Feijão, cebola, trigo, amendoim, soja, milho e café continuam puxando a renda agrícola de 2008 para cima. Estes produtos representam 59% do Valor Bruto da Produção. De acordo com o acompanhamento da renda agrícola realizado pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a estimativa de renda agrícola para este ano ficou em R$ 164 bilhões, 17% superior em valores reais à renda obtida em 2007.

O coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques, salienta que os efeitos da crise financeira internacional não foram considerados neste estudo porque as informações de preço referem-se a julho. Apenas os preços do café são de setembro.

Conforme a pesquisa, outros produtos também apresentam aumento de renda, embora em percentual menos acentuado. São eles o arroz (17,6%), banana (4,7%), batata inglesa (9,9%), cacau (12,7%), fumo (2,1%), laranja (6,5%), mandioca (2,9%) e tomate (16,5%).

Assim como o observado em análises anteriores, alguns produtos registram redução de renda em 2008, como o algodão herbáceo, a cana-de-açúcar e a uva. Entre estes, de acordo com Gasques, a cana-de-açúcar se destaca pela redução de renda, mesmo com produção recorde.

Renda agrícola por região – O destaque quanto ao aumento de renda é a região Centro-Oeste, com um incremento de 50%. Para as demais regiões, os aumentos são mais modestos. O norte do País deve apresentar uma redução na renda agrícola, observa Gasques.

Cálculo da renda – A renda agrícola refere-se ao Valor Bruto da Produção de 20 lavouras e é obtida multiplicando a quantidade produzida pelo preço recebido pelos agricultores. A metodologia de cálculo da renda do café mudou em setembro. Os preços utilizados são do Cepea/Esalq/USP para o café Arábica tipo 6 e, no caso do Espírito Santo, foi utilizado o preço do café Conillon tipo 6, também do Cepea. Os demais preços continuam com a fonte da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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