Papo Político

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1- POR QUE SERÁ
que o empresário Mauro Mendes decidiu continuar filiado ao PSB quando recebeu convites do PDT, DEM e foi assediado por várias outras siglas?
O que se sabe é que ele decidiu permanecer na sigla que filiou em 2009, quando deixou o PR, para garantir a efetivação do seu projeto de candidatura em 2012, devido ao projeto nacional do partido que planeja fusão com a nova sigla arquitetada pelo prefeito democrata de São Paulo (SP), Gilberto Kassab. Kassab deixará o DEM no próximo mês e a sua nova legenda deverá ser denominada de Partido Democrático Brasileiro (PDB) e abre espaço promissor para líderes como Mauro. Com aval de “renomados” do PSB, ele poderá se colocar em posição de enfrentamento com o presidente regional da sigla em Mato Grosso, Valtenir Pereira.
Isso não contraria, nem um pouco, o que já vinha sendo considerado por essa Coluna, que Mauro Mendes levaria em consideração o que fosse mais preponderante aos seus interesses políticos. Ou seja, uma atitude de mestre, de um administrador, de um empresário de sucesso, de uma pessoa determinada e centrada, mas o que é contra aos objetivos da sociedade, pois é uma atitude individualista. E enquanto tivermos políticos assim, é muito difícil que o cenário político melhore.
Mas, enfim o presidente regional do PSB, o deputado federal Valtenir Pereira, sempre analisou que essas conversações fossem antecipadas demais. E desagradando o parlamentar, o anúncio de Mendes, de “eu fico”, foi antes mesmo do que Pereira considerava discutir e definir no período certo, de realizar articulações, mesmo que prévias.
Agora não se sabe se Pereira está feliz ou não, quando sua insatisfação quanto as constantes discussões sobre as eleições de 2012 em torno do nome de Mendes nos arrematava a uma dúvida, se o parlamentar temia perder o grande projeto eleitoral do seu partido, ou na verdade o incomodava o fato de já ter o nome do empresário como favorito, quando ele, Valtenir Pereira pretende disputar a prefeitura de Cuiabá.
Aliás, esse grande projeto do PSB será um grande engate para o partido aqui em Mato Grosso, e isso na verdade, alegra muito quem faz parte desse âmbito político poder assistir o crescimento tão eficaz de uma sigla. Essa situação tão promissora já foi vista há alguns anos, quando o PR já dava grandes passos para o sucesso, e agora temos um outro partido com tendência de crescer.
O DINAMISMO
da política é fato, sendo que não se pode prever nada, garantir nada e nem afirmar nada. É claro que essa característica originou dos indivíduos que fundou essa política eleitoreira, com amarrações estratégicas e articulações pessoais, e como são interesses individuais é complicado termos decisões políticas constantes e que seguem uma mesma linha, sendo fiel a todas as propostas e princípios partidários, porque é do próprio ser humano ser inconstante e agir conforme seu tempo e sua vontade. Assim, não considerando a política como um sistema ou uma ciência, mas as relações entre os cidadãos que fazem parte dela, é que podemos apenas estudar as tendências, as quais normalmente não contrariam. E como já se esperava, ou seja, como foi analisado, o sucesso do PSB atrairia vários partidos, e termos com toda certeza e satisfação para quem aposta em grandes pleitos, um boa disputa em 2012.
2- LÍDERES
do PSB e PDT se reuniram nesta segunda-feira, 28,  em Cuiabá, para discutir com o presidente municipal do PCdoB, Ivo Aguiar Lopes Borges, a possibilidade de a legenda integrar o bloco Movimento Mato Grosso Muito Mais, que tem como um dos líderes o senador Pedro Taques (PDT), e que conta ainda com participação do PPS e do PV. O PCdoB, que nas eleições de 2010 selou parceria com a coligação Mato Grosso em Primeiro Lugar, liderada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), agora poderá rever sua posição política.
Aliás, o senador Pedro Taques (PDT-MT) e o deputado federal Valtenir Pereira (PSB-MT) afastaram qualquer discussão eleitoral na reunião da manhã de ontem, e o encontro dos dois serviu para  amenizar o clima tenso que tomou conta na semana passada das relações entre os dois políticos por conta da formação do Bloco “Mato Grosso Muito Mais”. ”Temos 11 pontos a serem discutidos. Vamos marcar um encontro após o carnaval, a primeira audiência pode ser na OAB-MT, Ministério Público e magistratura”, comentou o senador. “Vamos chamar todas as faculdades para realizar uma audiência. Vamos falar com direção das faculdades para eles liberarem alunos como aula de extensão”, completou Valtenir.
3- DA MESMA FORMA
que está sendo possível que políticos passam por cima da lei de fidelidade partidária, e conseguem migrar de uma legenda para a outra sem problemas, é tenebroso que a lei Ficha Limpa também seja burlada, como tivemos alguns exemplos de possibilidade de alguns políticos continuem atuando na política mesmo com um histórico e curriculum completo de falhas, denúncias e acusações.
Mesmo com o veto contra a mudança de uma legenda para outra por razões fúteis, na legislatura marcada pela imposição da fidelidade partidária pela Justiça eleitoral, quase uma centena de parlamentares mudou de partido. Ao todo, 79 deputados e 11 senadores migraram de legenda entre janeiro de 2007 e dezembro de 2010.
Desses 90 congressistas, 53 trocaram de sigla após os prazos estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como marco da fidelidade partidária e estariam sujeitos, em tese, ao risco de perderem o mandato. Mas apenas dois deles foram cassados: Walter Brito Neto (PB) e Robson Rodovalho (DF) – o segundo ainda conseguiu concluir o mandato porque entrou com recurso.
Além de estabelecer que o mandato pertença ao partido, a resolução prevê brechas para políticos trocarem de legendas. São elas: incorporação ou fusão de siglas, a criação de nova agremiação, mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário e grave discriminação pessoal. A norma também diz quem pode acionar o infiel na Justiça. Nos primeiros 30 dias, cabe ao partido, o principal interessado. Nos 30 dias seguintes, Ministério Público e suplentes podem pedir o mandato.

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