Descobrimento do Brasil – II/II

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A partir de 1530, com a expedição de Martin Afonso de Souza, Portugal começou a se interessar por colonizar as terras novas, isso devido ao receio de perder as essas terras para invasores, como os ingleses, franceses e holandeses, os quais não participaram do Tratado de Tordesilhas. Piratas a serviço desses países praticavam a retirada ilegal de madeira de nossas florestas ao longo do litoral. Havia a necessidade de proteger e ocupar essas terras. Surgiram as Capitanias Hereditárias, com plantio de cana de açúcar e posterior, em 1548, foi instalado o Governo Geral.
Foram descobertas, no final do século XVII, riquíssimas minas de ouro nos atuais estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, proporcionando o povoamento no interior. Em 1789, a coroa portuguesa impôs a cobrança de impostos supostamente atrasados (a famosa Derrama) e a insatisfação foi geral, de modo que eclodiu a Inconfidência Mineira e Tiradentes, um de seus líderes, foi enforcado e esquartejado para servir de exemplo.
Com a vinda da Família Real e sua corte para o Brasil no início de século XIX, fugindo das invasões napoleônicas, o regente Dom João VI realizou a abertura dos portos, permitiu fábricas e fundou o Banco do Brasil. Quando retornou para Portugal deixou em seu lugar o filho Dom Pedro I, como regente do país. Em 7 de setembro de 1822, a Independência foi proclamada por Dom Pedro I, que reinou até 1831, quando foi sucedido por seu herdeiro Dom Pedro II com apenas 5 anos de idade. Em 1840, com apenas 14 anos de idade sua maioridade foi declarada, sendo coroado imperador do Brasil. Em 1849, Dom Pedro II extinguiu o tráfico de escravos, permitindo que imigrantes europeus viessem para as Terras Novas, percebendo determinado salário. Houve, por exemplo, a Guerra do Paraguai e a Revolução Farroupilha, que terminaram de modo satisfatório, consolidando ainda mais nosso território. Porém, somente em 1888 a princesa Isabel, filha de Dom Pedro II, assina a lei extinguindo a escravidão no Brasil. Na verdade, o império enfraqueceu e em 15 de novembro de 1889 houve a proclamação da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca que perdurou até 1930, com Getúlio Vargas no poder. Era o fim da Velha República.
Marchas e contra marchas o Brasil foi-se modernizando, principalmente através da criação de estatais que, para o momento eram mais que necessárias. Incrementou-se também a iniciativa privada com a abertura de várias fábricas, de modo que o comércio também se fortaleceu. Leis foram promulgadas, na maioria em vigor até o presente. Diversos presidentes se sucederam e, nos anos 60, com movimentos comunistas no Brasil pela tomada do poder, financiados por Cuba e União soviética, os militares implantaram o regime militar, suprindo direitos constitucionais, calou a imprensa e extinguiu os partidos políticos, permitindo o bi-partidarismo, que perdurou por duas décadas. Em 1988, deputados e senadores promulgaram a nova Constituição, com algumas novidades, dentre elas a ampliação dos direitos individuais. Enfim, a redemocratização. O Brasil avança economicamente e se insere no contexto internacional, apesar de alguns tropeços governamentais que permitiram que a corrupção e a impunidade se agigantassem e se alastrassem pela Pátria.
De modo resumido, esses são alguns dos fatos relevantes desde o descobrimento aos dias atuais, mas temos ainda pela frente enormes desafios, como reforma agrária, combater a corrupção, pobreza e miséria, postos de trabalho, moradia, saúde, segurança pública, educação, saneamento básico, fomentar as pesquisas nas diversas áreas e assim por diante. É um longo caminho, demorado, porém dentro de um planejamento de médio e longo prazos podemos perfeitamente chegar lá, basta que se tenha de fato vontade política em realizar.

(*) ORLANDO SABKA é morador em Rondonópolis – E-mail: [email protected]

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