Nos dois últimos anos tive a grata oportunidade de conviver um pouco mais de perto com o Prof. Dr. Ruy Ferreira, a quem costumo referir-me como amigo. É bom esclarecer que também atribuo este título aos autores com quem dialogo, trocando experiências, sensações e emoções. Justamente porque a leitura permite este encontro e esta intimidade entre autor, texto e leitor.
Em minha concepção, amigo e amizade, não dependem apenas de encontros físicos para existirem. Amigo pode simplesmente ser alguém com quem você compartilha suas divagações, seus pensamentos, angústias, sem se incomodar com o parecer dele, porque, certamente será algo positivo e em prol de seu crescimento pessoal.
Não acredito naquela pseudo-amizade em que você só pode falar o que convém ao outro; nem em outras que só tem razão de existir em função das festividades. Amigo e amizade são sinônimos de confiança, respeito, sobretudo de conforto. E toda vez que me sinto confortável diante de alguém ou de algo, como se estivesse em casa, no fundo do quintal ou naquela mesa da cozinha onde os maiores segredos e desejos são revelados, chamo a isso de amigo.
A amizade não precisa necessariamente de uma convivência física, de uma devassidão em seu cotidiano e na sua vida íntima. Não precisa preencher todas as suas horas, participar de tudo sem estar presente. Antes, precisa da sua emoção, compreensão, do seu apoio, do seu silêncio, da sua bronca dura com nuances leve e suave. Precisa da sua presença constante, mas sem imposição. Muitas vezes, preferível que seja invisível, embora você tenha a certeza de que num toque pode alcançar seu amigo, num suspiro forte ou um simples gritinho ele virá ao seu encontro. Amigo é alguém que valoriza sua existência e sabe extrair o melhor do seu eu, mais até do que você próprio.
Por tudo dito, sinto-me mais a vontade para informar que, finalmente, chegou o momento destes textos de Opinião do Leitor, publicado pelo Jornal A TRIBUNA, da cidade de Rondonópolis, ganhar asas e serem compartilhados com mais pessoas e leitores ávidos por conhecer, informar-se, divertir-se ou simplesmente trocar um dedo de prosa com o autor sobre assuntos diversos do cotidiano, do mundo real ou divagações e fantasias dos desejos secretos reproduzidos. E, assim, novas amizades verdadeiras serão construídas.
Caros leitores embarquem confiante nesta viagem literária, pois, o professor Ruy Ferreira é mestre e doutor na arte de hipnotizar e encantar os que o rodeiam. Sou sua fã e suspeita para falar de seus escritos. Mas, exageros e deslumbramentos à parte, têm-se, aqui, uma excelente oportunidade para refletir sobre a sociedade e seu cotidiano; ou pensar no que esperar do mundo e do futuro da educação, da política, da sociedade e do nosso planeta.
O professor Ruy Ferreira é um destes amigos invisíveis, mas, extremamente presente em nossas vidas. Podemos encontrá-lo esporadicamente nos espaços físicos e com mais frequência nos ambientes virtuais, intelectuais, literários e acadêmicos. Entretanto, o lugar mais apropriado para estes encontros tem sido, há mais de vinte anos, as páginas da Opinião do Leitor.
Talvez, nem ele mesmo saiba, mas, particularmente, faço as leituras de seus artigos de opinião desde que cheguei a Rondonópolis, no segundo semestre de 2002. Aliás, o primeiro recorte de material do Jornal A TRIBUNA para a composição do clipping da assessoria de comunicação do campus de Rondonópolis da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi um artigo dele, intitulado “O Computador na Educação”, produzido em agosto de 2002. Data esta, que iniciei minhas atividades, como assessora de comunicação da referida instituição e, na qual, ele já era professor consagrado e admirado desde 1995. Desde então, ele sempre foi muito especial para mim, justamente porque costumo constituir laços fortes com os autores que eu leio e me encantam.
Assim, esta obra surge para atestar que a riqueza dos textos produzidos para a Opinião do Leitor está em sua diversidade temática, de estilos literatos e lingüísticos, de idiossincrasia, das experiências vividas e emoções colhidas e retorcidas e compartilhadas.
A coluna Opinião do Leitor é este espaço de construção e encontros do sujeito-autor com o sujeito-leitor e onde o professor Ruy Ferreira soube com maestria explorar cada milímetro, informando e emocionando. Simplesmente porque só se fala daquilo que se conhece muito bem e está em nós entranhado, pulsando, gritando bem alto.
Ruy Ferreira é assim: visceral. Transpira, respira e inspira emoção e prazer. Sabe como os grandes autores falar com e ao coração, mesmo quando os assuntos são tão complexos, racionais e cáusticos. Na medida do ser, é poesia, canção e paixão.
Ao fazer a leitura destas preciosidades, sou capaz de perceber o estado de ânimo deste autor consistente e impecável, que sabe conduzir com excelência o ato de escrever e transformá-lo num processo de fermentação intelectual extremamente prazeroso.
Ele sabe e nos fala com poesia. Sinto que para este autor não há nada melhor do que o silêncio das madrugadas, num encontro com ele mesmo, deixar vir à tona toda emoção, toda explosão de sentimentos que vão se mesclando com o real, o possível ou imaginário. E, nesse afã de saberes e sabores deixar a mão descansar levemente sobre o teclado. É aí que o pensamento voa e o texto acontece. Texto, este, que sai carregado com a tinta da subjetividade, embriagado por seus saberes e experiências vívidas. Entretanto, requintadamente poluído por sua essência livre, leve, sem receios, nem temores.
Querido amigo, falar de você ou de seus escritos é para mim algo grandioso e requer ou me exigirá conhecimento refinado. Por esta razão, me permita, tão somente, endossar os meus louvores por mais uma de suas preciosas criação. Que venham os leitores e o sucesso se faça presente, pois, esta não é tão somente mais uma publicação em um canto qualquer de alguma livraria.
Esta obra expressa seus desejos, sonhos, anseios, rica e lindamente construídos por devoradoras horas insones, lendo, relendo e labutando na construção do conhecimento, do saber, do ser e do fazer melhor, sempre. Do querer e desejar dias mais luminosos para o nosso Brasil, velho de guerra. De acreditar que é possível mudar o mundo. Mas, inesgotável, por depositar todas as fichas na formação e construção de mentes produtivas e muito mais participativas. Queira Deus que seus sonhos e desejos germinem como um vírus altamente contagioso, mas profícuo…
(*) Edileusa Regina Pena da Silva é amiga e fã do Prof. Dr. Ruy Ferreira. Este é o prefácio do livro eletrônico Linha do Tempo, de autoria de Ruy Ferreira lançado na terça-feira, dia 14.08.2012, com exclusividade pelo Jornal A TRIBUNA – pena.edileusaregina@gmail.com
Edileusa, me permita dizer: “Eita baiana arretada, sô”!!! Pois “amigo e amizade são sinînimos de confiança, respeito, sobretudo de conforto”. Como eu havia dito, o divagar vai muito além do horizonte, mas muito além. . . . . E você, caríssima Edileusa, é realmente uma amiga. Aquele abraço!!! Professor Ruy e Edileusa, que dupla. O divagar vai muito além do horizonte. Parabéns mesmo!
Orlando, me ensina como agradecer uma atitude dessa?
Amigo Sabka seu comentário me emociona. É um precioso carinho. Admiro sua gentileza e generosidade. De coração, obrigada. Abraço fraterno.