Ferrugem se alastra e causa prejuízos

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A situação mais crítica quanto à ferrugem asiática está na região sul do Estado
A situação mais crítica quanto à ferrugem asiática está na região sul do Estado

A safra 2009/2010 de soja tem sido marcada em Mato Grosso pela alta incidência e severidade da ferrugem asiática. Ao contrário das duas safras anteriores, a ferrugem ganhou força na safra atual que está sendo colhida devido à antecipação do plantio e, principalmente, ao clima favorável à doença, com muita umidade e altas temperaturas. Com isso, a palavra-chave dos produtores neste momento deve ser o “monitoramento”, o “acompanhamento”, das lavouras.
O gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), engenheiro agrônomo Luiz Nery Ribas, observa que o programa Anti-Ferrugem já contabiliza o registro de mais de 500 focos do fungo em todo o Estado. Na verdade, o profissional atesta que a ferrugem asiática já está presente em 100% das áreas de soja de Mato Grosso. Por isso, repassa que agora a preocupação é avaliar o nível de controle e severidade da doença.
Devido ao avanço da ferrugem, Nery Ribas reforça que o acompanhamento das lavouras deve ser diário. A situação mais crítica quanto à doença está na região sul do Estado. O gerente técnico faz a estimativa de que o uso de fungicidas no Estado deve aumentar nesta safra em pelo menos 01 ou 1,5 aplicação em relação à safra anterior, quando foi feita uma média de 2,9 aplicações por produtor.
O aumento da incidência e severidade da doença reduz a produtividade e aumenta os custos nas lavouras. Nesse contexto, as perspectivas são de preocupação para os produtores. O intervalo de aplicação do fungicida, por exemplo, tem caído para 12 a 13 dias em média. Mas como apenas entre 50% e 60% da safra de soja atual foi colhida em Mato Grosso, Nery Ribas argumenta que não é possível ainda quantificar ao certo os prejuízos causados pelo fungo.

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