Papo Político

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1-PARA QUEM
leu as últimas edições dessa Coluna está percebendo uma sutil satisfação pela criação do PSD, pois finalmente movimentou o cenário político mato-grossense e está acordando muitos caciques que estavam robotizados diante das mudanças bruscas e positivas em torno de um nome ou outro que está disposto a concorrer às próximas eleições, tanto do ano que vem, como as de 2014.
O que animava, mesmo quem é aficcionado na política mato-grossense, era o trabalho intenso de partidos pequenos por algum projeto eleitoral que obteve grande sucesso no dia da votação, mas devido a demasiada ganância de líderes acabou que temos de novo a liderança de grandes partidos no nosso Estado. Mas, a preferência seria se essa nova agremiação PSD, agitasse grandes partidos tão abitolados em serem os poderosos, para que de alguma forma, mesmo que surreal e indireta, proporcionasse maior espaço para pequenas siglas para o pleito de 2012. E no caso, temos que, em vez de uma leve agitação, se configuraria em um empurrão para que nossos partidos finalmente tomassem atitudes coesas para as próximas eleições.
É DE SE CONSIDERAR
também que essa movimentação que o PSD está causando não é devido aos seus princípios, objetivos, seus planos para a política e a sociedade brasileira, é como a Coluna já havia afirmado, é apenas uma maneira que alguns políticos encontraram de finalmente colocar em pratica o que vem já planejando e não tem nos seus partidos de origem oportunidade de realizar. Além do que os prováveis investimentos financeiros, caso algum político venha propor algo que realmente irá resultar em um admirável e animador produto eleitoral. Pois se o PSD já conseguir eleger nas próximas eleições, será um ponta-pé inicial muito forte e que irá tornar essa sigla como um partido forte a nível nacional.
Mas esse quase sucesso do novo partido está na realidade desesperando as outras siglas, sendo que o DEM e partidos que estão perdendo filiados para o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vão entrar com ações na Justiça na tentativa de impedir a migração de políticos e o registro da nova legenda.  Advogados do DEM, PTB, PMN e PPS estão trabalhando juntos para formular questionamentos à sigla. A estratégia prevê ações impetradas separadamente e em diferentes instâncias.
PODE SER ABSURDO
mas não deixa de ser realidade, mas o relacionamento entre as siglas, que se manifesta nas articulações, é semelhante ao relacionamento humano, até mesmo romântico, quando se trata de indivíduos, cidadãos comuns que trabalham nos bastidores. Assim, é de se dizer que a atitude dessas legendas só afastam mais ainda seus filiados desgostosos, e ainda aumenta a atração que esses políticos sentem pelo novo partido, ou seja, irá aumentar ainda mais a popularidade e a fama de que a nova sigla é um espaço bom para se recorrer. A melhor estratégia é indiferença em relação a essa situação e continuar seguindo com seus planos para o próximo ano, sendo, que evidentemente, que todo esse sucesso é devido ao próprio destaque que as outras direções dão ao novo partido, quando é de se considerar que trata-se de novidade, e pode acabar a graça logo. Ou seja, aqui se faz todas as considerações de que a movimentação é saudável, mas também pode ser algo tão comum e não digno de tanta atenção, principalmente, quando está na política, que eminentemente é dinâmica.
O LAMENTO
era de que o desfalque em partidos políticos no Estado de Mato Grosso, seria em siglas consideradas pequenas diante das outras que tem maior destaque no nosso cenário, mas, se for levar em consideração o movimento local, o que se vê é que uma das primeiras siglas que irá sofrer a “Sindrome do abandono pelo PSD”   é o PR local. Pois, o empresário e vereador por Rondonópolis Mohamed Zaher (PR) se articula para disputar a sucessão de Zé do Pátio (PMDB). Ele é um dos três pré-candidatos da sigla e já cogita até deixar o partido, migrando para o PSD, se tiver a chance de concorrer ao cargo. “Se eu for, será nessas condições, para ser candidato pelo PSD”, reforça o republicano.
Vereador por quatro mandatos, Mohamed, que já presidiu a Câmara, diz não querer ser deputado. Ele lembra sua experiência como empresário e diz ter as qualidades necessárias para gerir Rondonópolis. “Sempre foi meu sonho ser prefeito. Se a população e meu partido entenderem que devo ser candidato, tenho vontade”, pondera. Antes de se lançar candidato, entretanto, o parlamentar já disputa espaço com pelo menos outros dois vereadores: Ananias Filho, que comanda o Legislativo, e Hélio Pichioni, que ficou à frente da Casa até o ano passado. ”Vamos trabalhar para fazer a melhor indicação. Acredito que a pesquisa é um bom método de escolha”, pontua Mohamed. Apesar de garantir estar animado com uma possível disputa no próximo ano, Mohamed reconhece que se o ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti voltar a integrar os quadros da legenda, ele é um forte nome para a disputa.
É MUITO BOM
ter essa confirmação de Mohamed Zaher de que realmente trabalhará um projeto eleitoral para ano que vem, mesmo que for por outro partido, pois teremos um grande candidato, com excelente perfil para governar Rondonopolis, e que será um grande concorrente. Na verdade a afirmação do edil republicano de que tem o desejo de disputar a prefeitura Rondonópolis em 2012, mas que poderia ceder a oportunidade para outro colega de partido, não tinha convencido ninguém, mas se sabendo da diplomacia do vereador, se ele for migrar para o PSD essa será apenas uma atitude educada de conseguir o que quer sem prejudicar os planos de outro filiado de sua sigla de origem.

2-CLIMA DE INSTABILIDADE
na administração de Zé Carlos do Pátio e na Câmara Municipal de Rondonópolis, pois o que se sabe é que os vereadores do PR de Rondonópolis voltaram a entrar em rota de colisão com o prefeito José Carlos do Pátio (PMDB). Na bronca com o gestor pela suposta falta de comprimento de um acordo, os parlamentares chegaram a “trancar” a pauta de votação na Casa nas duas últimas semanas. “Houve um trancamento da pauta, alguns parlamentares do PR estavam insatisfeitos porque compromissos não foram cumpridos”, admite o vereador republicano Mohamad Zaher.
Nos bastidores, a informação é de que o movimento em retaliação a Pátio foi articulado por Milton Mutum, líder do PR na Casa. O impasse só foi contornado com a visita de Pátio à Câmara, na última quarta (13). Da tribuna, ele defendeu uma relação institucional com a Casa, sem a influência de questões político-partidárias. “Sempre debatemos os projetos em conjunto. Antigamente os prefeitos tinham orçamento aberto de 20% a 30% e eu não tenho direito à nada”, afirmou.  Após o encontro, Pátio e os seis vereadores do PR fizeram as pazes. Além de Milton Mutum e Mohamed, representam o partido na Câmara Ananias Filho, Hélio Pichioni, Olímpio de Souza Alvis e João Gomes.

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