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SOJA: preços cedem

A semana foi marcada por recuo nos preços da soja no mercado brasileiro, acompanhando a sinalização da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Com preços mais baixos, os vendedores saíram das negociações e o resultado foi um período de escassa comercialização, restrita a lotes de pequenos volume no mercado disponível.
A saca de 60 quilos recuou de R$ 68,50 para R$ 66,00 em Passo Fundo (RS) entre os dias 17 e 24 de abril. No mesmo período, a cotação baixou de R$ 67,50 para R$ 66,00 em Cascavel (PR), de R$ 60,00 para R$ 59,00 em Rondonópolis, de R$ 62,00 para R$ 60,00 em Dourados (MS) e de R$ 64,00 para R$ 62,00 em Rio Verde (GO).
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho apresentaram desvalorização de 2,1% no período indicado, fechando a quinta (24) a US$ 14,70 por bushel. Depois das altas da semana anterior, o mercado passou por um processo de correção técnica, em um período escasso de novidades fundamentais.
Um dos pontos levados em consideração por fundos e especuladores para realizar lucros nos últimos dias segue sendo as dúvidas em relação à demanda chinesa. Em meio a margens fracas, a indústria local estaria diminuindo as compras e os cancelamentos de embarques no Brasil e nos Estados Unidos estaria aumentando.
Mas perdas mais significativas em Chicago seguem sendo limitadas pelo aperto nos estoques americanos. Exportações e esmagamento daquele país superam as projeções e apertam a disponibilidade, levantando a hipótese de importações consideráveis pelos Estados Unidos, um dos principais produtores e exportadores mundiais junto com o Brasil.

MILHO: viés de baixa

O mercado brasileiro de milho teve uma semana de fraca comercialização e de preços praticamente estáveis. Rodou um volume inexpressivo de negócios. Somente em São Paulo o comprador conseguiu forçar baixas, ausentando-se das compras. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os poucos negócios já saíram em níveis mais baixos na região.
Para a semana que vem, a liquidez deve melhorar, e os preços devem apresentar queda. “Isso porque o comprador parece bem posicionado, o que oferece um maior poder de barganha a ele”, explicou o analista.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 105 milhões até a 3a semana de abril (13 dias úteis), com média diária de US$ 8,1 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 478,4 mil toneladas, com média diária de 36,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 219,4.
Entre março e abril, houve uma alta de 25,1% no valor médio exportado, uma alta de 21% na quantidade e uma alta de 3,4% no preço médio. Na relação entre abril de 2014 e o mesmo mês de 2013, houve alta de 1,8% no valor total exportado, avanço de 33,6% na quantidade total e desvalorização de 23,8% no preço médio.
A média semanal de preços (de 21 a 24/04) no porto de Paranaguá foi de R$ 31,00 a saca, com o Porto de Santos a R$ 31,00, para agosto e setembro.
No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$ 26,00 a saca. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia em  R$ 27,50. Em Goiás, preços a R$ 24,50, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço em R$ 21,75, em Rondonópolis.

BOI: preços não baixaram

O mercado físico de boi brasileiro apresentou uma boa oferta, e os frigoríficos, de maneira geral, conseguiram comprar de maneira adequada esta semana. Entretanto, até o momento, não existem preços mais baixos no balcão. Isso deve mudar durante a próxima semana. Tal oferta vem, basicamente, de estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.
Em São Paulo, a oferta é fraca, o que obriga os frigoríficos locais a comprarem cabeças de outros estados. No atacado, os preços caíram, diante da formação de estoques por parte dos frigoríficos. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, vale ressaltar que esta semana é tradicionalmente muito ruim de reposição. “Não há estímulos à demanda. Portanto, o estoque não gira, fica parado. Por isso, o preço cai”, explicou o analista.
Segundo o boletim semanal do Sindifrio, as indústrias reduziram o abate, mantendo o necessário para cumprir os compromissos de exportação e abastecimento do mercado interno, situação que poderá equilibrar a oferta/demanda do atacado e, como resultado, há estabilidade de preços a nível de atacado, mas esse segmento está pressionado pela retração do consumo. A escala média de abates é de três dias.
A média semanal de preços (22 a 24) em São Paulo foi de R$ 125,25. Em Mato Grosso do Sul, o preço ficou a R$ 118,66 por arroba. Em Minas Gerais, a arroba ficou em R$ 115,00 por arroba.  Em Goiás, a arroba foi cotada a R$ 118,50. Em Mato Grosso, o preço esteve em R$ 113,75 a arroba.
No atacado, a média semanal ficou em R$ 6,25 nos cortes de dianteiro e de R$ 9,15 nos cortes de traseiro.

ALGODÃO: fraca demanda

A tendência de queda nas cotações do algodão segue no mercado brasileiro. “A fraca demanda por parte das indústrias pressiona a pluma”, explica o analista de Safras & Mercado, Rodrigo Neves. O preço do algodão CIF São Paulo gira em torno de R$ 1,96 por libra-peso, variação negativa de 8,84% em relação ao valor no mesmo período do mês passado e 2,00% abaixo do praticado no mesmo período do ano anterior.
As indústrias têxteis brasileiras seguem operando com o volume de estoques muito abaixo do que de costume, fazendo compras pontuais, com o objetivo de suprir apenas a demanda da ponta, ou seja, o consumidor final. “A expectativa da entrada da nova safra em maio e junho, onde o volume ofertado será cerca de 27% maior em relação à temporada anterior, explica tal cenário”, pondera Neves.
Na safra 2013/14, a oferta de pluma, que é a soma dos estoques iniciais com a produção desta temporada, deve alcançar aproximadamente um milhão de toneladas em Mato Grosso, aumento de 14% em relação à safra passada, segundo dados do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola). O principal responsável por tal aumento é o incremento de 31,4% na produção, que deve ser de 902,5 mil toneladas, ante 687 mil toneladas da safra passada.

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