Papo Político – Por João Batista de Toledo

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1- O GRANDE

e mais triste acontecimento na política neste ano de 2006, que vive os seus estertores, foi indubitavelmente o falecimento inesperado do ex-deputado estadual, ex-deputado federal e duas vezes governador, Dante Martins de Oliveira, quando já estava em campanha para voltar à Câmara Federal, onde foi destaque nacional ao apresentar a emenda constitucional das “Diretas Já” para a eleição de presidente da República, quando levantou toda a nação para a escolha pelo voto popular de todos os candidatos a cargos executivos.

A EMENDA

de Dante, um novato na Câmara Federal na Ã(c)poca, sacudiu o país e colocou Mato Grosso na ponta do processo de redemocratização. Ele seria eleito prefeito de Cuiabá por duas vezes e por dois mandatos governador do Estado de Mato Grosso.

O falecimento de um dos notórios políticos do Estado convulsionou esta unidade da federação.

A reeleição da viúva Telma de Oliveira para o seu segundo mandato na Câmara Federal, com expressiva votação, apesar de ser campeã de falta à s sessões do Congresso, foi indiscutivelmente uma homenagem e preito de gratidão ao grande líder falecido, o qual vai permanecer no coração dos mato-grossenses por muitos anos, visto que se tornou um verdadeiro referencial de Mato Grosso, uma liderança insuperável e que foi aplaudido no Brasil inteiro, por ter sido aquele que atravÃ(c)s de sua emenda das diretas já, abriu o caminho irreversível para o retorno à democracia.

COMO PREFEITO

de Cuiabá, em duas oportunidades, e governador por oito anos, impôs a sua marca de político e administrador, tendo se acercado de uma equipe competente e atraído às atenções de toda a classe política brasileira para nosso Estado.

Quando a morte o colheu, face à diabetes e outras enfermidades, Dante estava em campanha para retornar à Câmara Federal, o que infalivelmente aconteceria e onde poderia novamente ressuscitar a sua grande estrela e acontecer em grande estilo a nível nacional.

SABE-SE,

por exemplo, que alguns políticos de prestígio pensando no futuro, estavam aventando a possibilidade de uma chapa para a presidência da República, com Blairo Maggi na cabeça e Dante de Oliveira, que já seria deputado federal, para o Senado. Seria a união de dois grandes políticos e de dois grandes grupos que representariam uma soma significativa de votos.

Dante de Oliveira: “O seu falecimento foi a maior perda da política mato-grossense no ano de 2006…”

Não restam dúvidas que foi uma grande perda para Mato Grosso a morte de Dante de Oliveira e que deve ser qualificada como a grande perda do ano em termos de valores políticos.

OUTRO

grande acontecimento político neste ano que vai terminar, foi a reeleição consagradora do governador Blairo Maggi para o segundo mandato, quando a maioria dos seus correligionários foi eleita para a Câmara Federal e AssemblÃ(c)ia Legislativa, o que lhe dá indiscutivelmente grande cacife para sua futura campanha para a presidência da República, cujos trabalhos preliminares devem ser iniciados logo a partir de janeiro, com visitas aos 27 estados que integram a Federação.

SE ESTE ANO

não foi tão ruim, embora permeado de alguns tristes acontecimentos, obviamente que se espera e se torce para que 2007 seja bem melhor.

A NÍVEL

municipal diríamos que Rondonópolis comandou a reeleição de Blairo Maggi para o governo do Estado.

Em termos de eleição proporcional, conseguimos eleger dois deputados federais nas pessoas de Wellinton Fagundes e Carlos Bezerra, o deputado liberal pela quinta vez e o peemedebista pela segunda vez, depois de mais de 28 anos da primeira conquista em termos de cargos proporcionais, ocorrida em 1982.

Em termos de vagas para a AssemblÃ(c)ia Legislativa, foi confirmada a reeleição de Sebastião Machado e JosÃ(c) Carlos do Pátio. É de se lamentar que J. Barreto não tenha conseguido a reeleição, mas em compensação foram eleitos ainda Percival Muniz e Gilmar Fabris, ficando a cidade com 4 representantes na AssemblÃ(c)ia Legislativa, quando poderíamos ter elegido cinco, num desempenho nesse campo que só não foi dos melhores, graças a dispersão de votos, mormente para candidatos de fora.

REGISTRE-SE

por outro lado, o bom desempenho administrativo e político do prefeito Adilton Sachetti, que conseguiu contar com a maioria absoluta dos vereadores no apoio à sua gestão, a qual prosseguiu pavimentando as ruas da periferia, cumprindo assim as promessas de campanha.

Na verdade, no campo político municipal não se registrou nenhuma crise, por pequena que fosse, o que comprova o bom entendimento entre os poderes executivo e legislativo.

A ELEIÇÃO

tranqÃ1/4ila do vereador Ananias Martins de Souza Filho para a presidência da Câmara Municipal, completou o quadro de tranqÃ1/4ilidade e a certeza que o prefeito Adilton Sachetti continuará contando com o legislativo para o bom desenvolvimento do seu profícuo governo.

2- AO QUE

a Coluna foi informada, o secretário de Imprensa da Prefeitura Municipal de Rondonópolis, Gino Rondon, confirmou o que vinha se comentando nos meios da imprensa, segundo o que em princípios de fevereiro ele poderá estar deixando o cargo, convidado que foi para assumir importantes funções em Cuiabá nos quadros da administração estadual.

Sem dúvida que Ã(c) uma pena, porque Gino vinha não apenas agradando a administração Sachetti, como vem tendo o apoio e colaboração da maioria esmagadora dos comunicadores.

Comenta-se por outro lado que a esposa de Gino, a comunicadora Edna Rondon, de grande vivência nos meios jornalísticos e publicitários, teria sido cogitada para substituir o esposo, ela que tem relacionamento intenso com a maioria dos jornalistas e demais comunicadores. É aguardar para ver.