A Delegacia Especializadas do Meio Ambiente e a Delegacia Regional de Várzea Grande, da Polícia Judiciária Civil, assumiram as investigações dos 29 frascos com fetos e embriões humanos encontrados no domingo (27), no lixão de Várzea Grande.

Segundo o delegado Antônio Esperandio, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), as unidades vão apurar se houve manipulação errada do material hospitalar, investigar a origem dos fetos, se é produto de aborto espontâneo ou criminoso e todas as circunstância que envolve o caso. “A princípio está descartada a possibilidade de o material ter como origem aborto criminoso porque os frascos estão identificados”, disse o delegado.

A Delegacia do Meio Ambiente vai investigar o local onde o material foi encontrado, um lixo comum destinado a depósito de produtos domésticos. Conforme prevê a legislação municipal, lixo hospitalar deve ser depositado em aterro sanitário específico ou local adequado.

Ontem, o delegado Antônio Esperandio, da DHPP, ouviu uma auxiliar de enfermagem do Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande. Ela teria depositado o material em sacos plásticos e deixado separado em uma sala, anexa ao centro cirúrgico e a sala de esterilização do Pronto Socorro. A Polícia ainda não descobriu quem fez o recolhimento do material.

Ainda no domingo (27), todo o material encontrado foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia. Junto com o material, acondicionado em garrafas pet, havia também documentos que identificavam o Pronto Socorro de Várzea Grande, um hospital particular, nomes de médicos e até das supostas mães. O delegado Antônio Esperandio, solicitou ao Instituto Médico Legal a definição exata do tipo de material encontrado.

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