Papo Político

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no1 – O QUE SE VÊ
é uma política desenvolvida apoliticamente no Estado de Mato Grosso. As rixas e rusgas que estão determinando o cenário político mato-grossense, sendo que são os assuntos particulares que são considerados nas articulações e alianças. Os partidos que deveriam manifestar de forma democrática, priorizando as opiniões da maioria dos seus filiados, temem as reações de líderes e caciques. Lideranças que estão com a imagem desgastada diante da sociedade em Mato Grosso, e que surpreendentemente, ainda continuam na política, apesar das inúmeras falhas e erros cometidos nas vagas que exercem, ainda são poderosos nesses partidos e têm as decisões e reações temidas pelos filiados, como se esses líderes fossem onipotentes.

OS RUMORES
são de que o resultado inesperado das eleições deste ano no município de Rondonópolis é um reflexo do pleito de 2008, quando diante da decisão do município em eleger o então deputado estadual Zé Carlos do Pátio (PMDB) como prefeito municipal, o grupo adversário tomou atitudes de represália contra o município. Algo que se for verdade é vergonhoso e totalmente contrário do que esses políticos deveriam estar fazendo pela sociedade. Pois, é de se questionar como que picuinhas políticas e pessoais podem exercer um poder tão grande sobre um município de quase 200 mil habitantes. Mas, que felizmente a população rondonopolitana mostrou, através do resultado do pleito desse ano, que as atitudes avessas do que se esperado, determinam mudanças significativas na política, ou seja, tem muito político por aí com medo de perder o reinado.

SE FOR PENSAR
nas articulações imprevistas que aconteceram nessas últimas eleições e nos apoios que muitas figuras políticas insistem em afirmar que não deveriam existir, é de se questionar não somente o respaldo oferecido pelo prefeito Zé Carlos do Pátio, mas também a união do PMDB e do PR para o lançamento da candidatura do governador Silval Barbosa (PMDB) à reeleição. Analisando o início dessas articulações, era muito mais coerente a decisão de apoio de Pátio ao ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), que lhe deu respaldo em 2008, que faz parte do partido que adotou o projeto de postulação de Pátio, que tem como vice-prefeita a tucana Marília Salles, do que a aliança dos peemedebistas com os republicanos com o mesmo objetivo eleitoral, quando já explicitaram as suas divergências políticas. No entanto, como a Coluna já afirmou, Silval Barbosa ainda não migrou para o Partido da República, sendo a sigla que mais se identifica, por motivos de força maior, e que a participação do PMDB nesse projeto de candidatura com o PR, foi plenamente burocrática.
ASSIM,
se houver algum tipo de vingança do governador reeleito no domingo, Silval Barbosa, a Rondonópolis, devido o não apoio do prefeito, é de se dizer, que a escolha ao nome de Mauro Mendes pelo nosso município foi mais que justo. E em próximas eleições, quando haverá mais projetos de concorrência do PR e PMDB, esses dois partidos não devem contar com os votos do nosso eleitorado.
MAS,
fiasco é a inquietação dos vereadores peemedebistas de Rondonópolis diante do receio em relação à reação do deputado federal reeleito Carlos Bezerra e da deputada estadual eleita Teté Bezerra ao se deparar com um número tão baixo de votação. Eles acreditam que a redução da preferência eleitoral ao nome de Bezerra é consequência da atitude de Pátio.

2 – A VEREADORA
Mariuva Valentim Chaves (PMDB) foi uma das primeiras a manifestar apoio à expulsão do prefeito do partido, tentando antecipar a decisão do cacique maior que deverá responder a estas questões, não se sabendo, se realmente haverá uma reunião em relação a eleição desse ano mesmo, e que o partido tomará uma decisão tão radical. Lembrando que a vereadora procurou a Coluna dias antes do início oficial da campanha eleitoral de 2010, para falar do seu apoio a Teté Bezerra, se caso ela lançasse sua candidatura a deputada estadual.

