A violência está aumentando nas principais cidades brasileiras, incluindo Rondonópolis. Refiro-me aos assaltos, roubos, latrocínios, homicídios… Cresce o medo e a insegurança, impedindo que tenhamos a liberdade necessária para vivermos com mais tranquilidade no dia-a-dia. A grande questão é quais são as principais causas que motivam muitas pessoas a entrarem no mundo do crime. A busca da resposta correta é crucial para encontrarmos as soluções mais adequadas para enfrentar e erradicar este fenômeno social. Existem visões divergentes sobre estas causas, o que determina as estratégias políticas adotadas para a solução do problema.
Irei destacar as duas visões principais que buscam compreender as causas e propor soluções para a violência em nosso país. A primeira visão é a que tem como foco ou alvo direcionado para as ações dos indivíduos chamados de criminosos ou bandidos. E, consequentemente, enfatizam-se as pessoas que são vítimas da violência. É um olhar que se dirige exclusivamente para as atrocidades cometidas, um olhar que se encerra nestas condutas deploráveis. Logo, a saída para resolver a violência, de acordo com esta visão, restringe-se, basicamente, em enfrentar os bandidos, o que implica em leis mais rígidas, mais policiamento, punição severa, eliminação física.
Esta primeira visão é amplamente difundida pelos meios de formação da opinião pública, inclusive com muito sensacionalismo, pois ela é do interesse dos setores conservadores, estes que não desejam uma sociedade mais igualitária. Cito como exemplos as matérias produzidas sobre a violência em Mato Grosso pela TV Centro América divulgadas entre os dias 14 a 18/09/2015. Muitas pessoas foram entrevistadas, a maioria vítimas da violência, e todas revelaram esta visão limitada à ação dos criminosos, e apontaram como única solução a intensificação da repressão aos criminosos. Outro exemplo: o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria no dia 05/10/2015 – resultado de uma pesquisa do Datafolha – segundo a qual 50% dos brasileiros nas grandes cidades defendem o ditado da polícia “bandido bom é bandido morto”, ou seja, a sua eliminação física como solução para o problema da violência. Esta postura do público é, em boa medida, resultado da influência dos meios de comunicação, entre outros meios de difusão.
Outro exemplo que tomo a liberdade de apresentar é o editorial do nosso jornal local A TRIBUNA, publicado no dia 07/10/2015, que, ao criticar esta visão de 50% dos brasileiros que defendem a morte dos bandidos, se limita, no entanto, em apontar as mesmas medidas paliativas da primeira visão como solução para o problema: “leis mais rígidas, um Poder Judiciário mais ágil e uma polícia mais eficiente, melhor equipada e remunerada”. Portanto, os meios de comunicação social defendem como solução efetiva o enfrentamento dos bandidos, e não direcionam o olhar para a análise das causas mais profundas do problema.
Esta visão vê o problema pela metade, pois não se pergunta o que motiva ou gera os criminosos na nossa sociedade. Ela enxerga apenas a ponta do iceberg, a parte mais visível, a ação dos criminosos e as respectivas vítimas. Daí as soluções serem de curto prazo, imediatas, tais como a defesa de leis mais rígidas, punição severa, policiamento… Sem dúvida, tais medidas são necessárias, pois a criminalidade deve ser dificultada ao máximo e seus autores pagarem por isso (julgamento e prisão). Porém, estas ações do Estado não bastam para a solução definitiva do problema.
A segunda visão é a que pergunta sobre o que motiva a prática criminosa, ou seja, quais são as causas que produzem os criminosos. Esta visão não se limita ao bandido em si, mas procura ir além, busca as causas originais, mais profundas. Não vê apenas a ponta do iceberg, e sim procura ver também a parte menos visível, submersa, ou seja, todo o bloco de gelo. As principais causas da violência são sociais, uma vez que todos somos frutos do meio social. A criança não nasce bandida! A solução definitiva do problema, consequentemente, também é social.
