As previsões políticas para quatorze…

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wagner lemos -romancista - 26-10-12 (2)
“É imoral um retrato desse. Nossa Rainha do Algodão, já velhota com seus 60 anos de emancipação completados recentemente, sem ter um terminal urbano”

(*) Wagner Vinícius Araujo

27 de dezembro…
A tarde está em sua evolução: está chovendo; as chuvas constantes no sul de Mato Grosso trouxeram esperança para o ano que vem; que se aproxima. Nasce outra jornada nesse principio de século XXI; quando os pés de trabalhadores engelhados, enrugados pelo tempo, por anos vividos no labor; pela força do trabalho, de mãos calejadas enfrentando sol a sol na lavoura, na lida de gado. Estou aqui com meus pais desde a década de oitenta e contemplo as diversas classes da população uma força, persistência para tornar-se povo sóbrio, honrado e livre do explorador: daqueles que abusam da ingenuidade, da ignorância do povo para enriquecer facilmente. Mas, ainda há de ter os que fazem explorar quem trabalha; para enriquecimento pessoal. E assim, somente presencia o sertanejo do cerrado mato-grossense. Com seu honroso fado, seu desígnio de povo lutador.

Rondonópolis deixara há duas décadas de ser a cidade dormitório, a cidade de pecuaristas, agricultores, para tornar-se uma cidade velhota, mas formosa, agradável aos que hospedam, vem para aqui ficar, permanecer; está a cada momento de sua evolução mais ampla, alicerçada nos quatro quadrantes.

Retomando alguns acontecimentos que não creditei aos poucos leitores(as). Algumas previsões para o ano vindouro: dinheiro pra quem trabalhar, emprego pra quem não for preguiçoso, e votos para os políticos que realizam obras… E, por falar em obras, porque o senhor prefeito não faz como o Velho Estatista Carlos Gomes Bezerra; que construiu postos de saúde, escolas municipais, abriu ruas para novos bairros em 1982 tudo em regime de mutirão? Minha sugestão: construir o terminal pra os idosos; as mães com crianças de colo, que precisam correr perseguindo ônibus na praça dos Carreiros.

É imoral um retrato desse. Nossa Rainha do Algodão, já velhota com seus 60 anos de emancipação completados recentemente, sem ter um terminal urbano. Se o prefeito de Rondonópolis em sua legislatura no passado construiu a Rodoviária, porque não constrói o terminal? Esta é a pergunta que reflito de mim para comigo. Em vez de teatro municipal, o terminal urbano de ônibus. Se aqui o point são rodeios, música sertaneja; exposição agropecuária; pra quê teatro? O Boleslau pedira, insistiu e conseguiu a ponte sobre o rio Arareau na rua 13 de Maio. Quando falei sobre este assunto diante de um vereador, o prefeito replicou: para quê terminal? Respondi em cima da palavra: o senhor não anda de transporte urbano; vá a praça dos Carreiros e permaneça por alguns instantes; para ver qual tem sido a realidade!

Principio desta semana. Encontrei o deputado Hermínio Barreto percorrendo as alamedas, boulevard da Rondolândia; depois de cumprimentá-lo e pedir para redigir um projeto de lei na Assembleia Legislativa, visando conceder recursos para construir o tão almejado, sonhado e requisitado terminal urbano de ônibus. O Barretão me respondeu que não tem autonomia para fazer isto, mas vai cobrar uma posição política do chefe do executivo municipal Percival.

Retomando as previsões politicas para catorze, ano do cavalo no calendário Chinês. Cavalo! Todos rezemos sempre pra os governantes não caírem do cavalo; nem tampouco coloquem o cavalo na chuva, mas fazerem de nosso voto causa de transformação social, desembaraço de pessimismo; e trabalho. Quantas incertezas têm o nosso poder legislativo; tendo vinte um parlamentares?

Ainda assim quando saio às ruas, contemplo a esperança nos semblantes da população já cansada de tanto trabalho pra criar filhos, netos… dos idosos, jovens desempregados, mulheres desamparadas etc.. sem ter a perspectiva de melhores dias. A economia vai bem graças a Deus! O salário da Dilma vai para 724,00 reais, que poderá dar uma vida digna com carne, feijão e transporte ao trabalhador brasileiro.

Alinhavar essas linhas, períodos simples, compostos, com as reminiscências de acontecimentos do ano que termina, me fizeram escrever mal, executar mal os argumentos… Mas, os leitores: para o bom entendido poucas palavras bastam!
Um feliz ano novo.

(*) Wagner Vinícius Araujo é romancista e morador em Rondonópolis.

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