Gilson  Lustoza de Lira- ecritor rondonpolitano- 07-05-11

Eu penso a todo instante
Nessa musa tão distante.
O vento chega num açoite,
Trazendo a saudade na noite.

Lembro você, corpo bonito,
Olhar perdido no infinito.
Uma beleza que nem sei de onde veio,
Coração palpitando no seio.

Aqui, quanto mais penso, me iludo,
Qual morto-vivo afastado de tudo,
Vivo apenas de sua lembrança.

Mas quando forte chega a saudade,
Eu nem sei quem sou na verdade,
Pois choro tal qual uma criança.

(*) Gilson Lira, escritor, poeta e membro da Academia Rondonopolitana de Letras (soneto escrito em agosto de 2012)

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