É um fato inconteste: há pouquíssima violência nas sociedades mais desenvolvidas, mais igualitárias, de grande inclusão social, de baixíssima pobreza. Por que no Brasil é diferente? Nós brasileiros temos que nos perguntar como são tratadas as nossas crianças e adolescentes, qual é a formação e a educação que elas recebem na família, na escola, nas Igrejas, pelos meios de comunicação, no lugar social onde vivem e se relacionam. Precisamos indagar sobre as condições sociais que elas encontram para desenvolver as suas potencialidades, descobrir e aprimorar os seus dons ou aptidões, e, desta forma, possam se sentir valorizadas, elevar a autoestima e vislumbrar um futuro promissor.
Não basta dizer que as crianças precisam frequentar a escola para evitar que se tornem criminosas, pois a nossa educação escolar está falida, não proporciona uma formação integral, não forma sujeitos. A nossa educação escolar precisa ser revolucionada, sendo imperativo adotar o regime de período integral na escola para as crianças poderem exercer inúmeras atividades que permitem descobrir e desenvolver as suas potencialidades. Se a educação escolar realmente fosse uma prioridade, ela seria uma das soluções definitivas para a violência. Esse sistema escolar sugerido implica em um investimento público alto no primeiro momento, mas teria um retorno social altíssimo, pois formaria as crianças para a inclusão na sociedade (não exclusão) enquanto sujeitos construtores do seu futuro. Haveria uma redução drástica das crianças e adolescentes que se deixariam levar para o mundo da criminalidade, da violência.
E quanto aos adultos, não basta dizer que precisam trabalhar. O trabalho na nossa sociedade é muito mal remunerado! O trabalho é visto como um sacrifício, algo que não dignifica as pessoas, não alimenta a esperança de um futuro melhor. O trabalho assalariado, pelo contrário, precisa ser bem visto e desejado, ser uma condição para a conquista de boas condições de vida. O que impera na nossa sociedade é a exploração mediante um salário aviltante. Por isso temos a aversão de parte da população ao trabalho, provocando o desânimo, a baixa estima, a desesperança, a revolta, a vida sem sentido, a marginalidade, as drogas, a violência. Para quem perdeu o sentido da vida, para quem está destruído em termos afetivos e psicológicos, para quem tanto faz morrer hoje ou amanhã, não são leis mais rígidas ou o policiamento que inibe a prática criminosa.
Portanto, não basta ver apenas o criminoso ao analisar a violência. É preciso ir mais além, atacar as causas fundamentais que produzem ou estimulam o surgimento dos ditos marginais (pessoas que estão à margem da sociedade). É necessário direcionar o olhar para as transformações profundas da nossa sociedade. Trata-se de uma solução a médio e longo prazos, não limitado ao momento presente, mas que solucionaria em definitivo o problema. Esta visão – e aí está o desafio – demanda ou exige o nosso comprometimento em favor das mudanças estruturais da sociedade na direção de mais igualdade ou da inclusão social, algo que a elite minoritária jamais permitirá. Esta sempre procurará fazer crer e difundir que a solução para a violência é enfrentar apenas os criminosos, nada além disso. É uma visão míope, uma distorção da realidade. Nesta visão conservadora, a solução para a violência segue uma equação simples e sedutora: criminoso = cadeia (e sempre mais se defende como alternativa a sua morte).
Vamos parar de ser hipócritas: indignar-se com a violência, porém opor-se à sua erradicação! Quem não enxerga além da primeira visão está contribuindo com a continuidade da violência. A solução definitiva é construirmos uma sociedade que acolha todos os indivíduos, dando-lhes oportunidades de vida digna desde o seu nascimento. É uma solução para o futuro, mas que precisa começar já! Não tem outra saída: ou uma sociedade mais igualitária ou a continuidade da violência como um fenômeno social que amedronta a todos!

