O senador mato-grossense José Medeiros (o segundo da direita para a esquerda), do PPS, integrou comitiva de senadores enviada a Caracas, na Venezuela
O senador mato-grossense José Medeiros (o segundo da direita para a esquerda), do PPS, integrou comitiva de senadores enviada a Caracas, na Venezuela

O senador por Mato Grosso José Medeiros (PPS) disse, na noite de ontem (18), que ele e a comitiva de senadores em missão na Venezuela para cobrar a libertação de presos políticos sofreram com o “abandono” por parte da embaixada brasileira no país, de modo que os parlamentares, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), sequer conseguiram cumprir a agenda programada para a visita a Caracas, capital do país.
Na tarde de ontem, Aécio Neves e outros sete senadores – incluindo Medeiros e o presidente da Comissão de Relações Internacionais do Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP) – foram hostilizados e cercados por manifestantes em Caracas. Os senadores tentavam cumprir agenda em defesa da libertação de presos políticos e em prol de eleições parlamentares no país.
Além disso, segundo a assessoria de imprensa de Aécio Neves, a comitiva não conseguiu visitar um presídio onde havia marcado parte da programação porque o bloqueio de algumas vias provocou congestionamento na cidade. A comitiva acabou desistindo da missão. “Sequer tivemos apoio da embaixada brasileira. Um total desrespeito, não conosco senadores, mas com o Brasil. O Senado da República vai convocar o embaixador brasileiro na Venezuela para dar explicações de toda essa situação de abandono a nós, senadores, e de cumplicidade com o governo venezuelano”, declarou o senador por meio de nota enviada à imprensa.
“O governo venezuelano simplesmente parou o trânsito de toda uma cidade, prejudicando a população para que a delegação brasileira não pudesse cumprir sua missão democrática e diplomática. Colocaram somente seis policiais para nos proteger dos manifestantes”, reclamou o parlamentar na mesma nota, relatando que a comitiva ficou “presa” no aeroporto de Caracas.
SENADO APROVA UMA NOVA COMISSÃO
No dia em que a comissão de senadores brasileiros foi hostilizada por manifestantes na Venezuela, o plenário do Senado aprovou a ida de uma nova comissão a Caracas, com a finalidade de “verificar in loco a situação política, social e econômica” do país.A nova comissão será composta pelos senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). No requerimento de criação da comissão, os senadores alegam que o outro grupo que foi hostilizado pelos venezuelanos “não atende às exigências de isenção e imparcialidade que a gravidade do momento delicado requerem”.
O requerimento diz ainda que “os ilustres senadores que compõem aquela comissão marcam o seu discurso pela indução ao acirramento dos ânimos, tanto para atingir objetivos na política interna brasileira (desgaste político do governo federal), como para fortalecer um dos lados na disputa democrática venezuelana”.
São membros os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aécio Neves (PSDB-MG), José Medeiros (PPS-MT), José Agripino Maia (DEM-RN), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Também foi aprovada no plenário do Senado uma moção de repúdio ao tratamento que eles receberam no país vizinho.

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