Pelo menos 60 pessoas foram presas ontem, 29, durante a operação Termes da Polícia Federal, em Mato Grosso. Cerca de 250 policiais federais e 20 da Força Nacional desencadearam a operação com o objetivo de desarticular um esquema de liberação de cargas irregulares de madeira envolvendo advogados e servidores públicos de diversos órgãos, entre os quais a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Polícia Rodoviária Federal.

Entre os envolvidos há 29 servidores estaduais, dez policiais rodoviários federais, oito PMs, dois policiais civis, além de madeireiros e advogados.
Segundo a Polícia Federal, o objetivo da operação era cumprir 58 mandados de busca e apreensão e cerca de 67 mandados de prisão nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, São Félix do Araguaia, Comodoro, Cáceres, Porto Esperidião, Sinop, Colíder, Porto dos Gaúchos, Marcelândia, Cláudia, Alta Floresta, Paranaíta e Aripuanã.
O esquema, de acordo com a PF, foi descoberto a partir da deflagração da operação “Arco de Fogo”, que visa reprimir os crimes ambientais na floresta amazônica, e consistia na facilitação em todas as fases no processo de comercialização de madeira.
A fraude ocorria com o pagamento de suborno a funcionários da secretaria estadual do Meio Ambiente, para obter a aprovação de projetos florestais.
Funcionários do governo do Estado “esquentavam” notas fiscais falsas para carregamentos irregulares de madeira e, se a irregularidade fosse detectada, policiais rodoviários também entravam no esquema de propina.

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