Papo político

0
Percival Muniz: “Ainda não destravou completamente a administração herdada de Zé do Pátio, e o tempo está passando...”
Percival Muniz: “Ainda não destravou completamente a administração herdada de Zé do Pátio, e o tempo está passando…”

1- SENHORAS E SENHORES,
nos últimos dias reuniões e encontros partidários já começam a indicar, mesmo que precocemente, o quadro que se pode configurar nas próximas eleições. Primeiro vieram as definições do PR, na qual o deputado federal Wellington Fagundes tentará se articular para buscar uma vaga ao Senado e na última semana, em nova reunião da sigla, os deputados estaduais Hermínio J. Barreto e Sebastião Rezende já deixaram claro que tentarão a reeleição, a não ser que Rezende acabe tentando uma vaga à Câmara Federal. Paralelamente, o PSDB anunciou o nome do vereador Rodrigo da Zaeli como pré-candidatíssimo da sigla para deputado estadual representando a região sul. Esta semana, quem afirmou que já está trabalhando no fortalecimento de bases em outras cidades da região visando uma candidatura para deputado estadual é o vereador de três mandatos e meio Cido Silva (PP), que pretende contar com o apoio da bancada evangélica e torcer para o também evangélico Sebastião Rezende ser candidato à federal.
ALÉM DAS CANDIDATURAS
para as proporcionais, o que se vê são articulações pesadas para a majoritária. Depois que Blairo Maggi (PR) anunciou que não será candidato ao Palácio Paiaguás, o senador Pedro Taques (PDT) e o juiz federal Julier Sebastião Silva passaram a ser disputadíssimos. Enquanto os partidos da oposição como PPS, PSDB e DEM já vêm se reunindo em torno do PDT de Taques, outros partidos disputam Julier, que ainda não se filiou e tem somente até o próximo dia 5 de outubro para fazê-lo, se pretender disputar o Governo do Estado.  Na semana passada, Julier se encontrou com José Riva e Chico Daltro do PSD, mas assim como outros encontros que teve com partidos, nada ficou definido. Há quem diga que Julier está mais próximo do PT, para compor o palanque da presidente Dilma como candidata à reeleição.
Até o momento, pode-se dizer que as articulações para a majoritária estão bem polarizadas. Quem parece que ainda não tem nenhum rumo a tomar é o PMDB, do cacique Carlos Bezerra, que não deve se aliar ao PDT, e ainda depende de uma decisão do governador Silval Barbosa sobre concorrer ao Senado, o que parece ficar cada dia mais longe e Silval ficar no cargo até o final do seu mandato.

2 – ENQUANTO ISSO,
na Câmara Municipal, que já estava podendo ser chamada de “puxadinho da prefeitura”, alguns vereadores começaram a ter um pouco mais de atitude, com um pouquinho mais de coragem de cobrar o Poder Executivo e de votar contra os constantes vetos nos projetos aprovados do legislativo. Na sessão ordinária da semana passada, por exemplo, o Poder Executivo foi bastante criticado por vereadores da base do governo e vítima de críticas contundentes do vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, Fulô, (PMDB). O que vem ocorrendo com o Poder Executivo parece até ‘amadorismo’, pois quase 100% dos projetos do legislativo são vetados, a maioria com a justificativa de que geram custos para a administração, o que não é justificativa para todos, pois se pode incluir o projeto no orçamento do ano consecutivo. Por enquanto, o prefeito Percival Muniz (PPS) está demonstrando que tem um importante controle sobre a Câmara Municipal, mas se os vetos continuarem a situação pode começar a mudar.  O que não se sabe até agora é se as críticas da última sessão ficarão somente no falatório.
INFELIZMENTE,
para quem esperava que a Câmara Municipal com 21 vereadores seria mais plural, mais fiscalizadora, mais produtiva para a sociedade e ideologicamente diversa, a atual situação contraria este pensamento. O número de partidos com participação no legislativo aumentou, mas com eles não aumentaram as diferenças ideológicas, nem posturas diferenciadas. Não se pode negar que alguns assuntos levantados pelos parlamentares se transformaram em importantes debates na sociedade, mas ainda falta ação. Muitos vereadores têm, por exemplo, fiscalizado exaustivamente obras da cidade, encontram problemas, alguns denunciam, mas não passa disso. Ninguém é convocado para dar explicações, não se busca os motivos. Já é hora disto começar a mudar, pois as eleições de 2014 estão chegando e muitos vereadores preparam possíveis candidaturas.

3 – JÁ NA ADMISNITRAÇÃO MUNICIPAL
o que se vê é que os problemas não param de aparecer, ora por incompetência do Governo do Estado, que não honra nem mesmo com seus compromissos, ora com obras problemáticas como é o caso da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que teve um projeto mal dimensionado na gestão anterior e a atual demorou oito meses para perceber. O problema é que o dinheiro público foi gasto em uma construção que agora terá que ser alterada e mais dinheiro terá que ser usado, aliás, mais de R$ 500 mil. Desperdício de dinheiro público é improbidade administrativa e esse pode ser um caso sério. O que não dá para entender é o porquê a atual gestão corre o risco de ser responsabilizada em vez de entregar o caso ao Ministério Público. Será que o prefeito não está preocupado nem mesmo com desgastes políticos? Porque estes tenderão a vir caso a administração não decole. Se Percival Muniz é tão importante hoje no cenário político para as eleições de 2014 e cogitado, inclusive, para concorrer a cargos majoritários, é bom que ele comece a ser tão importante assim para a melhoria da cidade de Rondonópolis, que já ficou por muito tempo travada. É bom também que ele fique atento com as operações no Terminal da América Latina Logística, que podem trazer sérios transtornos para a cidade. Afinal, é bom que a administração encontre os trilhos.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here