Homicídio: Delegado conclui inquérito e envia ao MP

Polícia | quinta-feira, 4 de setembro/2008 | Nenhum comentário | Enviar por email

O delegado Titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Antônio Carlos de Araújo, concluiu e enviou ontem ao Ministério Público a peça de inquérito policial nº 012/2008, que investiga um crime de homicídio ocorrido em fevereiro deste ano, cuja vítima, um trabalhador braçal, foi encontrado morto, amarrado, com indícios de violência, sobre a pista da BR-163, no Km 89,2.

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O trabalhador braçal foi encontrado morto, amarrado, com indícios de violência, sobre a pista da BR-163 - Dnei Matos/arquivo

O caso foi registrado na Polícia Civil como “cadáver localizado” pela PRF no início da madrugada de 4 de fevereiro. Mas, devido não apresentar nenhum tipo de documento de identificação e em razão dos indícios de violência encontrados no cadáver, além do fato do mesmo ter sido encontrado amarrado, fez com que a polícia investigasse e chegasse a três suspeitos que estão sendo indiciados em inquérito policial por crime de homicídio doloso.

A vítima foi identificada como Sebastião Ambrózio, 41 anos de idade, trabalhador braçal, residia no Lúcia Maggi e tinha cinco filhos.

Segundo o inquérito policial, os investigadores descobriram que a vítima teria conhecido a pessoa que o contratara para trabalhar (‘Gato’), no dia do crime, (03/02/08), um domingo de carnaval e teria ido com o mesmo para uma propriedade rural nas imediações do distrito da Jibóia, região de Itiquira.

Ainda, segundo os depoimentos prestados à polícia pelos interrogados, o “Gato” e a vítima teriam ido para a fazenda no domingo (03/02), consumindo bebida alcóolica no caminho.

Ao chegar à propriedade, Sebastião, supostamente embriagado, teria se desentendido com uma pessoa. Os amigos teriam intercedido em seu socorro e teriam agredido Sebastião Ambrózio, que foi, segundo os depoimentos à polícia, amarrado e colocado na carroceria da caminhonete do “Gato” e estaria sendo trazido para Rondonópolis. Ocorre que ao chegar aqui na cidade, os indivíduos perceberam que Sebastião não estava no veículo GM S-10, de propriedade do “Gato”.

Sempre segundo a polícia, os suspeitos teriam retornado à fazenda e se escondido, supostamente esperando que as coisas se acalmassem. A polícia acusa os suspeitos de terem sumido com evidências do crime, como o colchão em que a vítima estava deitada na caminhonete, o seu boné e as suas roupas.

Mas os policiais encontraram pistas que apontavam na direção dos suspeitos que, ao serem ouvidos em depoimento, acabaram confirmando parte dos fatos. Eles confirmam a confusão na fazenda, confirmam tê-lo agredido e amarrado, mas negam terem matado o Sebastião Ambrózio. Eles afirmam que não sabem como a vítima caiu da carroceria.

No entanto, ao concluir o seu relatório, o delegado Antônio Carlos de Araújo justificou ao Ministério Público que ao adotar os procedimentos com a vítima (agredir e amarrar), os suspeitos assumiram o risco de produzir os resultados (morte da vítima).

Por conta disso, acabou indiciando Alexsandro Crespilho (o ‘Gato’), Luiz Fernando Mesquita e Antônio Argiono Filho por homicídio doloso.

O delegado Araújo confirmou que enviou a parte do inquérito com o depoimento do menor L.S.M, de 16 anos, também suspeito de envolvimento no caso, para o delegado Henrique de Freitas Meneguelo, titular da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), para as providências cabíveis e eventual indiciamento em ato infracional, por suposto envolvimento no crime.

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