Baltazar Ferreira de Melo e a Dra. Cláudia Noriler, Procuradora do Trabalho em Rondonópolis: visita ao A TRIBUNA para divulgar a programação do Dia Mundial de Combate aos Agrotóxicos e convidar a população para o evento - Foto: Deivid Rodrigues/A TRIBUNA
Baltazar Ferreira de Melo e a Dra. Cláudia Noriler, Procuradora do Trabalho em Rondonópolis: visita ao A TRIBUNA para divulgar a programação do Dia Mundial de Combate aos Agrotóxicos e convidar a população para o evento – Foto: Deivid Rodrigues/A TRIBUNA

O Fórum de Luta aos Impactos dos Agrotóxicos da Região Sul do Mato Grosso realiza no próximo sábado (3), a partir das 7h, na Praça Brasil, no Centro de Rondonópolis, um evento em alusão ao Dia Mundial de Combate aos Agrotóxicos, que transcorre naquela data. Haverá debates relacionados à data, feira de agroecologia e trocas de sementes crioulas.
A partir das 8h, será servido café da manhã. Às 9h, haverá uma mística, um momento de leitura bíblica. Das 9h30 às 10h30, exposição da situação do uso de agrotóxicos no mundo atual. A abertura será feita pela Procuradora do Trabalho no município e presidente do Fórum, Dra. Cláudia Noriler.
Ela fará uma explanação do papel do Fórum de Luta aos Impactos dos Agrotóxicos. “O intuito do Fórum é informar a sociedade, realizar projetos e buscar implementar medidas de diminuição dos impactos do uso de agrotóxicos, inclusive procurando estabelecer a proteção à saúde humana”, antecipou Cláudia Noriler.
Em seguida, professores da UFMT de Cuiabá mostrarão uma pesquisa relacionada aos agrotóxicos. Segundo a Procuradora do Trabalho, estudos feitos pela UFMT apontam que esses produtos causam malefícios ao homem, tanto no caso de intoxicações agudas que sofrem aqueles que lidam diretamente com esses itens, como agricultores e trabalhadores, além daquelas pessoas que são expostas por um longo prazo por lidarem com a água, solo, ar e alimentos contaminados.
“Queremos mostrar à sociedade que há outra maneira de produção e existe outra forma de promover o consumo saudável”, enfatizou Cláudia Noriler.
A partir das 10h30, serão realizados trabalhos em grupos que discutirão cinco temas: Agrotóxico (Câncer); Produção Agroecológica; Sementes Crioulas e sustentabilidade; Água (nascentes); e Saúde do Trabalhador.
Conforme o agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Baltazar Ferreira de Melo, os grupos discutirão esses assuntos e depois definirão em plenária as ações que o Fórum promoverá em 2017.
Às 12h30, será servido almoço e as 14h haverá troca de sementes. “Faremos a troca de sementes crioulas, ou seja, sementes antigas de plantas tais como milho asteca e feijão roxo, por exemplo”, esclareceu Baltazar.
Paralelamente às discussões, o evento que comemorará o Dia Mundial de Combate aos Agrotóxicos contará ainda com uma feira de agroecologia, que ocorrerá na Praça Brasil, das 7h às 17h. Serão vendidos alimentos cultivados sem o uso de agrotóxicos e também serão oferecidos aves, ovos, rapaduras, entre outros produtos.
“Esperamos que através de iniciativas como essa haja consumidores conscientes que possam exigir dos produtores que informem quais alimentos contém ou não agrotóxicos”, ressaltou o agente da CPT.
O FÓRUM
O Fórum de Luta aos Impactos dos Agrotóxicos da Região Sul do Mato Grosso foi criado no dia 23 de fevereiro, em audiência pública realizada na sede da Procuradoria de Justiça do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá. Cláudia Noriler repassou que são realizadas reuniões mensais na sede da OAB, em Rondonópolis. Inclusive, nesse local, haverá um encontro amanhã (2), a partir das 9h, e qualquer pessoa pode participar.
Integram o Fórum, membros do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Estadual, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Vigilância em Saúde Sanitária e do Trabalhador de Rondonópolis, Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Segunda Companhia de Polícia Ambiental de Rondonópolis, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Grupo de Arareal de Pesquisa Ambiental, Associação de Voluntários de Rondonópolis Contra o Câncer (AVROC), Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST/MT, localizada em Primavera do Leste), Associação 13 de Outubro, Observatório Social de Rondonópolis, Movimento dos Acampados – MLT e MTA, e campi de Cuiabá e Rondonópolis da UFMT.

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