Atenção ao manejo da resistência de pragas

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Algodão transgênico com atividade inseticida, popularmente conhecido como algodão Bt, é uma ferramenta importante dentro do Manejo Integrado de Pragas
Algodão transgênico com atividade inseticida, popularmente conhecido como algodão Bt, é uma ferramenta importante dentro do Manejo Integrado de Pragas

O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) acaba de lançar uma Circular Técnica (nº 9/2014)  com orientações para manejo da resistência de pragas ao algodão Bt. Os pesquisadores Érica Martins, Paulo Queiroz, Carlos Marcelo Soares e Rose Monnerat, que vêm trabalhando juntos por conta do convênio do IMAmt com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília, fazem uma análise didática e detalhada sobre o funcionamento das plantas Bt no controle de pragas, o que é resistência e como é possível retardar a sua evolução diante da adoção cada vez maior das tecnologias transgênicas nas lavouras.
“Trata-se de um tema especialmente importante num momento em que os agricultores discutem a eficácia dessa biotecnologia e se debate a regulamentação de áreas de refúgio com a participação de representantes da pesquisa, do setor produtivo, das empresas detentoras da tecnologia Bt e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)”, comenta Milton Garbugio, presidente do IMAmt e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).
Segundo os autores da CT, “o algodão transgênico com atividade inseticida, popularmente conhecido como algodão Bt, é uma ferramenta importante dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP), pois foi transformado com a incorporação de uma ou mais toxinas isoladas da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), conhecidas como proteínas Cry”.  Eles mencionam as vantagens da utilização das plantas Bt – como a redução do emprego de inseticidas com consequente redução dos custos de produção – e explicam o funcionamento delas no controle de pragas.
Por meio da CT nº 9, o produtor vai entender – com a ajuda de ilustrações – como acontece o processo de seleção da resistência dos insetos-praga e de que forma é possível evitar ou retardar a evolução da resistência ao algodão Bt por meio da utilização do manejo da resistência de insetos (MRI) – um conjunto de práticas aplicadas nas áreas agrícolas.
“A melhor estratégia para disponibilizar insetos suscetíveis à tecnologia Bt é a implementação de áreas de refúgio”, afirmam os pesquisadores, que mencionam as recomendações das empresas detentoras das tecnologias Bt para a melhor estruturação do refúgio nas lavouras de algodão. A CT diz que o Mapa está regulamentando um Comitê Técnico com o objetivo de avaliar e discutir, ano a ano, a situação das áreas de refúgio no Brasil, assim como a evolução da resistência das pragas-alvo.
“Em função dos resultados, será possível modificar as recomendações de áreas de refúgio, com o intuito de evitar a perda da eficácia da tecnologia Bt”, informam os pesquisadores da parceria IMAmt/Cenargen. “É preciso considerar o seguinte: o inseto resistente já está no campo, mas em pequena quantidade, e são as nossas ações em campo o que determinará se eles serão maioria ou minoria”, concluem os autores da CT.

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