Mau exemplo

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Todas as pessoas que transitam diariamente pela Praça Brasil, na Rua Fernando Correa, esquina com a Amazonas, se deparam com a enorme quantidade de lixo ali existente. Acontece que esse lixo (copos descartáveis, papéis, embalagens de diversos tipos de alimentos, restos de alimentos) é ali jogado na calçada e no gramado por estudantes que estudam no EEMOP, seja antes das aulas, como também depois delas. Alguns até “matam” aula para ficarem pelas redondezas, a ponto de responsáveis pela escola irem até a praça para chamá-los para adentrar na escola, em suas respectivas salas de aula. E, de acordo com a coordenação da escola, isso tem ocorrido com freqüência. É um alerta para os pais desses alunos.

Alguns, que se dizem mais “espertos”, telefonam para casa avisando que terão prova fora do horário normal da escola, ou simplesmente que a aula terminou mais cedo, que haverá uma reunião dos professores e coisas desse gênero e permanecem na esquina da praça, ao longo da mureta a conversar, comer guloseimas, beber refrigerantes e achocolatados, jogando os invólucros pela calçada e no gramado, dando mau exemplo e péssima imagem. Nada contra os jovens se divertirem, mas depois das aulas e pondo o lixo no lixo.
Todas as vezes que por ali passamos, vemos toda essa sujeira, um quadro deprimente e irresponsável de alguns de nossos jovens. Entendemos que eles ainda têm muito que aprender mas, vez por outra, perguntamos aos jovens por que jogam lixo no chão. A resposta é sempre a mesma: Ah, tio, mas não tem lixeira por perto! Algum mais afoito diz “não tô nem aí”.
Em parte, eles têm razão e caberia à Prefeitura e/ou a Associação Comercial e Industrial, como também os clubes de serviço, encetarem campanha em prol de se providenciar lixeiras para aquele setor e para outros do centro de nossa cidade, pois do jeito como está é um “belo mau exemplo”.
Mas existe também o outro lado da moeda. A maioria dos vendedores ambulantes, que antes estava em torno da antiga estação rodoviária, migrou para a Praça Brasil. Deveriam ter em seus estandes e/ou carinhos ambulantes ao menos uma lixeira e alertar os jovens que lugar de lixo é na lixeira. Os jovens, por sua vez, já sabem disso, pois campanhas nesse sentido nunca faltaram, inclusive em salas de aula.
São jovens adolescentes que freqüentam o 2º grau e, com certeza, pensam em seguir uma profissão futuramente. Sabem o quanto que é difícil estudar e estar bem preparado para enfrentar um vestibular, pois é competição e somente os melhores colocados terão chance de seguir em frente, enquanto que os outros terão que tentar outra vez, talvez mais vezes para conseguir lugar ao sol. Assim é a vida e ela nos ensina desde pequeno.
Sejamos todos nós responsáveis, vamos manter nossa cidade limpa. Vamos fazer a nossa parte. Procedendo assim é sinal de respeito, de cidadania, de dever cumprido em prol do bem estar de todos.

(*) ORLANDO SABKA é morador em Rondonópolis – E-mail: [email protected]

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