Contracenando

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Francisco de Assis da Silva - primeiro sargento do corpo de bombeiros - 12-03-11Às vezes me faço de mudo
E a voz fica pelo caminho
Quando me deparo com certos absurdos
Embora não vejo sozinho.
Saber que o dinheiro do povo
Está sendo mal aplicado
E cada dia surge um personagem novo
Dentro do sistema aprovado.
A festa e bem projetada
E do bolo sai várias fatias
A licitação já foi leiloada
E a bandeja fica vazia.
Estão contracenando com o poder
Que bobagem você reagir
Que valeria ser herói sem vencer
Melhor calar e não sorrir.
Falam de obras superfaturadas
De haver água em seu combustível
Isso é agressão à carta magna
Ter que admitir o impossível.
Quando se pôe a mão no suspeito
Este se mantém calado
Ganhando um tempo perfeito
Para que possa ser inocentado.
Inicia-se a investigação
Aos componentes da equipe
Os personagens da facção
Tal qual epidemia de gripe.
Saiu à conclusão dos fatos
Porém ninguém foi absolvido
Talvez seja o pequeno que pague o pato
Mas o bolo foi devolvido?
Prefiro parar por aqui
Vou sim me fingir de mudo
Triste já nem posso sorrir
Que pena o povo esquece-se de tudo.

(*) Francisco Assis Silva é Bombeiro Militar – email: [email protected]

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