Coordenador da Comissão Especial para Assuntos Políticos da IEAD, o pastor Ildo Rodrigues: faz esclarecimentos neste pleito eleitoral para candidatos e população local
Coordenador da Comissão Especial para Assuntos Políticos da IEAD, o pastor Ildo Rodrigues: faz esclarecimentos neste pleito eleitoral para candidatos e população local

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus (IEAD), maior denominação evangélica de Rondonópolis, presidida pelo pastor José Genésio da Silva, não tem nenhum vínculo com o Partido Social Cristão (PSC) nestas eleições. A comunicação foi feita ontem ao Jornal A TRIBUNA pelo coordenador da Comissão Especial para Assuntos Políticos da IEAD, o pastor Ildo Rodrigues, explicando que foi criada uma Cartilha de Orientação Política para o pleito, com o devido conhecimento do Ministério Público do Estado.
O pastor Ildo Rodrigues explica que a Comissão Especial para Assuntos Políticos se reúne em todos os pleitos, para estabelecer regras e orientações objetivando não misturar política e religião. Inclusive, a preocupação do pastor-presidente José Genésio também é não ferir a legislação. “Temos o direito como cidadãos de participar do pleito eleitoral, mas observando a legislação e não tendo a Igreja como curral eleitoral”, repassou José Genésio.
Ildo Rodrigues expõe que a denominação religiosa definirá apoio próprio a candidatos a vereador e prefeito, obedecendo as mesmas regras impostas aos demais candidatos, se valendo de reuniões familiares e outros locais públicos. Com base na Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus de Mato Grosso (Comademat), destaca que não será adotada a mesma postura nesta eleição em relação à passada e que, nesse contexto, não será prestado apoio a partidos, mas sim a pessoas.
Também foi enviado ofício ao Ministério Público dando ciência que a Assembleia de Deus não possui/mantém qualquer vínculo administrativo, moral e, principalmente, financeiro com o PSC, assim como foi na eleição passada, quando havia líderes da denominação no comando do partido. Dessa forma, ratifica que não apoia nenhum candidato do PSC nestas eleições.
Dentro dos procedimentos definidos pela Comissão, em caso de candidaturas de membros que exercem cargos de liderança na Igreja, os mesmos devem entregar suas funções ministeriais, tendo como base o Estatuto da IEAD. Nenhum candidato ou cônjuge poderá fazer uso da tribuna da Igreja e, em caso de visita a algum dos templos, serão apresentados como cidadãos comuns, não como alguém que disputa a eleição. Reuniões de cunho político não podem ser realizadas dentro ou nas dependências dos templos. As regras, segundo definição, valem indistintamente para todos.
Entre outras definições também consta que não poderá ser distribuído nenhum tipo de material de campanha dentro ou fora dos templos; ninguém poderá permanecer com bótons ou adesivos para participar das atividades religiosas da Igreja; os pastores não poderão colocar nenhum tipo de material de campanha em imóveis pertencentes à denominação ou por ela alugados; não podem ser colocados adesivos em veículos de propriedade da Igreja; e não podem ser colocadas faixas, banners ou outdoors em áreas de templos ou terrenos da mesma. Nenhum obreiro ou líder poderá receber doações de qualquer tipo de políticos, com base no Estatuto da IEAD.
Apesar das regras a serem seguidas no período eleitoral, a Assembleia de Deus repassa que todos os candidatos, na condição de qualquer cidadão, serão tratados na Igreja de forma isonômica considerando as atividades de cunho religioso. “A Igreja não pode se tornar um palco político”, reforçou Ildo Rodrigues.

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