O diretor Metropolitano da Polícia Judiciária Civil, delegado Elias Daher, confirmou ontem que já somam 35 o número de pessoas presas na Operação “Guilhotina”. Vinte e seis estão presas em Sinop e nove estão em Cuiabá.

Nesta quinta-feira (5), um grupo de nove pessoas presas durante a operação no interior do Estado, será encaminhado para Cuiabá, para depoimento.

O delegado Wilton Massao Ohara, que coordena a operação em Cuiabá e está ouvindo os envolvidos, disse que a expectativa da Polícia Civil é de que até o final desta semana todas as pessoas presas até o momento já tenham prestado depoimento. “Após a fase de oitivas daremos início a um novo momento nas investigações onde serão ouvidos os madeireiros que não foram presos mas adquiriram a madeira explorada ilegalmente”, disse ele.

Em Sinop, a Operação “Guilhotina” está sendo coordenada pelo delegado Gianmarco Capolla Capone, titular da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema). Lá os presos estão sendo encaminhados para o presídio Ferrugem e para a cadeia municipal.

A Operação “Guilhotina” está cumprindo 75 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Estadual, para serem cumpridos em 19 municípios de Mato Grosso e São Paulo, no município de Ourinhos. De acordo com a Polícia Judiciária Civil as ações continuam até o cumprimento de todos os mandados.

Como conseqüência das investigações que vem sendo realizadas há cerca de três meses, o Judiciário determinou o bloqueio dos bens dos investigados.

A Operação, integrada pela Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Secretaria do Meio Ambiente, Ministério Público e Judiciário foi deflagrada na terça-feira (3), com o objetivo de coibir as ações de um grupo de pessoas que agiam ilegalmente na exploração de madeira no Estado.

Um total de 101 madeireiras foram apontadas como participantes no esquema de fraudes que movimentou no Estado cerca de R$ 58 milhões. (Com Secom)

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