(*) Plínio José Feix – Prof. Departamento de História/Campus de Rondonópolis/UFMT, Dr. Ciência Política

24 COMENTÁRIOS

  1. Os cinco pontos fundamentais do Neo Capitalismo(Novo Formato de Capitalismo):

    1) Segurança alimentar.
    Promover um reeducação alimentar.
    Consumir somente o que for necessário(Isso se consegue com a ajuda de nutricionistas(Reeducação Alimentar)).
    Reduzir o que for possível o consumo de proteína animal e aumentar o consumo de alimentos naturais(Se tornar Vegano seria o ideal ).
    Banir o consumo de qualquer produtos processados(Refrigerantes, sucos artificiais, álcool, doces, bolos, etc.).
    Priorizar alimentos orgânicos produzidos próximo ao local de consumo.
    Extinguir o hábito nocivo de consumir alimentos por entretenimento.

    2) Proteção a infância e Desenvolvimento.
    Promover o bom desenvolvimento infanto juvenil.
    Isso inclui proteção a qualquer forma de abuso.
    Nutrição correta.
    Bons estímulos.
    Proteção a ambientes precários(drogas, promiscuidade sexual, violência, etc, etc, etc).
    Garantir que toda criança tenha seu direito a educação amplamente respeitados.

    Uma Obs sobre a Infância:
    É de conhecimento público que alterar os hábitos, costumes e a cultura de um adulto é muito mais difícil.
    Diversas preocupações ocupam seus pensamentos.
    Necessidades como:
    Pagar prestações.
    Garantir alimentação.
    Garantir moradia.
    Consumir coisas.
    Entretenimento.
    Fazer sexo.
    Cuidar dos filhos.
    Cuidar do marido, da esposa, do parceiro, da parceira.
    E por ai vai.

    Boa parte ou quase a totalidade dessas preocupações estão ausente na infância.
    É como se fosse uma avenida sem movimento aberta no Espaço/Tempo.
    Uma oportunidade que dificilmente se repetirá na vida.
    A infância é uma oportunidade única.
    É possível recuperar o tempo perdido dos 20 aos 30.
    É possível recuperar o tempo perdido dos 30 aos 40.
    É possível recuperar o tempo perdido dos 40 aos 50.
    E assim por diante.

    Mas é quase impossível se recuperar o tempo perdido na infância.
    Só para se ter uma ideia tudo que aprendemos na infância ocupa uma área especial no cérebro de maneira que dificilmente esqueceremos.
    Tente aprender uma língua nova e veja o quanto é difícil e também o quanto é fácil esquecê-la.

    Por falta às vezes de uma boa cultura se confunde educação com medo de pai e mãe e autoridades em geral.
    Educação é Desenvolvimento.
    Indivíduos bem desenvolvidos são naturalmente bem educados.
    Desenvolvimento saudável inclui:
    Planejamento antes mesmo do ato sexual.
    Nutrição correta desde o útero materno.
    Uma saudável saúde física e mental, tanto da mãe quanto do pai.
    A convivência em uma ambiente saudável e seguro de qualquer forma de abuso.
    A convivência em uma ambiente com uma cultura de significados que vão além do gozo carnal(Exemplo: religião, política, filosofia, boa literatura, cinema, teatro, etc).
    Bons estímulos.
    Atividades de caráter lúdicos e didáticos.
    Educação para a ciência.
    Educação para o Direito.
    E etc, e etc, e etc.

    3) A Cultura da Redução de Danos.
    Substituir essa cultural carnal muito comum nos países capitalistas por uma cultura de menor impacto social e ambiental.
    Isso inclui:
    Acabar com o carnaval.
    Acabar com alguns feriados religiosos que são usados NÃO para meditação e estudos religiosos mas para toda forma de abuso carnal.
    Substituir toda forma de entretenimento baseado em álcool, sexo, drogas, música alta, etc por entretenimento saudáveis como prática de esportes, cinema, teatro, salas acústicas para música, caminhadas, palestras, reuniões em Igrejas, partidos políticos, filosofias, clubes, etc.

