O comércio informal tem sido uma realidade cada vez mais presente nas cidades brasileiras, inclusive em Rondonópolis. Os vendedores ambulantes com ponto fixo ou itinerantes são um reflexo também da situação econômica de cada período. Com a crise econômica em vários setores, há uma tendência de aumento da atividade desses profissionais.
Não é de hoje que o Jornal A TRIBUNA retrata a preocupação de comerciantes legalmente estabelecidos com a atividade informal. Agora, na edição de ontem, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL), através de seu presidente Neles Walter Ferreira de Farias, voltou a alertar para o aumento do mercado informal no Brasil.
Assim como repassado pelo presidente dessa entidade, entendemos que o poder público precisa estar atento a essa realidade, não fazendo vistas grossas. Afinal de contas, quem atua de forma legal, sofre com uma elevada carga tributária e de exigências, não sendo justo ter a concorrência de vendedores que nada pagam de imposto bem na frente ou próximos de seus estabelecimentos.
O correto seria que a Prefeitura de Rondonópolis tivesse a coragem de coibir o comércio informal e que, para isso, tivesse uma equipe maior de fiscais. Como isso nunca ocorre de forma adequada, sendo algo praticamente improvável devido aos interesses políticos/eleitoreiros, a Prefeitura deve pelo menos tentar organizar a atividade formada por ambulantes.
Nesse sentido, o poder público deveria delimitar áreas específicas para vendedores ambulantes/itinerantes, não permitir a concorrência direta com venda dos mesmos produtos entre formais e informais, e incentivar que esses profissionais informais busquem atuar na legalidade, na condição de microempreendedor individual.
Com a legalização dos informais, todos acabam ganhando: os comerciantes que pagam os impostos, o poder público e a sociedade, com mais serviços realizados. Com bom senso, diálogo, conscientização e boas ideias, o cenário dessa competição desleal poderia ser mudado e amenizado em muito na nossa cidade, sem necessidade de uma investida cruel contra quem está tentando garantir a sobrevivência…

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