Nem da Carochinha… muito menos da Candinha…

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Carocha = Mitra dos condenados da Inquisição; ou Carapuça de papel que se usava para castigo das crianças na escola. Carochinha: diminutivo de Carocha.

Bons tempos aqueles dos contos de fadas onde o imaginário popular podia navegar por praças e oceanos menos poluídos. Que Candinha podia fazer suas fofocas sem o conteúdo de uma pornô-chanchada tupiniquim menos abrasiva e corrosiva como a que vemos hoje nos noticiários. Os anos dourados não trouxeram o brilho de novos horizontes, mas produziram na inocência de alguns, as ideologias trôpegas de alguns iluminados “Marxistas”, que não sabiam se tocavam a balalaica (Russa) ou a Pipa (chinesa), produziam a rumba, samba  ou as valsas europeias ou quem sabe os toques tribais da África. O estranhamento ideológico produziu um capitalismo de Estado transformado em Ditaduras “Republicanas” e “Democráticas” sem substância e que pouco diferia das aristocracias e absolutismo que renegavam em suas divagações pela luta em mudar o poder que reproduziram com as sutilezas da luta de classes. Só faltou a esperança de o cavaleiro aparecer montado num corcel branco encilhado com a foice e o martelo na mão às margens do rio Araguaia. Que diria hoje o Henfil com seus fradinhos…. eh, eh, eh…
Bons tempos que em que o lobo era mau, não malévolo em seu instinto selvagem perseguindo porquinhos ou Chapeuzinho Vermelho. Onde a consciência moral produziu um Grilo Falante para conduzir a educação de Pinóquio sem que seu nariz crescesse com suas mentiras infanto-juvenis.  Pena que não existem grilos falantes da tempera do personagem, mas seria um problema sério se as belas mentiras fizessem crescer as narículas dos produtores de meias verdades, dos salvadores da pátria e dos pasmados de plantão, com a rosa na mão.
Pior ficar o povo com as orelhas do elefante Jumbo (com tantas promessas), porque na carochinha ele voava e podia sonhar sair da sanha dos palhaços em sua sede de fazer graça com a desgraça alheia, mas que se transformou numa vantagem do ser diferente. Bem que os corvos tinham razão ao lhe dar confiança usando uma pena. Foi sua independência, o poder de acreditar que podia mudar o destino de seu personagem com a ajuda de um camundongo. Está faltando corvos e camundongos… Sobrando espantalhos… Mas ficou na moda usar nariz vermelho do choro no riso aparvalhado.
Que a motivação dos grupos que saíram às ruas exigindo um país menos corrupto e mais responsável permita que as contradições políticas não penalizem o cidadão brasileiro com mais impostos para cobrir os desmazelos administrativos.
Agora querem uma reparação política, os direitos humanos, e que não se assemelhe a vingança, porque ou se investiga tudo, ou seja, os excessos de ambos os lados ou se deixa quieto. Quantas “indenizações” estão sendo pagas a quem assaltou banco, sequestrou e matou na clandestinidade burgo-revolucionário, quem indeniza os prejuízos dos camponeses do Araguaia, o porquê apanhava de todo lado sem entender nada do adjutório ideológico que não compartilhavam, e do soldado que de arma na mão matou pra não morrer. Essa família do soldado vai receber do estado ou dos indenizados que de armas na mão praticaram atos terroristas? Direitos humanos de quem, pra quem, com quais propósitos e com quais arquivos? Chega de saudosismos e romantismos que ficam interessantes em casos especiais e novelas, mas, que invariavelmente encarnam a “verdade” do autor. Até quando se mostrará os excessos de um dos lados para justificar a exaltação do outro que não fez diferente do antagonista político. Até quando vamos ouvir Pinóquio, retratar lobos maus ou o passeio do chapeuzinho vermelho na floresta de espantalhos e corvos? Ta faltando grilo falante… Ou camundongo adestrador… A imaginação tudo pode?  Quem viver verá…??!! Não bastasse às belas mentiras sobre o prejuízo do INSS porque a justificativa que operacionalizam dizendo que tem mais aposentados que contribuintes escondem os meios de “saque” do governo para pagar as bolsas gás, família e algumas outras benesses com o dinheiro do trabalhador, mesmo porque o aposentado continua contribuindo com 11% do seu salário como se ativo fosse. Depois vem o Chaves que não é o Chapolin Colorado do México, mas, da Venezuela colocando em dúvida a origem dos males cancerígenos que “perseguem” os dirigentes latinos. Será um complô dos deuses da mentira, usurpação, tramóias, promessas não cumpridas, corrupção os progenitores de tantos males? Que o Grilo Falante de cada um se manifeste… Se é que os “grilos” persecutório por “osmose ideológica”  existem neste nível …. Hilário, né?

(*) Jovam Vilela da Silva é professor aposentado  da UFMT e morador em Rondonópolis

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