    4) Um Novo Conceito de Trabalho(O Trabalho e o Salário do Trabalho não são nossos deuses principais(Ou são)).
    O homem natural possui parâmetros que necessitam de valores corretos.
    O conceito atual de trabalho valorizado socialmente está completamente distorcido.
    O trabalho assalariado tem sua importância mas não é a única forma importante de trabalho.
    Existem outras como:
    Cuidar da saúde.
    Cuidar da alimentação.
    Cuidar dos filhos.
    Cuidar do marido.
    Cuidar da esposa.
    Cuidar do parceiro.
    Cuidar da parceira.
    Cuidar do jardim.
    Cuidar da horta.
    Cuidar do pomar.
    Cuidar das calçadas.
    Cuidar do asfalto.
    Cuidar do quintal.
    Cuidar dos animas.
    Cuidar da casa.
    Cuidar da roupa que se veste.
    Cuidar da educação.
    Enfim.
    Tudo isso é trabalho tão importante e necessário para a dignidade humana quanto o trabalho assalariado.
    A desvalorização dessas formas necessárias de trabalho precariza o ser humano e a sociedade como um todo.
    Reduzir a jornada de trabalho para cinco horas/dia e estimular uma nova cultura de cuidados pessoais, familiares e comunitários.

    5) Prestigiar o Direito
    Divulgar e prestigiar o Direito Constitucional Brasileiro também é uma maneira de se fazer Caridade.
    O vilipendiamento ao Direito está por traz de boa parte de nossas mazelas sociais.

  2. Bom, eu cá, do alto da minha simplicidade( pois não tenho formação superior) acho que só Deus na causa. Sim, está faltando Deus na vida das pessoas. Falta em primeiro lugar amor a Deus, depois amor à Pátria e amor ao próximo.pois quem ama Deus não comete violência contra o irmão (filho de Deus), quem ama a Pátria não destrói o patrimônio e quem amo o próximo tem com ele uma convivência amiga, fraterna e solidária, sempre visando o bem de todos. Por isso, eu pergunto: será que não ajudaria se nas escolas se falasse mais de Deus, se persistisse no patriotismo e se cobrasse mais responsabilidade e vigilância dos pais? E, se preciso, até ensinar os pais a ensinarem seus filhos. Alguém precisa passar para as futuras gerações os valores da honra, do caráter, da honestidade, pois são todos gratuitos e estão ao alcance de todos, independente da classe social. Quem sabe assim as crianças de hoje, que ainda são inocentes, cresçam livres de tudo o que provoca a violência e sejam mais felizes no caminho do bem, sendo adultos honrados e tementes a Deus.

    • Sra. Joana, penso que é possível falar de tudo isto que a senhora citou sem precisar usar o sagrado nome de Deus em vão. Eu, embora católica, sei que existem outros Deuses e outras religiões além da minha. Imagino que seria desconfortável para mim estudar em um ambiente que pregasse ensinamentos religiosos de outros Deuses que não o meu. Como o que não quero para mim, não desejo aos outros, penso que seria muito melhor cada um reservar um tempo do seu dia para fazer suas orações a quem quer que seja no privado ou em igrejas, terreiros, sinagogas, templos ou o que quer que seja de sua preferência e sua família.
      Já nas escolas, é mais conveniente o aprendizado do respeito ao próximo, ao limites do outro, a empatia, a ética, fraternidade, solidariedade e civilidade. Não é mesmo? Abraço!

  3. Concordo com seu ponto de vista, inclusive o que mais se vê hoje no Brasil é esta acentuada desigualdade social que estampa os bairros pobres r que, em parte, é a causa do grande índice de violência. Contudo não é apenas ela que atua (ou não atua) sobre os criminosos, até por que muitos atos de violência como homofobia, racismo e até mesmo contra idosos e deficientes físicos são cometidos também pela elite. Por isso acredito sim que a precariedade da educação (escolar) brasileira é um dos fatores, porém não vale impor a grande culpa a ela.

