Registro da audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, requerida pelo senador Wellington Fagundes
Registro da audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, requerida pelo senador Wellington Fagundes

Em audiência pública realizada ontem (5/10) com a participação de representantes das companhias aéreas para tratar da aviação regional, o diretor-executivo de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, Alberto Fajermam, exibiu estudo no qual consta que Rondonópolis está contemplado no plano de expansão da empresa para os próximos 5 anos.
Segundo o plano da empresa voltado ao Mercado Regional do Brasil, a Gol pretende abrir 44 novas bases nesse período, sendo divididas em três grupos prioritários. A cidade de Rondonópolis deve ser contemplada neste plano no grupo 1, que inclui 13 destinos e prazo de contemplação em até 20 meses. Nesse grupo também estão cidades como Sinop (MT), Vitória da Conquista e Feira de Santana (BA) e Uberada (MG).
A Gol afirma ser líder em transporte regional de passageiros no acumulado desde 2008, 10% a mais que a segunda colocada e 47% a mais que a terceira colocada. Possui 39% de suas rotas domésticas em mercados regionais e que, em contínua expansão, transportou 5 milhões de passageiros no mercado regional em 2014 no Brasil, representando um aumento de 24% sobre o ano anterior.
O estudioso da aviação Roberto Mendonça, gestor de segurança operacional de voo, foi um dos que acompanhou ontem a audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, requerida pelo senador Wellington Fagundes, tendo como foco o debate sobre o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, que pretende aumentar o acesso da população brasileira ao sistema aéreo de transporte.

A Gol afirma ser líder em transporte regional de passageiros no acumulado desde 2008
A Gol afirma ser líder em transporte regional de passageiros no acumulado desde 2008

Roberto Mendonça relata que oficiosamente já se sabia há algum tempo que Rondonópolis está nos planos da operadora aérea e que só não andou com maior celeridade, em virtude das “não-conformidades” ainda existentes no Aeroporto Municipal, a exemplo da situação de “Aeroporto Proibido para Operação de Aeronaves à Reação (Turbo Jato)”, que ainda não saiu da home do Serviço de Informação Aeronáutica (Sala AISWEB) do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), impedindo o pouso de jatos em Rondonópolis.
O Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional tem a meta de fazer com que 96% da população brasileira esteja a menos de 100 km de um aeroporto habilitado a operar voos regulares. Para isso, seria necessário construir, ampliar ou reformar pelo menos 270 aeródromos, além de buscar subsídios para aproximar as tarifas dos voos regionais daquelas praticadas nos trechos mais movimentados. Os recursos sairiam do Fundo Nacional de Aviação Civil. Seriam investidos, inicialmente, R$ 7,3 bilhões.
Foram convidados representantes da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e das companhias aéreas Avianca, Azul, Latam, Gol, Passaredo e Flyways. Os resultados do debate deverão integrar o relatório que será elaborado sobre o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, política pública eleita pelos seus integrantes para avaliação em 2016.

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