Só Jesus

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Francisco Assis - poeta e bombeiro - 04-02-14

Nossos quantos ratos
Furtando o queijo do prato
Surgem suavemente
Surpreendendo a gente
E permanecem no anonimato.

Raramente deixam pistas
E com eles nada acontece
São vigaristas que engordam, enriquece.
Mesmo que armem a ratoeira
Ela permanece intocável, inteira.
Porém, sem a isca.

Parece ter sensor no olfato
Dividem o produto
Nem fica saliva no prato
Por quanto tempo eu luto
Será que um dia isso vai ter fim?
Diz pra mim?

Talvez até cruze com eles na rua
Em dia de sol noite de lua
Como saber
Possivelmente trocam de pelo
E sem tornozeleira no pé
Vê-lo só Jesus de Nazaré.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email: [email protected]

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