  4. A violência é inerente ao ser humano. O que nos torna diferentes, è a educação que recebemos de nossos pais, de nossos professores enfim de quem nos cria ou nos serve de exemplo. Acho que o fim da violência é uma ilusão mas ela talvez possa ser reduzida drásticamente se houver um investimento no fortalecimento da familia. Leis mais severas, investimento em emprego e educação,combate a corrupção etc, tudo isso é importante, mas se não fortalecermos a instituição familia, estaremos ” tapando o sol com a peneira ” pois uma familia desestruturada é um campo fértil para o surgimento de jovens sem auto-estima, sem valores morais etc, muito mais propensos a cometer atos de violência contra os outros. Atos desumanos sempre vão ocorrer pois sempre existirão os psicopatas,os desequilibrados, mas felizmente estes são a minoria. Independente da classe social um jovem educado dentro dos padrões morais de respeito ao que é dos outros, do que é certo ou do que é errado, sendo também respeitado valorizado e tudo mais, dificilmente irá se envolver com drogas,atos ilícitos etc. Enfim na minha opinião acho que tudo começa pela valorização da família.

  5. Pobreza não é sinônimo de violência.
    Existem vários fatores, várias causas que geram a violência. Não nego que em favelas tenha muito tráfico, muitos jovens envolvidos, mas existem também violência lá com os de cima. A violência começa pelos deputados, senadores etc… Que roubam os direitos dos cidadãos.

  6. Uma das principais causas é a nossa constituição espelhada dos paises comunista, onde assegura o protecionismo para quem paga mais. Quando o advogado se forma, uma das primissas é buscar canal direto com os Juizes, estes escritorios grandes que indicam os desembargadores. Depois o bandido mata um, tem residencia fixa, não fica preso.

  7. Preso precisa trabalhar e produzir seu próprio sustento. Não é a sociedade quem deve manter presos amontoados atrás de grades. Faltam ideias e interesse para solucionar o problema carcerário no País.
    Assassinos violentos e cruéis precisam de prisão perpétua e regime fechado.
    O trafico existe porque o estado não fiscaliza como deveria.
    Como um pais cheio de políticos envolvidos em processos pode ter dignidade? Como votam o que querem na calada da noite ou sem a apreciação devida. Reajustam fartos salários ao bel prazer, e esmagam a população com encargos e impostos, lhes faltando a sensibilidade de olhar para uma saúde e aposentadoria digna para aqueles que lhes elegeram como seus representantes. Isso precisa acabar.
    Levaria horas citando a vergonha que é a politica no Brasil, o desmando da autonomia dos estados e municípios onde a plena maioria mete a mão pesada no dinheiro publico, com desperdícios, obras cara e intermináveis, promessas nunca cumpridas e envolvimento em toda espécie de falcatruas desde senadores, deputados em geral e vereadores e assembleias legislativas no Pais afora.

  8. 1 Se há punição, esta precisa ser severa em todos os níveis
    2 Se existe sensação de impunidade, não adianta aplicar os mais rígidos castigos.
    3 Se os parlamentares que criam leis, buscam blindagens para se manter em liberdade, jamais haverá seriedade nas punições.
    4 Não adianta colocar todas as forças atrás da criminalidade se as causas que geram a marginalidade permanecem.
    5 Enquanto não houver orientação e responsabilidade domestica para educar filhos e respeitar às leis, nada vai mudar.
    6 Enquanto os presídios continuar sendo depósito de presos, o caos só aumentará.
    7 O governo federal pouco se importa com a segurança pública. Ao invés de criar ministérios ócios para agradar partidos e pessoas, que se criasse um ministério para desenvolver trabalho e afazeres a presidiários sob rígido controle

  9. li todos os relatos e percebo que nao foi citado algo oculto que e a religiao.A maioria tem como Deus o facebook e o zap…entao o que se espera de uma sociedade que aprende a bloquear quem nao gosta?
    Se estou na pior e o outro na melhor…dane se.
    Entao o caos esta instalado e viva o imperio das trevas..pois escolhemos barrabas e nao Jesus

  10. qual o sentido quando o dinheiro nao tem mais valor eo poder sobre aspessoas mediante armas nao tem mais omedo e tudo e apenas uma ilusao; quanto pagariamos por uma vida tanto o culpado ou o inocente ,quando alquem atinge um cume da montanha ediga comquistei o cume da monta sera que olha pra baixo eve tudo pequeno e quando olha pra cima oque ve todos que transgridem tanto do colarinho branco tem sangue nas veias enas maos, eos assasinos etuodos os que ganham dinheiro com a desgraça do outro tambem sera que algum dia ja pensaram em voar sem asas e aviao … saudade ,saudade, saudade antes de conhecer o dinheiro,o poder ea ambiçao … talvez um dia voltamos nos tempos da velhice de criança.

