Há certamente vinte e três anos, em fevereiro de mil novecentos e oitenta e quatro, comecei nesse Estado de Mato Grosso, precisamente no distrito de Cruzeiro d’ Oeste (hoje Glória d’ Oeste), a minha missão de catequista, com uma turma de catequizando adulto, Crisma.

Hoje colaboro com a comunidade São Miguel, Paróquia Nossa Senhora de Aparecida, Coordenação Diocesana e Regional de Catequese e venho até vocês falar dessa missão que Deus nos dá quando recebemos o batismo, missão essa que é levar a Boa Nova de Jesus Cristo a toda a criatura. “Ide fazei meus discípulos”! Mt.28,19.

Precisamos ser revolucionários para transmitir a mensagem de Jesus Cristo. Mas um revolucionário pedagogo. Não podemos estar arraigados em conceitos pré-estabelecidos. A sociedade, na qual estamos, evolui muito rapidamente e quem não faz uma revolução na própria maneira de ser, de existir e de transmitir, fica para trás.

Precisamos ser empreendedores, sair de nós mesmos, precisamos revolucionar. Temos que ter qualidade, e com que qualidade nós estamos trabalhando os nossos encontros de catequese? Queremos uma catequese de qualidade, mas não temos a coragem de fazer investimentos em nossa área. Quem não se inquieta não se inquietará jamais. Precisamos ser empreendedores! Sendo empreendedores temos que colocar a pessoa, o catequizando em primeiro lugar. Temos que ser apaixonados pelo catequizando. Se olharmos para os mártires e para aqueles que são perseguidos iremos perceber que ali existe preocupação com a pessoa e se você catequista, considerar a pessoa apenas como um a mais não terá êxito.

Quando se assume o compromisso com o catequizando, quando o colocamos no centro de nossas preocupações, outro fator se evidencia, a confiança e quando a pessoa percebe o grau de confiança que nela é objetivado, nasce espontaneamente a dedicação, criatividade e a cooperação.

“Que a preocupação de promover uma catequese ativa e eficaz não ceda nada frente a qualquer outra preocupação, seja ela qual for. O vosso papel principal há de ser o de suscitar e o de alimentar uma verdadeira paixão pela catequese; uma paixão, porém, que se encarne numa organização adaptada e eficaz, que empenhe na atividade as pessoas, meios e instrumentos e também os recursos financeiros necessários. Se a catequese for bem feita, nas vossas Igrejas, tudo o mais será feito com maior facilidade”. (João Paulo II CT 15.63 – 1979).

Venho encorajá-lo para enfrentar a sua missão com ardor missionário, sentir-se chamado, enviado, empolgado até o ponto de não guardar somente para você o que Jesus colocou em sua vida. Você sendo um verdadeiro catequista, teve uma experiência com Jesus, acredito que foi profunda e íntima.

Hoje, como na época de Jesus o povo vivia rodeado por uma política injusta, do imperialismo militar dos romanos, problemas familiares, economia, violência, saúde, desemprego…, mas Jesus, vendo a multidão que sofria ficou tomado de compaixão, por que amava. Diante desta realidade de desafios você pode até pensar que não tem muita coisa para comemorar nesse seu dia, mas eu lhe garanto que tem, pois Jesus chamou os discípulos porque os amava e você foi um dos quais Ele escolheu para anunciar a Boa Nova, “Não foram vocês que me escolheram, fui eu quem vos escolhi”, (Jo 15), além de escolhê-los convidou-os para ficar com Ele.

Ficando com Ele, você pode criar comunidades justas, solidárias, resolver problemas de muitas famílias, combaterem a violência, viabilizar meios para organizar o sistema de saúde de sua comunidade, conseguir emprego para os desempregados, pois aqueles que encontram Jesus vão trabalhar apaixonadamente para construir o Reino de Deus: nas pessoas e criaturas, organizações e estruturas, situações e ambientes, nas igrejas e religiões, nas raças e culturas, nos povos e nações.

Parabéns pelo seu dia CATEQUISTA, e comemore muito!

(*) Osmar Aparecido Verzotto, coordenador Diocesano de Catequese

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