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SOJA: preços recuaram

Os preços médios da soja recuaram no mês de abril nas principais praças de comercialização do país, na comparação com março. O ritmo dos negócios foi lento, com os produtores aproveitando alguns repiques nas cotações.
Levantamento de SAFRAS & Mercado indicou cotação média de R$ 66,70 em Passo Fundo (RS) em abril, caindo na comparação com o número de março: R$ 69,35. Em Cascavel (PR), a média baixou de R$ 66,73 para R$ 66,50 por saca. Em Rondonópolis, a cotação média recuou de R$ 58,95 para R$ 58,85.
A média também baixou em Dourados, no Mato Grosso do Sul, passando de R$ 62,40 para R$ 61,15. Em Rio Verde (GO), o preço médio caiu de R$ 63,40 para R$ 62,65.
Os produtores brasileiros de soja negociaram 62% da safra 2013/14, segundo levantamento divulgado por SAFRAS & Mercado, com base em dados recolhidos até 25 de abril. Em igual período do ano passado, a comercialização envolvia 66% e a média para o período é de 51%. No levantamento anterior, divulgado no dia 7 de março, o número era de 52%, Levando-se em conta uma safra estimada em 86,924 milhões de toneladas, o volume de soja já comprometido chega a 53,660 milhões de toneladas.
No mercado internacional, o preço médio do contrato com vencimento em julho apresentou ganho acentuado, passando de US$ 14,21 por bushel para US$ 14,90. No final do mês, os contratos superaram a casa de US$ 15,00.
Na Bolsa de Chicago, a alta foi garantida pela boa demanda pelo produto americano, reduzindo ainda mais a disponibilidade.

ARROZ: preço sobem

O mercado rizicultor gaúcho terminou a última semana do mês de abril com alta nos preços médios. O Estado encontra-se no final da colheita, o que faz os preços subirem devido à falta de oferta no mercado. “Os produtores seguem com a estratégia de manter uma quantidade significativa do grão em seus silos e armazéns, fazendo com que as cotações valorizem”, diz o analista de Safras & Mercado João Gimenez Nogueira. Ele ainda aponta que outro motivo para o avanço contínuo nos valores é a quantidade de grãos chochos que estão sendo colhidos.
Já o mercado do Mato Grosso foi bastante ofertado, derrubando as cotações da saca de 60 quilos. Com os preços mais baixos, o arroz mato-grossense está sendo vendido para Goiás e Minas Gerais. No Mato Grosso, a saca de 60 quilos está com preço médio de R$ 32,00, diferença de 8,3% em relação ao mês passado. Em Santa Catarina, o preço médio em Turvo encontra-se em R$ 34,75 por saca de 50 quilos, uma diferença correspondente a 1,6% para o último mês.
A colheita no Rio Grande do Sul em abril terminou com o Estado alcançando 83% da área plantada, com o restante já maduro e pronto para ser colhido.

MILHO: estáveis a mais baixos

O mercado brasileiro de milho foi de preços estáveis a mais baixos em abril. Isso porque o mês foi de condições melhores de clima sobre a safrinha. Os produtores viram as condições da 2ª safra de milho melhorarem, e um maior interesse de venda ocorreu, ocasionando maior volume de ofertas.
Diante dessa situação, os preços cederam em algumas regiões e estabilizaram em outras. A previsão para os próximos dias, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, é de preços estáveis a mais baixos pelo crescente volume de ofertas disponível. A média mensal de preços em abril foi de R$ 30,78 no porto de Paranaguá a saca, com o Porto de Santos em R$ 31,26, para agosto e setembro. No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$ 26,13 a saca. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia a R$ 27,21. Em Goiás, preços a R$ 25,02, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço estável, a R$ 23,02, em Rondonópolis.

BOI: preços recuaram

O mercado físico de boi brasileiro teve uma nítida mudança no comportamento dos preços e também da carne bovina em abril. Após um primeiro trimestre de forte alta, os preços recuaram em virtude da maior oferta de boi gordo disponibilizada internamente. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o que chama atenção é que durante o primeiro trimestre as carnes concorrentes não acompanharam o movimento do boi gordo. Pelo contrário; enfrentaram muitas dificuldades durante o período. Com a queda da carne bovina a situação se agravou. Os preços não encontram sustentação e acabaram apresentando queda ainda mais expressiva durante o mês. Até o presente momento não há sinal de reação.
A média mensal de preços em abril foi de R$ 125,00 em São Paulo. Em Mato Grosso do Sul, o preço ficou em R$ 118,66 por arroba. Em Minas Gerais, a arroba ficou em R$ 114,00 por arroba.  Em Goiás, a arroba foi cotada em R$ 117,33. Em Mato Grosso, o preço esteve em R$ 113,33 a arroba.
No atacado, a média mensal de abril para o corte traseiro foi de R$ 9,03, por quilo. Enquanto que o corte dianteiro ficou em R$ 6,10, por quilo.

ALGODÃO: recuo no preço

O mercado nacional de algodão fechou o mês de abril em contínuo descenso. A parte demandadora do mercado, principalmente as indústrias têxteis, está gerando uma pressão nas cotações do algodão devido à perspectiva de vasta produção a entrar em meados de maio, sendo o pico de oferta da pluma em junho. A avaliação é do analista de SAFRAS & Mercado, Rodrigo Eduardo Neves.
Segundo o analista, a forma dos compradores se protegerem desta queda de preços é deixando seus estoques ficarem mais curtos e tendo também um planejamento de compras pontuais, sem grandes contratos de longo prazo, esperando para negociar quando o produto estiver nos menores patamares sazonalmente esperados.
Espera-se que esta safra que está em curso supere em torno de 30% o volume de produção, mantendo uma produtividade estável, indica o analista. “Sendo assim, o aumento de área plantada é o principal fator físico deste número alto. As expectativas da consolidação de um bom resultado de safra são comuns em quase todas as regiões do país. Uma exceção, onde os números não são tão otimistas, é a região de Nova Mutum no Mato Grosso, onde a área plantada caiu devido a excesso de chuvas”, comenta.
Alguns fatores globais têm apontado maior espaço para a pluma de algodão brasileiro ser ofertada e o país ganhar mercado, avalia Neves. Foi constatado nos Estados Unidos que na região do Texas, onde é plantado cerca de um terço da produção norte-americana de algodão, haverá uma forte estiagem, gerando aumento dos custos de produção e redução na produtividade da terra e qualidade do produto. Estes fatores impactam diretamente no preço da pluma. Os preços da pluma no mercado brasileiro continuam em queda. A cotação de referência CIF São Paulo abriu o corrente mês na casa dos R$ 2,15 por libra-peso, mas devido a todos os fatores, se encontra hoje em torno de 10% abaixo do que era praticado, ou seja, em cerca de R$ 1,95 por libra-peso.

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