A briga interna no PMDB foi parar ontem (3) no plenário do Senado, onde o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) voltou a fazer duras críticas a seu partido. Ele acusou o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), de retaliação ao retirá-lo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e abriu mão de participar de qualquer outra comissão nas vagas pertencentes ao partido.

Segundo ele, “nem na ditadura militar” foi tão cerceado como agora pelo comando peemedebista. Jarbas Vasconcelos reafirmou que não retira uma palavra sequer das considerações que fez em entrevista à uma revista a respeito de Renan Calheiros; do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP); e das políticas implementadas pelo governo federal.

Jarbas Vasconcelos denunciou, ainda, que está sob investigação de arapongas. Entretanto, não citou nomes nem tampouco apontou os mandantes das supostas espionagens. “Sei que estão levantando minha vida, minhas prestações de contas à Justiça Federal e à Receita”, disse o senador em seu discurso.

Em um recado aos supostos investigadores, Jarbas Vasconcelos afirmou que não teme qualquer ação contra ele, acrescentando que enfrentou coisas piores quando enfrentou o regime militar. “Vocês não me amedrontam”, disse.

Quanto aos nomes dos corruptos peemedebistas, o parlamentar afirmou que não faz parte de sua atribuição apontar nomes. “Para isso existe a Receita Federal, a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral”. Ele ressaltou, no entanto, que os parlamentares que lhe cobram isso não honram o mandato para o qual foram eleitos.

O senador reservou parte de seu discurso para comentar os problemas gerados pela disputa política em torno do controle do fundo de pensão Real Grandeza, de Furnas. Ele defendeu uma auditoria para investigar a aplicação dos recursos que compõem o fundo de pensão.

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