluf, Ademir Bruneto, Maksuês Leite, Chico Galindo e Antonio Brito.
NA NOITE DA ÚLTIMA
sexta-feira, os fatos revelados por Riva caiu na imprensa nacional com grande foco voltado ao ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), agora mais um dos ministros do presidente Michel Temer (PMDB) envolvidos em escândalos de corrupção. Nas declarações de Riva, apenas de 2005 a 2008, o governo do Estado, quando Blairo era governador teria repassado um total de R$ 37,5 milhões à boa parte dos deputados à época – neste caso, os nomes não foram citados. No entanto, em nota Maggi diz estar tranquilo e de consciência limpa diante das acusações. Quer queira, ou não, o foco dado pela mídia nacional no nome de Blairo, talvez se deva as cogitações dele concorrer à presidência da República nas eleições do ano que vem, o que não estaria agradando aos tubarões do poder político nacional.

Percival Muniz, prefeito de Rondonópolis: “Não vou ficar pagando um pato que não é meu, que é dos outros”
Percival Muniz: “Desgastado com a derrota para a reeleição e agora é atingido pelas declarações de Riva, situação que o prejudica numa candidatura em 2018, que poderá ser pelo PT – isto mesmo, o Partido dos Trabalhadores…”

2 – UMA OUTRA NOVIDADE
no meio político de Rondonópolis envolvendo o nome do ex-prefeito Percival Muniz, é que o “Barba” chegou a cogitar, durante uma conversa com políticos locais, de que poderá se filiar no Partido dos Trabalhadores, isso mesmo caros leitores, no PT, onde atuaria contribuindo no fortalecimento do partido na cidade. E essa tendência já vinha sendo notada através das redes sociais na cidade, onde a irmã do ex-prefeito, Adria Muniz, que sempre o acompanha na vida política, é uma intransigente defensora da candidatura de Lula para presidente em 2018. Segundo o próprio Percival, tal cogitação poderá ser tornar realidade caso o ex-presidente Lula saia mesmo candidato, como muitos acreditam. Agora é esperar para ver, pois na política hoje em dia acontece de tudo.
Quanto a possibilidade do Percival se filiar no PMDB, este Colunista foi informado de que não poderá vingar, pois muitos dos peemedebistas já bateram o pé no chão e não querem aceitar, mas pelo deputado federal Carlos Bezerra, Percival é bem vindo ao partido, onde inclusive teria espaço para voar alto com uma candidatura ao Senado Federal. Apesar das cogitações de que Muniz possa trocar de partido para tentar voo mais alto, o seu grupo político defende que ele deve optar no ano que vem por uma candidatura de deputado estadual, pois já teria garantido 14 mil votos em Rondonópolis e mais 5 mil pelo Estado, o que lhe garantia a eleição. Agora com as declarações de Riva, envolvendo também Percival, além do desgaste com a derrota nas eleições passadas para Zé do Pátio, o ex-prefeito vai ter que dar muitas explicações coerentes para seus eleitores.

3 – NA SECRETARIA
Municipal de Trânsito e Transporte, rumores dão conta de que o secretário Rodrigo Metello poderá ser substituído por outra indicação do PMDB. Mas o presidente do diretório peemedebista Jairo Pradella, diz que tais afirmações não são reais e que Metello permanece no cargo. No entanto, outra ala do PMDB local vem afirmando, veementemente, de que o advogado Alencar Libânio poderá assumir como secretário de Trânsito. Vamos aguardar os acontecimentos.

4 – NA CAPITAL
do Estado, o governador Pedro Taques está sendo elogiado por ter demonstrado liderança e força política ao conseguir reunião com 110 dos 141 prefeitos matogrossenses, na última semana, no Palácio Paiaguás. O encontro chamou atenção porque deu mais quórum do que na eleição da AMM para escolha de representantes dos próprios chefes dos executivos municipais. Tal triunfo não é de se espantar, pois as prefeituras, como exemplo a de Rondonópolis, estão de “guela seca” de investimentos estaduais e com isso, claro, os prefeitos, de “pires na mão”, não podem perder a oportunidade de se encontrarem com o governador para levar as demandas da população. Desde o seu começo de mandato em 2015, o governador esteve em Rondonópolis pouquíssimas vezes e poucos investimentos anunciados na cidade, onde teve votações expressivas, tanto para sua candidatura ao Senado Federal, quanto para governador de Mato Grosso, pouquíssima coisa se concretizou até agora.
O que se nota é que o governador Taques tem estado mais presente nos municípios ultimamente, tendo em vista que o ano que vem é um ano politico e precisa pingar uma aguinha na guela do povo, para conseguir a reeleição. No entanto em Rondonópolis o eleitor é bem politizado e não se contenta com um mero discurso eleitoreiro, pois conhece bem as responsabilidades do Estado com a Saúde, Educação e, principalmente, a Segurança Pública, setores em situação crítica no município, com várias promessas a serem cumpridas pelo governador Pedro Taques.

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