saulo moraes- advogado - 10-05-12 (2)Nessa crônica digo que outra coisa mais gostosa num momento de relax é você passear com um carro antigo, e naquela aventura quando você mais precisa, alguém aparece pra te ajudar. Aconteceu comigo nesse dia 02/03 aqui em Rondonópolis. Sai do Goiano às 20 horas, e logo ali pertinho meu Fusca ano 64 e motor 1200, pifou. Deus meu! Sozinho aqui no Sagrada Família debaixo daquelas redes de alta tensão, que fazer agora? O fuca não pega… Com certeza é a bateria (e era mesmo). Tá noite. Sozinho. Medo da onça? Sim, porque do ladrão não tenho não: roubar o quê de mim? Só tenho o fuquinha.
Dali a pouco veio a salvação. Um parceiro de consumo vê o fuquinha e para. Oferece ajuda e eu aceito. Mas a minha bateria tá pifada. Aliás, as duas baterias: a do 1200 e a minha. Chupeta daqui. Chupeta dali e nada. Concluímos que o problema era a bateria do meu carro que estava em curto. Agradeço o amigo do carro vermelho. Ele vai embora com a sensação do dever não cumprido.
Seguidamente surge uma caminhonete branca com uma família dentro dela. Vê aquela relíquia (fusquinha 1200 ano 64) ali no escuro do Sagrada Família e oferece ajuda. Em tempo: esse bairro tá entregue as traças. Eu agradeço aos novos amigos dizendo que minha esposa já tá vindo com o socorro.
Espero mais um pouco, e eis que chega o socorro. Pá daqui, pá dali, bateria nova e  64 na estrada. Pela avenida do Parque São Jorge até a MT 270 é só alegria nos bares. A Dona Espingarda atrás. Ao entrar na rodovia, outro fã de carro antigo dá um positivo com o dedão e através de gestos se maravilha com o visual do antigão. Agradecimentos a parte é lá vou eu levando o idoso pra casa.
Já no destino, um gozador (amigo) questiona o por quê de um “terceira idade” ainda estar na rua. Retruco perguntando se o objeto dá conversa é o motorista ou o fuca. Kkkkkk

(*) Saulo Moraes é dono de uma relíquia.

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