Rebeca e Isaque, uma história de amor e fé

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Sandra Campos - 22-08-14Esta é uma história de amor e fé, vivida há muitos séculos, a história de uma jovem bondosa, bonita e corajosa que saiu de sua terra, de sua parentela por ter sido a escolhida para ser a esposa de Isaque, filho de Abraão e Sara, o filho da promessa divina.
Morreu Sara, mãe de Isaque, na terra de Canaã, após ter vivido 127 anos. Abraão, já idoso, ao ver seu filho abatido com a perda da mãe, pediu ao seu servo que jurasse pondo a mão por baixo de sua coxa e fosse à terra natal de Abraão e escolhesse uma esposa para seu filho Isaque, entre suas primas. Abraão confiou que o Deus do céu que o tirou de sua terra natal e lhe prometeu multiplicar sua descendência enviaria o seu anjo à frente dessa escolha.
Partiu o seu servo para a Mesopotâmia, para a cidade de Naor, irmão de Abraão. Levou consigo dez camelos e vários bens para presentear à moça escolhida e sua família. Ao chegar próximo à cidade, ao pé da fonte de água, lugar onde as moças iam à tarde tirar água, rogou a Deus que o ajudasse a escolher a moça para Isaque e fez um trato com Deus em secreto. O critério escolhido previamente não seria a aparência, que é efêmera, nem a riqueza, mas sim a bondade prestativa capaz de dar água de beber, do seu cântaro a ele e ainda aos seus camelos, sem que lhe fosse pedido. Rebeca, sem saber que cumpria um propósito divino, fez tudo isso com imensa bondade. Coube ao servo observá-la atentamente em silêncio. Após Rebeca completar seu laborioso trabalho, o servo lhe perguntou de quem ela era filha, então o servo lhe presenteou com um pendente de ouro no nariz e duas pulseiras nas mãos, se inclinou em terra e adorou o Senhor Deus de Abraão.
Tendo o servo contado à família de Rebeca o seu propósito de estar ali, tendo a família consentido em dar Rebeca em casamento, chamaram-na a fim de lhe perguntar se ela queria ir com ele, e ela lhe respondeu: Irei. Embora bonita, Rebeca era dedicada a cultivar outras qualidades importantes para um bom viver, como mansidão, determinação, generosidade, hospitalidade e mesmo sendo de família abastada, não era mimada, nem tampouco tratada como princesa, era esforçada e trabalhava muito como muitas mulheres de sua época.
Saiu Rebeca de Harã onde fora criada, com sua irmã e uma ama, para uma terra desconhecida, distante de Harã cerca de 800 km, o que demonstrou coragem e fé em sua decisão. A corajosa Rebeca estava disposta a ir, estava disposta a amar. Atravessou a paisagem árida de Canaã para uma vida de completa mudança. Após três semanas de viagem no lombo de um camelo, chegou Rebeca à terra do seu prometido Isaque, à terra do Neguebe. Ao cair da tarde, ao pôr do sol no campo, Isaque avista os camelos chegando. Rebeca avista Isaque, apeia do camelo. Isaque vai ao seu encontro, a toma pela mão e a conduz à tenda que era de Sara, sua mãe. Rebeca lhe foi por mulher e ele a amou. E Deus os abençoou. Hoje, não precisamos viajar de camelo, nem somos dadas em casamento, no Ocidente, mas as virtudes de amor, bondade, mansidão, determinação, generosidade e hospitalidade ainda valem e podem ser cultivadas em muitas mulheres que desejam formar e manter uma família, desejam ter um amor, um Isaque em seu caminho.

(*) Sandra Campos é cronista e moradora em Rondonópolis

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