Médicos alertam para falta de materiais e medicamentos

Profissionais alertam que a falta de insumos atrapalha o atendimento de qualidade na unidade – Foto: Arquivo

A crise no Hospital Regional de Rondonópolis, que embora o Estado de Mato Grosso e o Instituto Gerir, que administra a unidade, insistem em negar que exista, teve um novo capítulo na noite de ontem (19). Os médicos da unidade, que estão com salários atrasados e trabalhando sem contrato, decidiram, durante assembleia geral, comunicar todos os órgãos competentes sobre as situações vivenciadas, como a falta de materiais para trabalho, e suspender o atendimento caso nada seja feito.

Conforme informado por alguns profissionais à reportagem, o último pagamento de salário foi referente ao mês de janeiro, sendo que somente metade do valor foi quitado. Além disso, os contratos dos profissionais com o Instituto Gerir estão vencidos e não há informações sobre renovação ou não. Com relação aos materiais, os profissionais alertam que a falta de insumos atrapalha o atendimento de qualidade. Entre os medicamentos em falta está o clexane, utilizado em situações em que se necessita manter uma coagulação menos efetiva, ou seja, manter o sangue mais fino. Além disso, conforme alertado pelos médicos, há poucos tubos orotraqueais, utilizados para fazer a ligação entre os pulmões e o ventilador mecânico. “As numerações que mais se usam, a 8 e a 7.5, estão em falta”, destacou um profissional ao jornal.

Na assembleia de ontem, ficou decidido que, após o movimento elaborar um documento e protocolar em todos os órgãos competentes, os profissionais vão iniciar uma paralisação, respeitando o tempo de aviso. “O fim desse movimento só acontecerá com a resolução dos problemas: salários quitados, contratos assinados e compra de materiais”, destacou outro profissional.

SEM RESPOSTAS

A situação dos médicos no Hospital Regional já vêm sendo divulgada pelo A TRIBUNA há algum tempo, mas a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e o Instituto Gerir se negam a responder os questionamentos do jornal. Por algumas vezes, enviamos questionamentos sobre a situação da unidade, como o atraso salarial e o término de contrato entre o Estado e o Gerir, que aconteceu no início desse mês. As repostas recebidas destoaram por completo do que foi questionado. Novamente, a reportagem entrou em contato alertando que a resposta não atendia a demanda, mas a SES e o Instituto Gerir decidiram manter o posicionamento.

Sendo assim, a sociedade fica sem respostas sobre questões como o término de contrato para administração do hospital entre o Estado de Mato Grosso e a Organização Social, a falta de materiais e os atrasos salariais dos médicos, que podem suspender o atendimento a qualquer momento.

1 COMENTÁRIO

  1. O GOVERNADOR TAQUES VEM AQUI EM ROO-MT E DIZ QUE A SAUDE NO MUNICIPIO ESTA BEM, NÃO ENTENDO A QUE PONTO CHEGA A DEMAGOGIA DO GOVERNO, E ATUALMENTE APOIADO
    POR OUTRO DEMAGOGO SR. JOSE DO PATIO. A SAUDE DE MT É UM CAOS, ENTRA DINHEIRO DE TODO LUGAR E O ROMBO ESTA AI PARA TODO MUNDO VER. COM A PALAVRA O SR. PREFEITO, ARTICULASDOR DA CAMPANHA TAQUES A REELEIÇÃO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here