Manoel Machado: “Saindo das eleições com desempenho considerado decepcionante, devendo agora se reorganizar para continuar na política depois que deixar a vice-prefeitura…”

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1- MATÉRIA do A TRIBUNA, edição de ontem, sábado, representa em termos jornalísticos uma verdadeira bomba, uma vez que consoante do que consta dos autos do processo formado sobre compra de votos no dia cinco de outubro, dia das eleições para prefeito, vice-prefeito e a vereadores em Rondonópolis, teria sido constatado ato em flagrante da venda antecipada de sufrágios.

A representação do Ministério Público (MP) pede a não diplomação dos eleitos para prefeito e vice, e se tal ato já estiver ocorrido, é determinada a cassação dos referidos diplomas, o que implicaria em uma nova eleição para provimento dos cargos para os ocupantes do Paço Municipal, uma vez que a eleição para a Câmara Municipal não foi contestada.

É de observar, no entanto, que tais atos deverão ter o respaldo da justiça eleitoral e que não deve acontecer de forma tão rápida como se prevê. Cria-se, portanto um clima de incertezas sobre o que possa ocorrer e certamente que a população está atenta ao desenrolar dos acontecimentos.

É de ser lembrado que a questão está sendo examinada também pela Polícia Federal, a qual está fazendo as competentes investigações para poder se pronunciar a respeito.

Aliás, o suposto fato teve ampla repercussão na sessão ordinária de quinta-feira, 23, da Assembléia Legislativa Estadual, quando em discurso proferido da tribuna daquela Casa de Leis, o prefeito eleito e deputado estadual Zé do Pátio, questionou e estranhou a posição do secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado, Diógenes Curado, o qual concordou com a integração da Polícia Civil nas investigações já em andamento sobre a suposta compra de voto.

2- MUDANDO DE ASSUNTO, é de escrevermos que através do envio de um e-mail, o ex-candidato a vereador nas eleições deste ano, o peemedebista Odair Rosa, informou à Coluna que o também peemedebista, o vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, Fulô, tem manifestado interesse em se candidatar a deputado estadual nas eleições de 2.010, quando seria o segundo vereaedor a tentar chegar ao parlamento estadual, uma vez que o vereador Adonias Fernandes, do mesmo partido, já anunciou tal intenção, sendo que ambos têm sido eleitos sucessivamente para a Câmara Municipal, mostrando serem bons de votos, e competiriam com os atuais deputados estaduais de Rondonópolis, Vilma Moreira (PSB), Gilmar Fabris (DEM), Sebastião Rezende e Hermínio J. Barreto, ambos do PR.

No entanto, para a eleição à Assembléia Legislativa necessitarão de ter no mínimo sete a oito vezes mais o número de votos obtidos para serem eleitos para a Câmara Municipal, não bastando apenas estarem aparecendo na mídia local, sendo necessário buscar os votos de pessoa em pessoa, de casa em casa, de bairro em bairro, em outros municípios, o que demanda em despesas operacionais, sendo de se perguntar se terão dinheiro suficiente para tal trabalho, tendo que competir com os atuais deputados, os quais, com muito mais experiência e votos certos na cidade, região sul e em todo o Estado, deverão disputar a reeleição com maiores chances de êxito. Evidentemente, a conferir.

Odair Rosa disse ainda que “existe outros nomes a serem estudados, pois o vereador Adonias se reelegeu em último lugar dentro do Partido. Isso mostrou sua decadência em relação ao outro pleito. Dr. Manoel foi o mais votado e retornará à Câmara com todo gás possibilitando também a sua candidatura a deputado”.

3- COMO A COLUNA havia previsto, o ainda vice-prefeito Manoel Machado (PR), o popular Maneco de Vila Operária, teve dificuldades na campanha para a vereança e acabou não se elegendo, obtendo uma votação considerada muito pequena e, portanto, decepcionante, devendo ficar sem mandato durante quatro anos, devendo retornar a conquistar a presidência da Associação dos Moradores do Distrito de Vila Operária, quando terá a oportunidade de vir a se destacar novamente na defesa do bairro, o que poderá lhe dar condições de também fazer política, quando poderá se engajar na campanha de um candidato a deputado federal e de um estadual e também de um postulante ao Senado, como o republicano Wellington Fagundes, por exemplo, o qual deverá ter o filho João Antônio como candidato à Câmara Federal, o qual se mostrou muito competente como candidato a vice-prefeito de Adilton Sachetti (PR), mostrando muito trabalho e uma excelente oratória.

4- ESTANDO ÀS PORTAS de novembro, é de lembrarmos que o mundo todo acompanha com vivo interesse a campanha eleitoral à presidência dos Estados Unidos, cuja eleição se dará no próximo dia quatro, visto tratar-se de um país que é líder absoluto do mundo livre e cujos governantes de alguma forma têm influência na discussão e solução dos problemas mundiais.

Assim sendo interessa ao mundo saber as características políticas principais dos que disputam a presidência da grande nação do norte, sendo dois nomes, ou seja, o republicano John Mackenzie e o líder negro, o democrata Barach Obama, o qual lidera a disputa com dez pontos de vantagem sobre seu oponente.

É de observar que os Estados Unidos são tidos como um país racista e que no passado era dono de um racismo radical, visto que ao ver um negro na mesma calçada onde estava, o branco ia para o outro lado da rua. No entanto, agora sem tanto radicalismo, o racismo parece estar no fim, no entendimento da maioria dos norte-americanos, visto que Obama lidera a disputa eleitoral com dez pontos de vantagem sobre John Mackenzie, quando pela primeira vez se poderá ter um presidente negro, como, aliás, previu a mais de cinqüenta anos atrás o consagrado escritor brasileiro, nascido e residente em Taubaté, no Estado de São Paulo, José Bento Monteiro Lobato, o qual editou um livro sob o titulo “O presidente negro” , quando na narrativa os norte-americanos tomaram a histórica decisão, a qual poderá ocorrer agora. Evidentemente a conferir.

5- É DE SE INFORMAR, que os novos prefeitos eleitos nas eleições municipais deste ano, a assumirem a partir de janeiro do próximo ano, deverão trabalhar para diminuir a desigualdade social no país.

Os novos prefeitos devem trabalhar para extinguir as desigualdades urbanas, distribuindo igualmente os recursos públicos, investindo mais nas regiões mais pobres das cidades, mais precisamente na infra-estrutura e transporte.

Tal recomendação é de Cecília Martinez Leal, diretora do escritório regional para América Latina e Caribe, constante do programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanas. Segundo ela, é preciso ter um bom planejamento urbano com programa em favor dos mais pobres, sem esquecer em trabalhar nas comunidades.

Segundo ela, “a governança e a gestão urbana e efetiva pode promover a igualdade e a sustentabilidade. São componentes cruciais para a construção de cidades sustentáveis”.

O relatório intitulado Estado das Cidades Mundiais 2008/2009, da Organização das Nações Unidas (ONU), apontou os países da América Latina e do Caribe como os que concentram as cidades como maiores desigualdades entre ricos e pobres.

Resta saber, no entanto, de onde vai vir para a concretização desse programa, visto que os governos, tão centrais como dos estados, possuem pequenas verbas para ajudar os municípios, aliás, tirando deles uma boa parcela do que arrecadam.

Esta situação não é compatível a nenhuma parte do mundo, mesmo nas sociedades mais desiguais, os grupos mais pobres geralmente recebem parte ínfima da renda nacional.

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