3 – O GOVERNADOR SILVAL
Barbosa garantiu que não haverá atitudes de represália aos municípios onde ele foi derrotado por Mauro Mendes ou Wilson Santos, sendo que além de Rondonópolis, ele perdeu em Cuiabá para o socialista.  ”Independente se ganhei ou não aqui em Cuiabá ou em Rondonópolis, não haverá retaliação. Quero governar para todos os municípios”, garantiu Silval, que já marcou, inclusive, uma reunião com o prefeito Chico Galindo para tratar de assuntos do PAC. O que era de se esperar de um político coerente e sensato.

4 – AGORA
que a população brasileira decidiu pela realização do segundo turno, após uma campanha eleitoral com várias acusações, denúncias e escândalos, é de se dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questiona se a escolha da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), foi feliz. Levando em consideração a competência da petista dos trabalhos desenvolvidos nos cargos que exerceu na presidência lulista, do seu destaque à frente do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e principalmente, pela decisão de lançar uma mulher no projeto de candidatura  à Presidência da República, a fim de, conseguir o apoio do grande eleitorado feminino do país, foi definido o projeto com o nome de Dilma. Mas, não era esperado que o nome da ex-ministra estaria tão atribuído aos vários escândalos registrados e às denúncias do principal adversário da candidata petista, o ex-governador José Serra (PSDB). E que ainda apesar de todo trabalho depositado, Dilma Rousseff não conseguiu desenvolver um perfil tão popular quanto Lula e ainda coerente, pois alguns dos seus projetos não corresponderam a vontade do povo, e ainda a ex-ministra não conseguiu se sair das saias justas que foram surgindo durante o pleito. José Serra, durante o processo de disputa sempre destacou sua experiência política através dos vários cargos públicos ocupados e todas as suas ações realizadas, enquanto que Dilma tinha que se basear nas realizações do presidente Lula e do PAC.

5 – O MAIS NOVO SENADOR
que representa o Estado de Mato Grosso, Pedro Taques, está mostrando que mereceu os votos que recebeu, pois grande parte do eleitorado que atribuiu sua preferência ao filiado ao PDT, devido a seu jeito polêmico, e por não deixar imposições políticas e partidárias, diferente daquilo que pensa para o bem-estar da sociedade, influencie nas suas decisões. Sobre a candidatura de Dilma nesse segundo turno, ele disse que primeiro quer conhecer a ex-ministra para decidir seu apoio nesse segundo turno. “Continuo afirmando que não conheço a Dilma. Ela não sabe quem é Pedro Taques. Portanto, só depois do encontro que terei com ela é que vou definir se irei apóia-la ou não. Não vou aceitar imposições, tenho liberdade do meu destino”, disse, se contradizendo em seguida quando reconheceu que tem laços com o PDT, que faz parte do PDT que apóia Dilma Rousseff.

1 COMENTÁRIO

  1. Em outros tempos já fiz elogios públicos a esta coluna, por entender que seu suposto titular procurava manter uma razoável imparcialidade requerida pelo bom jornalismo. Mas, de uns tempos para cá, estou obrigado a rever meus conceitos. Aqui, opiniões nitidamente favoráveis à alguns grupos políticos são perfiladas ao lado de críticas ácidas a outros. Também, o preceito básico do jornalismo – de ouvir os dois lados de qualquer fato – é sistematicamente desrespeitado. Análises e opiniões desconexas, carentes de qualquer embasamento teórico, vem se tornando uma rotina lamentável. Essa prática ficou evidente quando esta coluna, há alguns dias, interpretou ao seu “estilo”, o rompimento do PCdoB com a atual administração municipal. Agora, inacreditavelmente, tenta desqualificar a candidatura de Dilma Rousseff, se apegando à uma campanha difamatória, sórdida e mentirosa, que corre pela internet, patrocinada pelos opositores desesperados e sem projeto para o Brasil. Lamentável essa postura! Como se diz: devagar com o andor ou esse espaço cairá, definitivamente, na vala negra de esgoto que vem caracterizando grande parte da mídia brasileira nas últimas décadas. Daí, o caminho é um só: o precipício da total descredibilidade!

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