(*) João Henrique

Neste domingo, dia 4 de agosto, comemoramos o dia do padre. É também o dia de São João Maria Vianney, o padroeiro de todos os sacerdotes, um modelo de zelo e caridade pastoral a ser seguido pelos padres, como bem lembrou o papa Bento XVI no ano sacerdotal. A vida sacerdotal não é uma simples escolha arbitrária, mas antes disso é uma vocação!
A palavra Igreja vem da palavra “ekklesia”, que é comumente traduzida por assembleia. Mas a abrangência dessa palavra vai muito além daquilo que hoje entendemos por assembleia. Muito mais do que uma simples reunião de pessoas, “ekklesia” pode perfeitamente ser traduzida por “reunião de pessoas convocadas”, “assembleia convocada”, “comunhão daqueles que foram chamados”. Isso exprime bem a natureza da Igreja! Mas quem é que faz o chamado? Deus, é claro. É Ele quem nos chama, como atesta o apóstolo: “chamados por Jesus Cristo” (Rm 1,6), “Fiel é Deus, que vos chamou à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo Senhor nosso” (1Cor 1,9), “a paz de Cristo, à qual fostes chamados a fim de formar um corpo” (Cl 3,15).
Podemos então dizer que a Igreja é formada por pessoas vocacionadas – vocação significa chamado, e uma vez que todos são chamados, todos são vocacionados. Assim, todos os fiéis tem um chamado para realizar a sua vida cristã conforme a missão que Deus lhe confere.
Neste mês de agosto, celebramos o mês das vocações. A cada domingo lembramos e oramos de maneira especial por um dos tipos de vocação com as quais Deus embeleza e dá forma à Igreja para que ela possa cumprir a sua missão.
No primeiro domingo de agosto, celebramos o Dia do Padre e da vocação sacerdotal. A vocação daqueles que são chamados a servir o povo de Deus como seus pastores, guiando-os no ensinamento da Palavra de Deus e nos sacramentos.
Para que existem sacerdotes? No ano de 2010, em uma carta dirigida aos seminaristas, o Papa Bento XVI assim explicava o sentido do sacerdócio: “Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir”. A vocação sacerdotal é um chamado que Deus faz a alguns homens para dedicaram inteiramente sua vida a Ele, servindo-O em seu povo.
Dentre tantas imagens que expressam a sentido da vocação sacerdotal, uma muito expressiva é a de Jesus Bom Pastor, que é inclusive o título do seminário onde são formados os padres da diocese de Rondonópolis. Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 11). Ele é “o grande Pastor das ovelhas” (Hb 13,20) e chamou seus apóstolos e seus sucessores e colaboradores, a servi-lo nessa missão cuidar das ovelhas (cf. Jo 21, 15-17; 1 Ped 5, 2).
Os sacerdotes não existem para serem os donos da Igreja, como as vezes podemos pensar erroneamente. Os sacerdotes existem para servir o povo de Deus, para levá-los a uma vida de entrega a Deus, para consolar os tristes, animar os desanimados, para fazer com os fiéis sintam o grande amor que Deus tem por eles, e incentivá-los a responder a este amor assumindo a missão que Deus tem para cada um.
Todos os fiéis são chamados a voltar seus olhos para os seus pastores, sendo seus colaboradores, companheiros de missão! Sendo um ombro amigo, sendo comunidade que acolhe, que apoia e incentiva. Igualmente, é dever de todos animar os jovens que estão na caminhada vocacional – Deus continua chamando! – para abraçarem a vida sacerdotal.
Neste domingo, temos, então, uma ocasião especial para rezar para que muitos jovens escutem o chamado da vocação sacerdotal, rezar pelo nosso bispo e pelos nossos padres, expressar-lhes o nosso carinho e nossa gratidão pela dedicação e pelo serviço que prestam aos fiéis, oferecendo suas vidas para que as pessoas se encontrem com Deus e vivam o amor fraterno.

(*) João Henrique Corrêa, seminarista da Diocese de Rondonópolis

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