Desde a pavimentação asfáltica das rodovias BR-364 e 163, no início da década de 70, especialmente no trecho entre Rondonópolis e Cuiabá, não houve nenhuma obra significativa que aumentasse a capacidade de tráfego.

São mais de 30 anos sem obras de ampliação. Só pela qualidade e quantidade de veículos que transitavam naquela época e os números atuais é fácil constatar que a rodovia, em tempos hodiernos, não comporta o número de veículos que nela trafegam diariamente.

A frota nacional de veículos cresceu assustadoramente nessas últimas três décadas, enquanto que a rodovia permaneceu a mesma, sem ampliação e melhoramentos suficientes para comportar todo esse incremento na demanda.

Outro fator que não pode ser esquecido é quanto ao aspecto tecnológico e a velocidade dos veículos que hoje trafegam, diferentemente daqueles do início dos anos 70, onde os carros eram, por exemplo: Corcel, Brasília, Belina, Variant, Kombi, Rural, etc., e a frota de caminhões era muito menor e com capacidade máxima de carga oito toneladas, mas agora os bi-trens superam sessenta mil quilos.

É assustador que esse trecho seja demandado por 13.000, 14.000 veículos diariamente. Desse número, somente as carretas e caminhões representam de 6.000 a 8.000 veículos.

Entre Rondonópolis e a Serra do São Vicente são duas rodovias federais em um mesmo leito (BRs 163/364), a partir dali passam a ser três com a integração da BR-070, local por onde passa todo o tráfego terrestre daqueles que necessitam deslocar-se para a região norte do estado e do país.

Não há outro modal viário entre Rondonópolis e Cuiabá senão a via terrestre. Não houve investimento em ferrovia ou qualquer outro meio de transporte. Houve sim uma enorme expansão demográfica e econômica da região com a expansão da fronteira agrícola, gerando com isso um grande incremento na produção agroindustrial e a demanda pelos meios de transportes cresceu assustadoramente. E a rodovia? Permanece a mesma.

Mesmo que haja previsão no PAC – Plano de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, de dotação orçamentária suficiente para duplicação desse trecho da rodovia, imprescindível que haja gestão política visando a liberação e correta aplicação dos recursos na construção da estrada, que infelizmente está passando a ser conhecida nacionalmente como: “rodovia da morte”.

Até quando faremos parte desta horrenda estatística de mortos e feridos? Assistimos, ouvimos e lemos diária e passivamente as seguintes manchetes: “PRF registra aumento em número de acidentes; buracos causam acidentes na BR-364; Operação Corpus Christi marcada por cinco mortes; Uma pessoa morre nas BRs do Estado a cada dois dias; Choque entre carretas provaca duas mortes; Mãe e filho morrem em mais um acidente grave ocorrido na BR 163; Acidente na BR-364 deixa estudantes feridos; Polícia registra onze acidentes em MT; etc.”, sem que nada seja feito para diminuir essa tragédia.

Todos os números e estatísticas apontam para uma só direção: o caos.

Até quando assistiremos passivamente a essa mortandade que faz tantas vítimas quanto a guerra do Iraque?

O país ficou chocado quando se noticiou, em apenas um ano, os dois últimos acidentes aéreos que vitimaram mais de 370 vidas humanas. Mas não se vê indignação ou estarrecimento quando, essa mesma quantidade de vítimas fatais são ceifadas anualmente nos acidentes ocorridos nesse trecho da rodovia.

A rodovia já não tem mais horários de pico, nem mesmo na madrugada há arrefecimento da demanda e o número de acidentes só recrudescem: em 2003 foram 288; em 2004, 302, em 2005 o número sobe para 314, em 2006 aumenta para 326 e, em 2007 já são 180 acidentes até o final de julho.

Enfim, o limite da capacidade já foi superado, os políticos não tomam providências e sociedade é a única vítima desse descaso.

A maçonaria é composta por homens dignos e honrados, por isso tem legitimidade para ser a interlocutora dos anseios da sociedade.

A ordem maçônica de Mato Grosso é gerida e administrada por ilibados e excelentes líderes, por isso rogamos, aos maiores dirigentes da ordem maçônica nesse Estado, para que intercedam junto às autoridades para solucionarem esse problema que aflige a todos.

Rondonópolis, 20 de agosto de 2007.

Lojas Maçônicas:
Marechal Rondon
Acácia Amarela
X de Dezembro
20 de Agosto
A Sombra da Acácia
Obreiros do Cerrado
Obreiros da Arte Real
Estrela do Leste

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here