Fachada do aeroporto de rondonopolis- 02-10-14

A estrutura do terminal de passageiros do aeroporto municipal “Maestro Marinho Franco”, em Rondonópolis, parou no tempo, estando ultrapassada em relação aos médios e grandes aeroportos do Brasil. A situação acaba depondo contra a imagem do município e dificultando a vinda de novos profissionais para a cidade. Quem frequenta o aeroporto de forma periódica ou esporádica anseia que o terminal tenha ao menos uma estrutura confortável e que proporcione um bom funcionamento.
O empresário Luiz Fernando Homem de Carvalho, o Luizão, ex-presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR), que durante sua gestão lutou por melhorias no aeroporto municipal, entende que as deficiências do terminal de passageiros acabam sendo muito negativas para a cidade. Ele observa que a classe empresarial pediu o início de novos voos na cidade, o que vem ocorrendo agora com a Passaredo, mas que a Prefeitura não fez sua parte, deixando de corrigir as principais deficiências do terminal de passageiros.
Uma das deficiências é a ausência de aparelho de raio-x na sala de embarque. Luizão observa que, por não haver raio-x, os passageiros são obrigados à situação vexatória de terem de abrir as bolsas e bagagens de mão para vistoria dos agentes. “As mulheres ficam muito chateadas com esse procedimento”, relata. Depois, chama atenção o espaço exíguo da sala de embarque. Da mesma forma, ele diz que muita gente fica em pé no saguão de espera devido ao número de cadeiras insuficiente. Na sala de desembarque, não há esteira de restituição das bagagens e a forma arcaica em que as mesmas são entregues aos donos causa constrangimento.
Outro problema que vem persistindo nos últimos meses é a falta de uma lanchonete no terminal de passageiros do aeroporto, a qual foi desativada desde o ano passado por falta de licitação. Luizão reforça ainda que, quando da existência da lanchonete, os preços eram muito altos. Em dias de chuva, o diretor da ACIR entende que a Prefeitura tinha de garantir ao menos guarda-chuvas para os passageiros que embarcam e desembarcam em Rondonópolis. Para isso, acredita que bastaria comprar uns 20 guarda-chuvas.

Quem frequenta o aeroporto anseia que o terminal de passageiros tenha ao menos uma estrutura confortável e que proporcione um bom funcionamento
Quem frequenta o aeroporto anseia que o terminal de passageiros tenha ao menos uma estrutura confortável e que proporcione um bom funcionamento

Luizão reclama ainda da situação dos banheiros, geralmente sujos e sem itens necessários. Ele acredita que, caso o aeroporto municipal fosse terceirizado, melhoraria muito a estrutura de atendimento aos usuários. Conforme ele, o Município dispõe de arrecadação para melhorar a estrutura do aeroporto municipal, mas falta uma melhor gestão do espaço. “São coisas simples de serem atendidas e que fazem falta no aeroporto”, avalia.
O advogado Alencar Libano de Paula, ex-administrador do aeroporto municipal e membro do Comitê Pró-Aeroporto, observa que, quando esteve à frente do espaço, aprovou o Fundo Municipal Aeroportuário, que recebe recursos oriundos de taxas pagas pelos passageiros, dos embarques e desembarques de aeronaves e da locação dos espaços comerciais existentes. Ele analisa que esse fundo gera uma receita anual razoável.
Conforme Alencar Libano, com a receita obtida pelo Fundo Municipal Aeroportuário, poderia adquirir itens essenciais para o bom funcionamento do terminal de passageiros, como aparelho de raio-x, esteira de restituição de bagagens, melhorar os banheiros, o saguão de espera, a sala de embarque, a sinalização, a pintura, entre outros. Nisso, entende que o dinheiro do fundo poderia ser investido em itens e serviços prioritários. “Estranhamente esse dinheiro é gasto em outras coisas”, analisa.
Alencar Libano vem defendendo que a gestão do aeroporto municipal seja repassada para a Infraero, responsável pela administração dos principais aeroportos brasileiros.
Vale informar que o terminal de passageiros do aeroporto de Rondonópolis foi ampliado em 2010 e, em menos de 05 anos, já está totalmente defasado.

Usuários sem lanchonete, restaurante ou muito menos uma praça de alimentação no aeroporto
Usuários sem lanchonete, restaurante ou muito menos uma praça de alimentação no aeroporto

Sem previsão para lanchonete no aeroporto

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Setrat), a primeira licitação aberta para definir uma empresa para explorar a lanchonete não despertou interessados, provavelmente em função da baixa demanda de passageiros com a operação na época de apenas 02 voos diários para Cuiabá. Uma nova licitação foi realizada em 15 de abril deste ano. A Setrat diz que 02 empresas compareceram nessa segunda vez, mas apresentaram documentação irregular. A licitação foi cancelada. Com isso, uma nova licitação terá de ser feita novamente.
Uma sugestão levantada é que, para agilizar os procedimentos, seja estudada dispensa de licitação até que os procedimentos definitivos sejam realizados, visando não prejudicar ainda mais a população.

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