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A promessa inicial era que o sistema de navegação aérea conhecido como RNAV entrasse em vigência a partir de 15 de setembro deste ano no Aeroporto Municipal, mas até agora não houve a homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Vale lembrar que apenas o sistema Papi (Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão) foi homologado e entrou em funcionamento na cidade, apesar de o RNAV fazer parte do mesmo pacote de licitação de implementação feito pela Prefeitura.
O Grupo Especial de Inspeção em Voo (Geiv), da Força Aérea Brasileira (Fab), fez ainda em julho deste ano a inspeção no Aeroporto Municipal relativa ao RNAV, para confirmação dos pontos da carta cartográfica. No dia 17 de outubro deste ano, a Prefeitura chegou a anunciar a obtenção de uma homologação provisória para o RNAV, o que não aconteceu.
O Papi foi inaugurado pela Prefeitura em 25 de outubro deste ano, mas o RNAV também não entrou em vigência na ocasião. O secretário municipal de Transportes e Trânsito, Fabrício Correa, explicou ao Jornal A TRIBUNA que a Anac não concedeu ainda a homologação do RNAV para Rondonópolis, sob a justificativa que o Aeroporto Municipal é antigo e necessita de uma espécie de certificação a partir do Manual de Operações de Aeródromo (MOPS).

Grupo Especial de Inspeção em Voo (Geiv), da Força Aérea Brasileira (Fab), já fez a inspeção no Aeroporto Municipal relativa ao RNAV
Grupo Especial de Inspeção em Voo (Geiv), da Força Aérea Brasileira (Fab), já fez a inspeção no Aeroporto Municipal relativa ao RNAV
Imagem mostra uma das cartas de aproximação a ser usada no sistema de navegação RNAV em Rondonópolis, ainda pendente de homologação
Imagem mostra uma das cartas de aproximação a ser usada no sistema de navegação RNAV em Rondonópolis, ainda pendente de homologação

O problema, segundo o secretário de Transportes, é que a legislação foi alterada quando a Prefeitura de Rondonópolis estava com os procedimentos em curso para instituição e homologação do RNAV. Agora, para adequar às novas regras, Fabrício diz que será preciso contratar uma empresa para elaborar o MOPS, algo estimado em cerca de R$ 400 mil e que demanda mais quatro meses.
Devido aos transtornos causados diante da alteração da legislação, Fabrício explica que houve agora o pedido para que seja liberada uma homologação provisória para o RNAV em Rondonópolis, com um tempo específico para que o MOPS seja providenciado pela municipalidade. Inclusive, as articulações políticas são no sentido que haja essa liberação provisória do RNAV para o Aeroporto Municipal.
O RNAV é responsável por fornecer aos pilotos coordenadas geográficas por meio do sistema GPS. Já o Papi é um sistema de sinalização com aparelhos de iluminação com focos calibrados, que dá ao piloto a altitude exata no momento de aproximação da pista. É composto por quatro caixas, cada uma contendo um sistema óptico de luzes que alternam entre o branco e o vermelho. “Somente com o Papi em operação não tivemos nenhum voo cancelado por condições climáticas”, afirmou o secretário.
A licitação de aquisição e implantação dos sistemas Papi e RNAV foi feita pela Prefeitura no dia 4 de abril deste ano, representando um custo de R$ 880 mil. A garantia de instalação e funcionamento dessas tecnologias vem desde janeiro deste ano, quando foi registrado um incidente com uma aeronave da Passaredo.
Apesar das exigências para Rondonópolis, a reportagem recebeu a informação que o Aeroporto de Sinop, no norte do Estado, está operando com aeronaves a jato no horário noturno, mesmo sem ter os sistemas Papi e RNAV, mas por força política.

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