Duas chaves

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Francisco Assis - poeta e bombeiro - 04-02-14

Interditei meu coração
Pus dois cadeados na porteira
Chega de sofrer com a solidão
Por alguém que amei a vida inteira.
Uma chave deixa no cofre
A outra carrego comigo
Se a gente ama a gente sofre
Fica pagando castigo.
Quando ela voltar novamente
Aqui não vai me pertencer
Apesar do vácuo que se sente
Preciso mesmo me fortalecer.
Sei que ela é muito envolvente
Mas será necessário dizer não
Muitas vezes a gente mente
Fechado para manutenção.
Ela foi pra mim como uma tarde
Aqueceu-me e foi embora
De carência o olho arde
Porém, de teimoso não chora.
Vou fazer assim daqui em diante
Meu coração só pra momento
Abro a porteira para as amantes
E farei com elas o meu evento.
Mas no dia que eu encontrar minha metade
Jogarei as chaves no oceano
Viverei total felicidade
Mudarei conceitos e planos.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email: [email protected]

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