  11. Concordo que o mal, deve ser cortado pela raiz. Ao invés de haver divergência de opiniões, deveríamos associar um ao outro, investimento na formação do cidadão. E, para os atuais marginais, uma lei mais severa e um melhor investimento em segurança pública.
    E não vem querer falar que lei mais severa não adianta, não é atoa que o mundo teme às leis Norte Americanas. Formação SIM, Punição SIM. Se o jovem de 16 anos, ainda, não for punido, até que o recuperemos, mais vidas inocentes vão sendo ceifadas nesse processo. Pedimos presídios que construa um novo cidadão para a reinserção social.

  12. Com o devido respeito à sapiência do professor, acho que o artigo possui uma visão muito reducionista, ao discorrer sobre a violência apenas sob o enfoque sociológico, especificamente no campo da desigualdade social. As razões apresentadas explicam em parte as causas da crescente violência em nosso país relacionados aos crimes mencionados, como roubo, latrocínio e homicídios.

    Temos outras situações que precisam de uma atenção urgente da sociedade e autoridades, como aquelas que se originam da educação proveniente no âmbito familiar,na formação da identidade do indivíduo e da forma que esse mesmo sujeito enxerga a si e aos outros na sociedade, seja de classe social for, senão vejamos.

    Com muita frequência, atos gratuitos de violência são praticados por jovens da classe media e alta que nos tem assustado a cada dia ! São casos de graves agressões que não raras as vezes terminam em homicídios ou lesões com sequelas. E a esses nunca lhes faltou qualquer oportunidade de trabalho e educação, ao contrário, muitos estudaram nas melhores escolas, são formados e nada lhes faltam materialmente.

    Convivemos ainda com os crimes praticados em decorrência do trânsito, seja em agressões fortuitas, seja diretamente pela agressividade na condução do veículo, muitas delas resultam em fatalidades. E tais situações ocorrem sem que qualquer dos envolvidos estejam direta ou indiretamente prejudicados na sua condição social. Nem mesmo pela educação estatal recebida.

    Milhares de mulheres são vítimas de violência doméstica das mais absurdas, em seus próprios lares, diante da atrocidade e brutalidade de seus parceiros. E outras dezenas de milhares de crianças são ultrajadas em âmbito familiar, ambas as situações, silenciosamente. E do mesmo modo, ocorre em qualquer classe social,de qualquer bairro, seja que título social o agressor possui.

    Ademais, o Brasil é o campeão em número de estupros diários, cujos criminosos possuem perfis dos mais variados possíveis. Outrossim, são crimes ocorridos tanto em cortiços de favelas quanto em mansões de condomínios fechados, e por isso revela-se a pouca influência que o fator sócio econômico possui nessas ocorrências.

    Somadas as circunstâncias e sem mais aprofundamentos, as principais causas de violência no país não residem somente no fator sócio-econômico da população. São, de fato, um medidor importante, principalmente nos crimes relacionados à grande divisão imposta hoje pela elite conservadora, que é a do favelado versus civilizado. Mas, de longe, revelam o núcleo de um grave problema que hoje assola o país.

    Deste modo, concordo que temos mesmo que enxergar além do que nos impõe a grande mídia por meio da vocalização do poder. Mas também não podemos também nos fechar em conceitos acadêmicos de esquerda-direita / pobre-rico / oportunidade-falta de oportunidade / favelado-civilizado.

    A diversidade e o mosaico de elementos que formam todo o caldo cultural brasileiro não nos permite reduzir a violência somente no aspecto da desigualdade social. Trata-se de um fenômeno que provém do animal-humano (ou do humano-animal), com toda a complexidade que carrega e como tal deve ser estudada e enfrentada.

