O Rotary Club de Rondonópolis Rondon realiza, neste domingo (09/11), o projeto Consciência Ecológica, no distrito de Fátima de São Lourenço e às margens do Rio São Lourenço. Um dos intuitos é promover a preservação dos recursos hídricos e do meio ambiente. Trinta mil filhotes de pacu, entre 12cm e 18cm, serão soltos no rio e cerca de 100 mudas de árvores distribuídas à comunidade.
Em 2007, o Rotary Rondon havia realizado o evento denominado Festiva Ecológica, quando houve o plantio de árvores e soltura de alevinos. Devido à repercussão e ao sucesso do evento, o clube resolveu torná-lo efetivo, com o titulo de Consciência Ecológica. “A execução deste projeto tem como objetivo geral difundir na comunidade ribeirinha do distrito de Fátima de São Lourenço a importância da preservação das matas ciliares e a manutenção do rio, para que possa continuar sendo fonte de pesca e água daquela população”, explicou o presidente do clube, Deimar da Silva Ribeiro.
De acordo com o projeto, a comunidade de Fátima de São Lourenço foi escolhida por estar há algum tempo sofrendo com a degradação das matas ciliares, dando lugar a pequenas roças caseiras, ou mesmo, a utilização por várias propriedades para espaço de lazer. “Esta utilização desordenada vem causando prejuízos ao meio ambiente local. O assoreamento e a poluição do rio são fatores preocupantes, pois a pesca local já reflete tais aspectos: há alguns anos, naquela área havia fartura do pescado”, argumentou o clube no projeto, observando que a situação hoje é crítica.
As atividades inerentes ao projeto começam a ser desenvolvidas a partir das 8h deste domingo. As mudas de árvores serão entregues na vila de Fátima de São Lourenço, onde também haverá distribuição de panfletos educativos. Os ribeirinhos e rancheiros da região serão conscientizados da importância de preservar a mata ciliar e realizar a pesca consciente. A soltura dos alevinos ocorrerá no Rancho do Sossego, conhecido também como Rancho da Paiol Madeiras, às margens do Rio São Lourenço.
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Maraisa batista da silva comentou em7 de novembro/2008
Boa tarde, pessoal, taí algo no qual gostaria de participar. Parabenizo o Rotary Rondon pela iniciativa da Conciência Ecológica, não só Rondonópolis precisa de pessoas de conciencia ecologica, mas o nosso planeta; pena que estou tão longe; atenciosamente.
Ivone Boechat comentou em27 de dezembro/2008
Consciência ecológica
“O homem é a coroa da criação”. O ser humano tem o sabor do oceano na lágrima. Na composição química do seu corpo estão todos os preciosos metais que compõem a Natureza. Ele tem a mesma proporção de líquido do Planeta Terra no seu corpo. Na formação de sua estrutura física e espiritual estão presentes os estados sólido, líquido e gasoso: natureza e homem são Universo-único verso de Deus!
Para Roger Garaudy “Crer que somos separados é que é ilusório. Os homens somos como galhos de uma mesma árvore, ou como ondas de um mesmo Oceano”.
Roger denuncia na sua obra Apelo aos vivos, que “O homem violou três infinitos. O infinitamente pequeno: ao domar o átomo e liberar a sua fantástica energia. O infinitamente grande: ao transpor as barreiras da Terra, viajando pelo Cosmo. O infinitamente complexo: através da Cibernética”. Muito angustiado pelo avanço tecnológico, sem compromisso com a vida, ele desabafa: “Optar pela energia nuclear é assassinar nossos netos”.
Xamã, um pagé americano, diz que ensina assim ao seu povo: Primeiro, a arte de escutar. Segundo: que tudo está ligado com tudo. Terceiro: que tudo está em transformação. Quarto: que a terra não é nossa, nós é quem somos da terra.
Jesus exclamou: “Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam… nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.”
O Mestre aponta para a serenidade das flores do campo, como um atalho na busca do equilíbrio ecológico espiritual. As flores dão nomes a mulheres, homens, lugares, rios, países. As flores são alimentos e curam, também!
Esse equilíbrio da alma vai se conseguir na medida em que brotarem nos canteiros do respeito as sementes da paz interior, da compaixão por si mesmo, pelo outro e pelo Universo. Albert Schweitzer afirma:
“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da Criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante”.
Preservar é não desistir de lutar pela vida, é ajudar a garantir às gerações a dádiva de viver! O cidadão comprometido com a vida é capaz de interagir e ajudar a deter o poder de destruição ao redor, mesmo sem ter nas mãos as prometidas verbas públicas. Ele pode exercer a cidadania de uma forma pacífica, inteligente e gratuita: indignar-se.
Para preservar é preciso formar cidadãos sentinelas da vida, que saibam intervir no momento certo para se evitar o desperdício, o mau uso, o abuso, mas, sobretudo, formar o educador do meio ambiente, capaz de ensinar “a tempo e fora de tempo” como viver sem deixar um rastro de morte por onde passa.
É preciso formar educadores para assessorar a sociedade na administração do que herdou. O Brasil pode dar ao mundo um grande exemplo de fraternidade, ao propor um programa de reciclagem de vidas e a restauração do homem.
Quando o homem desperdiça água, luz, árvores, pensamentos positivos, oportunidade de preservar-se, inteligência para interagir na preservação do Planeta, está adubando com a própria lágrima o terreno da morte para se destruir. Quando distribui lixo político, social, espiritual, emocional, e toda a espécie de ações inconseqüentes, está infectando o espaço, semeando transtornos. São crimes hediondos contra a vida.
A juventude recebeu de herança dos maus governantes, dos currículos indecentes, dos “educadores” dormentes e dos pais omissos, um grande e riquíssimo patrimônio… mal administrado, mal conservado, mal amado. É urgente que se enfrente o maior desafio de todos os tempos: formar os valores que vão substituir as mentes destruidoras por aquelas que têm sensibilidade para amar e preservar. O slogan poderia ser: adote o seu planeta como bichinho de estimação. É um desafio educacional.
“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim”.
Ivone Boechat