O dólar comercial encerrou a sexta-feira (30) vendido a R$ 3,863, com valorização de R$ 0,009 (0,23%)
Foto Ilustrativa

Brasília

A 38ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada ontem (23) pela Polícia Federal, indica que Jorge Luz e o filho dele, Bruno Luz, intermediaram o pagamento de 40 milhões de dólares em propina ao longo de dez anos na compra dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000; na operação do navio-sonda Vitoria 10.000 e na venda, pela estatal, da Transener para a empresa Eletroengenharia.
Conforme as investigações, os dois atuavam como operadores do PMDB. Segundo o procurador da República Diogo Castor de Mattos, a maior parte da propina era repassada aos membros da Diretoria Internacional da Petrobras, enquanto o restante era destinado a agentes políticos. “São pessoas que gozam de foro privilegiado, principalmente senadores”, disse Mattos.
O procurador não revelou quais e quantos políticos estariam envolvidos no pagamento de propina investigado nesta fase da Lava Jato, batizada de Blackout, em referência ao sobrenome dos operadores financeiros. Ele afirmou que nem mesmo os delatores souberam dizer essas informações com precisão durante a colaboração premiada.
“[Os delatores] sabem apenas que foi destinada uma certa quantia para a bancada do partido, que era representada por um determinado senador. Em tese, seria esse senador que distribuiria o valor para os outros políticos”.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), além de atuar na Diretoria Internacional, área de indicação política do PMDB, os operadores financeiros também agiam esporadicamente na Diretoria de Abastecimento e na Diretoria de Serviços, áreas de influência do PP e do PT, respectivamente.
Jorge Luz e Bruno Luz, alvos da 38ª fase da Operação Lava Jato, vão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
FORA DO PAÍS – Os mandados de prisão preventiva da 38ª fase da Operação Lava Jato não foram cumpridos, pois Jorge Luz e Bruno Luz estão nos Estados Unidos. A PF procura, agora, conversar com autoridades americanas para definir se os dois serão extraditados ou se retornarão espontaneamente ao Brasil.
Em nota, o PMDB afirmou que os operadores financeiros “não têm relação com o partido” e “nunca foram autorizados” a falar em nome da sigla.

1 COMENTÁRIO

  1. Brasil, movido à roubalheira de políticos de diversos partidos, políticos esses senadores e deputados que deveriam representar o povo, mas embolsaram milhões de dólares. O Povo brasileiro precisa saber os nomes desses canalhas engravatados e devem ser preso,postos na cadeia por décadas e o dinheiro devolvido. A lei e justiça não deveria ser igual para todos? Por acaso estão acima da Lei?

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