  13. Brasília-DF, 12/10/16

    Concordo com o professor. Apenas acrescento a necessidade de termos Fé em Deus para podermos ser fortes, e passar o melhor para nossos filhos, e para a sociedade.
    Cristo diz: “Sem mim nada podeis” e ainda: “Quem não ajunta comigo, espalha” Está aí o exemplo do PT comunista, bastante arrebentado.

  14. Enquanto li tudo isso, alguém foi roubado, morto, algum político desviou dinheiro, alguma criança foi estuprada, emfim… Não sabemos como lidar com a situação, não vamos resolver esse problema em nossa geração, não ensinamos nossos filhos a importância do próximo, e por essa razão todos temos idéias diferentes.

  15. Eu sou estrangeiro. estou no brasil há 17 anos. em todo esse tempo a situação piora a cada ano que passa. as vezes tenho a sensação de que o problema da violência no brasil nunca terá solução. Ate o congresso nacional evita tocar no assunto. a criminalidade está banalizada. 60 mil pessoas/ano em media são assassinadas. os de fora perguntam se como é que se consegue viver num país tão violento. isso deveria preocupar os dirigentes mas não. é incrível a insensibilidade dos dirigentes deste país diante de uma situação tão grave. A imagem do Brasil está aranhada perante o estrangeiro. Acho que o brasil deveria fazer exatamente o que os outros países fazem para inibir o crime e impor a ordem. não existe outra maneira. tem que endurecer as lei e punir exemplarmente o criminoso independente de sua classe social . temos visto isso em muitos países pobres e desenvolvidos e o exito deles na luta contra a criminalidade é inegável. pobreza não deve justificar o crime. quero ver quem mais ousa entrar com drogas na Indonésia. Não culpem os apresentadores de TV. eles são apenas informantes da verdadeira realidade que se vive no brasil. em vez disso deveriam culpar e pressionar os dirigentes que levaram o país para esse poço sem fundo com leis frouxas que não intimidam nem educam minguem. um Estado que se exime das suas responsabilidades pera a sociedade. inclusão social sim, mas a segurança pública é fundamental para se assegurar o bem estar da população senão o síndrome do medo e panico vai tomar conta de todo o mundo.

  16. Um dos grandes problemas que leva à violência é o exemplo. Exemplo de sórdida vida social da maioria da sociedade; exemplo da corrupção que é exercitada pelos mais destacados líderes da politica, dos governos federal, estadual e municipal.Se todo mundo rouba não há porque eu não roubar,também. O exemplo é a fonte de toda essa violência. Se não houvesse tanta falta de decoro, falta de civismo, de seriedade, os´péssimoos exemplo, a vida seria outra,bem melhor. Esta a verdade. anchieta mendes

  17. Esses programas tipo “Cidade Alerta”, “Brasil Urgente”, deveriam ser banidos da televisão, eles só estimulam a violência e exclusão social, São uns imbecis seus apresentadores. Tal de Datena e Marcelo deveriam estudar o ECA, pra parar de falar bobagem. Nunca apresentaram uma solução inteligente para a problemática da violência. São sensacionalistas e idiotas.

  18. Concordo na íntegra com seu ponto de vista e sua opinião. Pena que somos minoria e sem poder de decisão. A mídia e os poderosos acham e passam essa imagem distorcida para a população. Hoje se fizermos uma enquete mais de 80% da população acha que adolescente tem que apodrecer na cadeia, que o importante é dar um fim neles. Sendo que o Estatuto já prevê 6 modalidades de punição para o adolescente a partir dos 12 anos. Porem, os Estados não querem investir na recuperação deles por achar que é jogar dinheiro fora. Aí a mídia culpa a lei e não os governos. É mais cômodo falar da lei do que enfrentar um governador.
    Se um adolescente de ’16 anos for pra cadeia com 26 ou 27 ele ganha liberdade, com doutorado na criminalidade. E aí, resolveu o problema?

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